domingo, 25 de novembro de 2012

CHATEAU REIGNAC 2004 - BORDEAUX


CHATEAU REIGNAC 2004

As degustações às cegas sempre surpreendem. O Reignac vem mostrando, ao longo de provas, que tem qualidade e consistência para ser tão bom quanto os caríssimos Bordeaux de "primeira linha". Quando tomamos um vinho conhecendo sua história, a maneira como foi produzido, idade das vinhas, etc. somos influenciados, e isso torna o vinho, muitas vezes, melhor do que ele é. Às cegas, apenas o conhecimento e o gosto influenciam no resultado.

A degustação de vinhos de Bordeaux confirma que, muitas vezes quem vai gastar fortunas em um rótulo famoso, paga 80% em status e exibicionismo.

O Chateau Reignac está localizado em uma colina na confluência de ''Entre Deux Mers”, que apresenta uma característica rara, reunindo os melhores solos da margem direita (argila calcária) e esquerda (argiloso cascalho) na mesma propriedade. Ele está localizado na zona oeste do ''Entre-Deux-Mers” ao sul da cidade de Saint-Loubès, num terreno variando entre 43 m e 22 metros acima do nível do Rio. Em 2000 o vinho recebe 92 pontos numa avaliação de Robert Parker e começa a ganhar notoriedade.

Em 13 dezembro de 2011 um Grande Júri Europeu para vinhos avaliou numa degustação às cegas os vinhos Balthus do Chateau Reignac entre outros três Grand Crus, e outros vinhos de grande fama e qualidade internacionalmente reconhecidos: Cheval Blanc, Lafite -Rothschild e Petrus.

Esta prova de certa forma repetia uma prova às cegas realizada em 2009, na qual o Chateau Reignac foi provado às cegas entre outros grandes vinhos de Bordeaux, na safra de 2001, numa comparação entre vinhos de “Grands Artisans” e “Grands Chateaux”. O resultado foi: 1º - Chateau Ângelus (152,13 euros). 2º- Chateau Reignac (14 euros). 3º- Chateau Lafite Rothschild (209,18 euros). 4º- Chateau Latour (418,36 euros). 5º- Chateau Ausone (747,98 euros). 6º- Chateau Mouton Rothschild (209,18 euros). 7º- La Mission de Haut-Brion (117,93 euros). 8º- Chateau Petrus (1521,31 euros). 9º- Chateau Haut- Brion (253,55 euros). 10º- Chateau Margaux (275,57 euros). 11º - Cheval Blanc (316,47 euros). O importante é que na época o Chateau Reignac custava 14 euros na prateleira e bateu vinhos que custavam muito mais que ele. A degustação foi acompanhada por um oficial de justiça desde a compra dos vinhos, a organização em si da prova, o evento e a apuração das notas de cada provador.

O resultado da prova foi criticado por muitos enófilos e jornalistas, por conta de negar a noção de classificação dos grandes vinhos degustados. Para muitos deles, mesmo quando se leva em conta a noção de prazer, a "drinkability" dos vinhos, o equilíbrio e complexidade dos vinhos provados, a fama dos grandes rótulos tem seu peso em história e tradição.

Afinal, os vinhos provados foram produzidos em regiões vizinhas, com mesmas uvas, embora em proporções diferentes. A noção de terroir faz muito sentido para os franceses e neste aspecto, aporta complexidade. O resultado da prova mostrou que, contando com solos adequados, trabalhando com foco em qualidade, adaptando a forma de trabalhar, pode-se alcançar a excelência de um Petrus ou um Cheval Blanc.

Corte: O vinho é um corte de 75% Merlot e 25% Cabernet Sauvignon. Sua produção é supervisionada pelo enólogo Michael Rolland. A produção é limitada pela colheita verde (tira-se fora muita uva para limitar o rendimento e seleciona-se somente as melhores). A colheita é manual. Fermentação em pequenos tanques de inox, a criação se faz em barricas novas de carvalho francês durante dezenove meses.

Notas de degustação: Degustado às cegas durante uma avaliação de vinhos de Bordeaux. Cor rubi viva, violácea e escura, sem nenhum halo de evolução, mostrando-se límpido e brilhante. Aroma com nota de fruta vermelha e escura madura (sem excesso), lembrando a framboesa e ameixa. Depois aparecem notas de especiarias como baunilha, pimenta-do-reino, cravo, canela, notas florais e de chocolate e defumado. O paladar repete de forma maravilhosa o perfil aromático, com uma bela acidez fresca, e bela textura com taninos macios. Muito equilibrado, harmonioso, um vinho de boa concentração, corpo médio, rico. O meio de boca é extremamente macio e elegante com notas minerais, fresco e muito longo. É um vinho que realmente surpreende pela textura, elegância. O fim de boca, além de persistente, confirma elegância e harmonia.

