Jean Carlo Medeiros, sommelier do restaurante Hermengarda conquistou o Master of Port Brasil 2012. Este prêmio, cujo concurso acontece a cada dois anos na França, foi pela primeira vez realizado no Brasil. Desta forma, ao ganhar o Master of Port, ele passa a ser reconhecido como o maior especialista em vinhos do Porto no país (o que convenhamos, não é pouca coisa!). A isto se soma o fato dele já ter ganhado o Portugal Wine Expert neste mesmo ano, o que mostra que além de gostar do que faz como sommelier, é um grande estudioso dos vinhos da “Terrinha”, onde morou por oito anos. É interessante ver que há profundos conhecedores da bebida de Baco fora do eixo Rio- São Paulo, o que incentivará outros profissionais a trilhar a mesma trajetória buscando o reconhecimento e participando de concursos nacionais e internacionais. Os nossos parabéns a Jean Carlo e a certeza de que chegará mais longe em sua caminhada.
Dicas de Vinho, Enogastronomia, Eventos, Roteiros de Viagens e Promoções por Marcio Oliveira.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
TOP 10 WINE SPECTATOR 2012
● SAIU A LISTA DOS TOP 100 DA WINE SPECTATOR 2012 – Mesmo que criticadas, as Listas de Vinhos que começam a aparecer no final do ano ajudam aos enófilos a obterem indicações para novas provas de vinho. Não digo que devem ser seguidas à risca, ou que vocês devam abrir mão do seu próprio gosto, mas a consistência da qualidade de alguns destes rótulos pode ser confirmada pela presença constante nas diversas Listas que vão sendo publicadas ano após ano. Portanto, seja bem vinda a LISTA DE 2012 TOP 100 WINE SPECTATOR:
POSIÇÃO – NOTA – PREÇO – VINHO:
1 96 $60 Shafer Relentless Napa Valley 2008
2 95 $41 Château de St. Cosme Gigondas 2010
3 95 $69 Two Hands Shiraz Barossa Valley Bella’s Garden 2010
4 98 $128 Clos des Papes Châteauneuf-du-Pape 2010
5 96 $60 Château Guiraud Sauternes 2009
6 95 $105 Château Léoville Barton St.-Julien 2009
7 94 $40 Shea Pinot Noir Willamette Valley Shea Vineyard Estate 2009
8 94 $45 Beringer Cabernet Sauvignon Knights Valley Reserve 2009
9 94 $60 Ciacci Piccolomini d’Aragona Brunello di Montalcino 2007
10 95 $120 Achával-Ferrer Malbec Mendoza Finca Bella Vista 2010
UMA NOITE PREMIUM COM RODRIGO FONSECA NA SBAV-MG
● 28.NOV.2012 – 4ª-feira – 20:00hs – SBAV-MG: UMA NOITE PREMIUM COM RODRIGO FONSECA - A SBAV-MG e a Importadora Premium apresentam alguns dos grandes vinhos que chegaram recentemente ao Brasil. Novo e Velho Mundo estarão representados em produtores de grande qualidade e que são reverenciados pelas mais importantes publicações de todo o mundo. A degustação vai abranger de um Alvarinho Colheita Selecionada, de um produtor especialista na casta, até um Barbaresco de um pequeno produtor que é reconhecido por Parker, como um dos grandes do Piemonte. Vamos passar por dois vinhos chilenos especiais sendo que um deles é elaborado com a uva Carignan (vinhas de mais de setenta anos) e é considerado um dos atuais grandes sucessos do país. Teremos ainda um dos “top ten” do Chianti Clássico e dois franceses muito especiais. “Uma degustação imperdível com vinhos de alta qualidade e grande distinção”. Apresentação: Rodrigo Fonseca. Vinhos que serão degustados: 1- DONA PATERNA Alvarinho Colheita Selecionada 2011 – Portugal. 2- SOCRÉ Barbaresco DOCG 2008– Itália. 3- CASTELLO DI VOLPAIA Chianti Classico Riserva DOCG 2008 – Itália. 4- CHÂTEAU VIAUD-LALANDE Lalande de Pomerol 2009 – França. 5- CHÂTEAU D'OR ET DE GUEULES Castel Noù Costières de Nîmes 2009 –França. 6- LA MONTAÑA Blend 2006–Chile. 7- GARAGE Carignan Lot #27 2010 – Chile. Preço: Associado R$ 100,00 / Convidado: R$ 130,00. VAGAS LIMITADAS A 30 PARTICIPANTES. Contatos para Inscrições: (31) 3296-7843. E-mail: secretaria@sbavmg.com.br
A MÁGICA DOS AROMAS DO VINHO
“ A MÁGICA DOS AROMAS DO VINHO ” – O uso dos aromas e perfumes é fundamental nas sociedades, tanto nas sociedades primitivas, quanto nas sociedades modernas e sofisticadas....Se um bom aroma era fundamental para separar o que era comível do que era veneno, os aromas denotam também o que está limpo do que está contaminado.