Harmonização: Carnes vermelhas de todos os tipos, pato, caças em geral, massas com molhos intensos.

Reconhecimentos de críticos – 90 Pontos em 40 avaliações.
Obteve Nota Mediana de 94/100 pontos na avaliação dos participantes do Curso Avançado de Bordeaux na SBAV-MG. Obteve 10 votos como Melhor da Noite.
Onde Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS DE BORDEAUX CONFRARIA DE AMIGOS DO VINHO.
Importador: CASTEL STUDIO
Origem: ADEGA DO MÁRCIO

CHATEAU MALESCASSE 2005 - BORDEAUX


CHATEAU MALESCASSE 2005

O Chateau Malescasse foi construído em 1824, na cidade de Lamarque. Em 1870, ele pertencia à família Renouille. Em 1979 a propriedade foi vendida pela família Tesseron a Alcatel Alsthom. As vinhas estão localizadas em redor do chateau, em uma das colinas de cascalho mais bonitas que podemos encontrar entre Margaux, Saint-Julien e Beychevelle, perto do rio, tornando-se uma terra com solo de alta qualidade, profundos e bem drenados. Degustado às cegas durante uma avaliação de vinhos de Bordeaux.

Notas de Degustação: um vinho rubi escuro, púrpura. Blend criado com 45% de Cabernet Sauvignon, 45% de Merlot e 10% de Cabernet Franc. Aroma elegante com notas de cereja, frutas negras, frutas vermelhas, especiarias doces como baunilha, toque de violeta e chocolate. Paladar com taninos que se mostram, macios. Frutas negras, couro, chocolate e café podem ser notados. Boa persistência.

Harmonização: Carnes vermelhas e brancas, aves, massas e queijos maturados.  

Reconhecimentos de críticos – 18,5/20 Revue du Vin de France.
Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS DE BORDEAUX CONFRARIA DE AMIGOS DO VINHO.
Onde Comprei: CASA DO VINHO
Origem: ADEGA DO MÁRCIO

CHATEAU CHASSE-SPLEEN 2005 - BORDEAUX


CHATEAU CHASSE-SPLEEN 2005

Um nome esplêndido, que lembra o século XIX de forma simbólica: alguns atribuem a Lord Byron, outros a Baudelaire, outros ao pintor Odilon Redon ... Enfim, nesta época o Chasse Spleen já produzia vinhos excepcionais e ganhou grande fama rapidamente. O Chasse Spleen produz os melhores vinhos do da designação Moulis em Médoc.

O vinhedo está localizado em quatro parcelas de solo quaternário, constituído por 70% de Cabernet Sauvignon, Merlot com 20% e 10% com Petit Verdot. É produzido sob a direção inspirada de Céline Villars, em Foubet. Degustado às cegas durante uma avaliação de vinhos de Bordeaux.

Notas de Degustação: um vinho rubi. Aroma elegante com notas de cassis e frutas vermelhas, toques de chocolate e cedro. Paladar com taninos elegantes, o resultado da combinação de vinificação moderna (fermentação em cubas de aço inoxidável, o envelhecimento em carvalho novo) e tradição (sem de filtração).

Harmonização: Carnes vermelhas de todos os tipos, carnes de caça.

Reconhecimentos de críticos – 89,5 Pontos em 58 Avaliações de Vinhos. Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS DE BORDEAUX CONFRARIA DE AMIGOS DO VINHO.
Origem: ADEGA DO MÁRCIO

CHATEAU DE ROUGERIE 2007 - BORDEAUX


CHATEAU DE ROUGERIE 2007

Localizado na região de Entre Deux Mers, o Château de Rougerie é propriedade de Patrick Valette, enólogo e consultor de grandes vinhos em torno do mundo. Sua propriedade é um Petit Chateau que produz apenas 600 caixas por ano em apenas dois hectares de vinhedos próprios. Seu tinto é elaborado com uvas 100% Merlot. Trabalho tradicional da vinha a mão. Vinho muito artesanal graças ao tamanho do vinhedo, 2 hectares. Envelhecido 12 meses de carvalho francês, sendo 65% novo, 35% de um ano. Degustado às cegas durante uma avaliação de vinhos de Bordeaux.

Notas de degustação: Rubi escuro. Nariz com frutas vermelhas e escuras (cereja, amoras, cassis), toques de especiarias doces como baunilha. Paladar de corpo leve para médio, taninos macios e equilibrados com a acidez. Curto em boca. Já está pronto para beber.

Harmonização: Carnes vermelhas de todos os tipos, massas com molhos não muito concentrados e pizzas em geral.