Da mesma forma que as pessoas podem desenvolver um senso estético para apreciar e avaliar uma bela pintura ou uma bela escultura, uma música agradável, uma boa comida, é possível adquirir um conhecimento mais profundo do papel desempenhado pelo sentido do olfato.
O vinho, sem os seus aromas, sejam eles de aspiração direta ou de retrogosto, simplesmente deixaria de ter qualquer interesse. O importante, ao degustar uma taça de vinho, não é apenas fazer uma análise, ou uma classificação ou uma quantificação quanto aos aromas, mas encontrar o prazer existente em cada essência aromática encontrada. A verdade é que isto é fundamental para uma pessoa escolher um vinho entre milhões de rótulos, como o seu preferido.
Muitos amantes do vinho se perguntam sobre certos aromas do vinho e suas origens, tais como os de framboesa, banana, baunilha e caramelo. Branco, tinto ou rosado, o vinho é certamente a bebida alcoólica que mais se destaca pela fineza e complexidade de seus aromas. Provenientes da uva, da fermentação ou da guarda, eles refletem na mucosa olfativa do degustador a presença de centenas de componentes odoríferos que a bebida armazena, em quantidades ínfimas. Alguns deles são mais freqüentes ou mais pronunciados e cercam-se de curiosidades quanto a sua origem.
● Aroma de framboesa, o mais frequente nos tintos
A framboeseira é um arbusto da família das rosáceas que surge em estado silvestre nas matas do hemisfério norte, sendo rara no Brasil. O fruto vermelho, escuro e corrugado é rico em pectinas, próprio, portanto, para geléias. Não sendo uma fruta comum entre nós, reconhecemos seu aroma a partir das geléias ou licores produzidos a partir dela. O aroma de framboesa no vinho, perceptível em grande número de tintos, deve-se à presença da frambinona - nome comum da fenilbutanona - substância com odor de framboesa que se forma durante a fermentação.
O aroma de framboesa é o mais freqüente nos tintos. Se você não se deu conta disso, sugiro procurá-lo em sua próxima degustação de Cabernet, Syrah, Nebbiolo e Tempranillo, originários do Velho Mundo ou de Malbec, Tannat, Carmenère e Zinfandel do Novo Mundo. Faça isso após provar a geléia da frutinha para memorizar seu gosto.
● O Beaujolais Nouveau e o aroma de banana
Uvas colhidas em setembro, vinificação em outubro, engarrafamento no início de novembro. E pronto, na segunda quinzena de novembro, "le Beaujolais Nouveau est arrivé". O que há de especial em sua elaboração que resulta no aroma de banana, cuja intensidade varia ano a ano?
Na vinificação do Beaujolais acomodam- se bagos inteiros de uvas Gamay em cubas fechadas, sob pressão. Nessas condições, as enzimas da polpa são ativadas, verificando-se no interior do bago uma tímida transformação de açúcar em álcool, com formação interna de gás carbônico.
A fermentação intracelular cessa naturalmente após uns dez dias e inicia-se o processo de elaboração do Beaujolais, conhecido como maceração carbônica. Diminui-se o teor de ácido málico e formam-se álcool, glicerina e outros componentes. Entre eles, o acetato de isoamila com seu cheiro de banana amassada. E o aroma de banana estará no Nouveau, mais ou menos intenso, dependendo da concentração de acetato de isoamila naquele ano, para cada produtor.
● Baunilha versus Caramelo
Esses dois odores agradáveis desenvolvem-se nos tintos e brancos a partir da mesma substância, a vanilina da madeira, sendo, portanto, aromas de vinhos fermentados em tonéis ou amadurecidos em barricas.
A baunilha é nítida nos brancos que passaram por carvalho, como os da Chardonnay, particularmente nos da Califórnia, do Chile e da Austrália, ou ainda nos tintos de corte bordalês ou nos Reserva e Gran Reserva da Rioja. Quimicamente falando, o que se percebe é a nuance menos intensa, porém mais suave e refinada, do vanilato de etila, resultante da esterificação da vanilina.
A vinificação especial dos vinhos doces naturais - Banyuls, Maury, moscatéis de Setúbal e Pantelleria etc. - lhes comunica um odor caramelado.
Não é muito fácil decidir-se entre os aromas de baunilha e caramelo. Como esse último nada mais é que açúcar queimado, sugiro que se procure um toque tostado. Com tostado é caramelo, sem tostado é baunilha. Baseado no livro "110 Curiosidades do mundo dos Vinho", de Euclides Penedo Borges, Editora Mauad/Rio.
domingo, 25 de novembro de 2012
CHATEAU TRINCAUD 2009 - BORDEAUX
CHATEAU TRINCAUD 2009
Construído originalmente no século VI, o Château Trincaud foi reformado em 1860. Está localizado no vale Isle e das varandas do castelo é possível admirar os vinhedos de Pomerol e Saint Emilion. Os vinhedos são distribuídos em 12 hectares , com videiras de idade média de 45 anos. Processo de vinificação clássico. Degustado às cegas durante uma avaliação de vinhos de Bordeaux.
Notas de degustação: Um Bordeaux que valoriza a fruta com certa elegância. Produzido por François Janoueix com um corte de Merlot (60%) e Cabernet Franc (40%). Vinho rico e elegante, com aromas de jabuticaba, frutas vermelhas e um toque de tabaco. Gastronômico, redondo e com taninos bem trabalhados. A fruta vermelha domina os aromas, sabores e retrogosto. Harmoniza bem com carnes vermelhas, principalmente com costelas.
Harmonização: Carnes vermelhas de todos os tipos, carnes brancas, massas sem molho muito condimentado e pizzas.
Onde Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS DE BORDEAUX CONFRARIA DE AMIGOS DO VINHO.
Importador: BLANC DE NOIR
Origem: ADEGA DO MÁRCIO
ANIMAE 2008 PAR REIGNAC - BORDEAUX
ANIMAE 2008
Produzido pelo REIGNAC, o Animae atende aos mais altos padrões de excelência desde a colheita da uva até o processo final do vinho. A paciência foi uma virtude repassada por Michel Rolland. Ela é fundamental para uma colheita perfeita. O cuidado e a delicadeza com que as uvas maduras são colhidas proporcionam um vinho admirável. A colheita é feita manualmente. Depois de colocadas em prateleiras, as quais comportam de 6 a 8 quilos, as uvas são transportadas diretamente para as mesas de seleção e classificação. Dessa forma, são preservadas intactas.
Parte do processo inicial do esmagamento das uvas é feito diretamente acima nos tanques de inox. Durante a vinificação, toda feita em barris, é realizado o bombeamento com ou sem aeração. O Animae é um vinho criado com um blend que utiliza 75% de Merlot e 25% de Cabernet Sauvignon. A idade média das videiras é de 43 anos. A maturação do vinho é feita 100% em barricas novas de carvalho francês por 19 meses.
Notas de degustação: Degustado às cegas durante uma avaliação de vinhos de Bordeaux. Cor rubi viva, violácea e escura, límpido e brilhante. Aroma de café, defumados e chocolate amargo, depois aparecem as frutas escuras maduras. Toque de especiarias como baunilha, pimenta-do-reino, cravo e canela. O paladar mostra taninos presentes, afinados. Muito equilibrado, com grande concentração, corpo médio, rico. O meio de boca mostra personalidade e é muito longo. O fim de boca, além de persistente, confirma elegância, harmonia e bom potencial de evolução, pois ainda está jovem e vai ganhar com a guarda.
Harmonização: Carnes vermelhas de todos os tipos, pato, caças em geral.
Reconhecimentos de críticos: 2003: 90-91 RP / 2004: 89-91 RP / 2005: 91-93 RP / 2007: 87-91 RP / 2008: 90-93 RP
Onde Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS DE BORDEAUX CONFRARIA DE AMIGOS DO VINHO.
Importador: CASTEL STUDIO
Origem: ADEGA DO MÁRCIO
CHATEAU REIGNAC 2004 - BORDEAUX
CHATEAU REIGNAC 2004
As degustações às cegas sempre surpreendem. O Reignac vem mostrando, ao longo de provas, que tem qualidade e consistência para ser tão bom quanto os caríssimos Bordeaux de "primeira linha". Quando tomamos um vinho conhecendo sua história, a maneira como foi produzido, idade das vinhas, etc. somos influenciados, e isso torna o vinho, muitas vezes, melhor do que ele é. Às cegas, apenas o conhecimento e o gosto influenciam no resultado.
A degustação de vinhos de Bordeaux confirma que, muitas vezes quem vai gastar fortunas em um rótulo famoso, paga 80% em status e exibicionismo.