Onde Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS DE BORDEAUX CONFRARIA DE AMIGOS DO VINHO.
Importador: CASA DO PORTO
Origem: ADEGA DO MÁRCIO

CHATEAU REYNON 2002 - BORDEAUX - FRANÇA


CHATEAU REYNON 2002

Degustado às cegas durante uma avaliação de vinhos de Bordeaux. Um vinho produzido por Denis & Florence Dubourdieu, Première Côtes de Bordeaux – França. Um blend de Merlot (80%) e Cabernet Sauvignon (20%), amadurecido 12 a 18 meses em barris ¼ novos.

Notas de degustação: Rubi escuro com reflexos granada, mostrando leve evolução, apesar dos 10 anos de safra. Nariz elegante e complexo, com algo balsâmico e couro e notas de frutas escuras (amoras, cassis), toques de tabaco, café, especiarias doces, algo de mentol ao fundo. Paladar de bom corpo, taninos macios e equilibrados com boa acidez, longo em boca. Um vinho em estilo moderno e elegante, mostrando o belo caráter dos vinhos bordalêses.

Harmonização: Carnes vermelhas de todos os tipos, caças em geral.

Reconhecimentos de críticos – 88 Pontos/ Cadillac Bordeaux.
Onde Degustei: DEGUSTAÇÃO DE VINHOS DE BORDEAUX CONFRARIA DE AMIGOS DO VINHO.
Importador: PREMIUM
Origem: ADEGA DO MÁRCIO

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

ALIANÇA VINHOS DE PORTUGAL S/A



ALIANÇA VINHOS DE PORTUGAL S/A

Liderados por Domingos Silva e Ângelo Neves, em 1927, 11 associados decidiram fundar, em Sangalhos (Anadia), a Aliança, que conta já com mais de 80 anos de vida. A EMPRESA iniciou a sua atividade exportando de imediato para o Brasil, África e Europa e hoje, mais de 50% da sua produção destina-se à exportação, sobretudo de vinhos, espumantes e aguardentes, imagem de marca da Aliança em Portugal e nos cerca de 60 países para onde exporta.

Em 2007, o Comendador José Berardo adquiriu o capital majoritário da Aliança, passando então a pertencer ao Grupo Bacalhôa, tendo sido a designação social das Caves Aliança S.A alterada para Aliança Vinhos de Portugal S.A., momento em que se procedeu igualmente a uma mudança da imagem institucional.

Os vinhos da Aliança, como o Quinta dos Quatro Ventos, Quinta da Garrida, Quinta da Terrugem e Quinta das Baceladas, já receberam  vários prêmios nacionais e internacionais, tendo sido a empresa considerada em 2005, pela prestigiada revista norte-americana, Wine Spectator, uma das 20 melhores empresas do setor a nível mundial, sendo a única da Península Ibérica incluída nesta classificação.

Recentemente foram realizados fortes investimentos tendo sido recuperadas as instalações em Sangalhos e inaugurado o Aliança Underground Museum. Um espaço expositivo, que se desenvolve ao longo das tradicionais caves da Aliança Vinhos de Portugal e que versa áreas como a arqueologia, etnografia, mineralogia, paleontologia, azulejaria e cerâmica, abrangendo uma impressionante extensão temporal com milhões de anos. Estes acervos resultam do cuidado constante do colecionador Comendador José Berardo, em imunizar peças e obras de arte, de múltiplas origens e espécies, com significado por vezes histórico, por vezes sentimental.





quinta-feira, 8 de novembro de 2012

CAVES SÃO JOAO - PORTUGAL



CAVES SÃO JOÃO:

As Caves São João são uma empresa familiar e independente. Fundada em 1920, sob o nome Irmãos Unidos, está hoje com a terceira geração na liderança, na pessoa da Célia Alves, que nos recebeu nesta visita. Sob sua direção a adega foi renovada, a enologia reformulada, e foi feito o investimento necessário para a adaptação aos rumos do século XXI. A filosofia voltada para a qualidade mantém-se viva, com um toque de modernidade, afim adaptar-se ao cenário mundial do vinho atual.  
     Têm 1 milhão de garrafas de vinhos maduros em estoque ! Dai  nasceu a idéia de comercializar os milhões de litros de vinhos de colheitas brancas e tintas que vão desde o longínquo ano de 1963 e repousam nos labirintos subterrâneos, que constituem a cave principal. 

       Praticamente 1/3 da produção é de vinhos espumantes e a produção da empresa tem como destino maior a exportação. Marcas como Frei João (Bairrada) e Porta de Cavaleiros (Dão) são ícones desta casa.
         Ao longo do Jantar e da visita, degustamos alguns dos seus rótulos.
Endereço: São João da Azenha (Anadia)
3781-901 Avelãs de Caminho
Telefone: (+351) 234 743 118
Fax: (+351) 234 743 000