O Chateau Reignac está localizado em uma colina na confluência de ''Entre Deux Mers”, que apresenta uma característica rara, reunindo os melhores solos da margem direita (argila calcária) e esquerda (argiloso cascalho) na mesma propriedade. Ele está localizado na zona oeste do ''Entre-Deux-Mers” ao sul da cidade de Saint-Loubès, num terreno variando entre 43 m e 22 metros acima do nível do Rio. Em 2000 o vinho recebe 92 pontos numa avaliação de Robert Parker e começa a ganhar notoriedade.
Em 13 dezembro de 2011 um Grande Júri Europeu para vinhos avaliou numa degustação às cegas os vinhos Balthus do Chateau Reignac entre outros três Grand Crus, e outros vinhos de grande fama e qualidade internacionalmente reconhecidos: Cheval Blanc, Lafite -Rothschild e Petrus.
Esta prova de certa forma repetia uma prova às cegas realizada em 2009, na qual o Chateau Reignac foi provado às cegas entre outros grandes vinhos de Bordeaux, na safra de 2001, numa comparação entre vinhos de “Grands Artisans” e “Grands Chateaux”. O resultado foi: 1º - Chateau Ângelus (152,13 euros). 2º- Chateau Reignac (14 euros). 3º- Chateau Lafite Rothschild (209,18 euros). 4º- Chateau Latour (418,36 euros). 5º- Chateau Ausone (747,98 euros). 6º- Chateau Mouton Rothschild (209,18 euros). 7º- La Mission de Haut-Brion (117,93 euros). 8º- Chateau Petrus (1521,31 euros). 9º- Chateau Haut- Brion (253,55 euros). 10º- Chateau Margaux (275,57 euros). 11º - Cheval Blanc (316,47 euros). O importante é que na época o Chateau Reignac custava 14 euros na prateleira e bateu vinhos que custavam muito mais que ele. A degustação foi acompanhada por um oficial de justiça desde a compra dos vinhos, a organização em si da prova, o evento e a apuração das notas de cada provador.
O resultado da prova foi criticado por muitos enófilos e jornalistas, por conta de negar a noção de classificação dos grandes vinhos degustados. Para muitos deles, mesmo quando se leva em conta a noção de prazer, a "drinkability" dos vinhos, o equilíbrio e complexidade dos vinhos provados, a fama dos grandes rótulos tem seu peso em história e tradição.
Afinal, os vinhos provados foram produzidos em regiões vizinhas, com mesmas uvas, embora em proporções diferentes. A noção de terroir faz muito sentido para os franceses e neste aspecto, aporta complexidade. O resultado da prova mostrou que, contando com solos adequados, trabalhando com foco em qualidade, adaptando a forma de trabalhar, pode-se alcançar a excelência de um Petrus ou um Cheval Blanc.
Corte: O vinho é um corte de 75% Merlot e 25% Cabernet Sauvignon. Sua produção é supervisionada pelo enólogo Michael Rolland. A produção é limitada pela colheita verde (tira-se fora muita uva para limitar o rendimento e seleciona-se somente as melhores). A colheita é manual. Fermentação em pequenos tanques de inox, a criação se faz em barricas novas de carvalho francês durante dezenove meses.
Notas de degustação: Degustado às cegas durante uma avaliação de vinhos de Bordeaux. Cor rubi viva, violácea e escura, sem nenhum halo de evolução, mostrando-se límpido e brilhante. Aroma com nota de fruta vermelha e escura madura (sem excesso), lembrando a framboesa e ameixa. Depois aparecem notas de especiarias como baunilha, pimenta-do-reino, cravo, canela, notas florais e de chocolate e defumado. O paladar repete de forma maravilhosa o perfil aromático, com uma bela acidez fresca, e bela textura com taninos macios. Muito equilibrado, harmonioso, um vinho de boa concentração, corpo médio, rico. O meio de boca é extremamente macio e elegante com notas minerais, fresco e muito longo. É um vinho que realmente surpreende pela textura, elegância. O fim de boca, além de persistente, confirma elegância e harmonia.
Harmonização: Carnes vermelhas de todos os tipos, pato, caças em geral, massas com molhos intensos.
Reconhecimentos de críticos – 90 Pontos em 40 avaliações.
Obteve Nota Mediana de 94/100 pontos na avaliação dos participantes do Curso Avançado de Bordeaux na SBAV-MG. Obteve 10 votos como Melhor da Noite.
Onde Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS DE BORDEAUX CONFRARIA DE AMIGOS DO VINHO.
Importador: CASTEL STUDIO
Origem: ADEGA DO MÁRCIO
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