domingo, 29 de julho de 2012

CAVA JAUME SERRA - CRISTALINO


● CAVA JAUME SERRA - CRISTALINO - RP 90

Vinho: Jaume Serra Cristalino Brut Cava
Castas: Xarel-lo (15%), Macabeo (50%) e Parellada (35%)
País: Espanha
Região: Penedês
Produtor: Jaume Serra
Graduação: 11,5%
Temperatura de Serviço: 6 graus
Premiações: Value Brand of The Year Wine & Spirits Magazine por 3 anos consecutivos.
Notas de Degustação: cor amarela com reflexos dourados, perlage fina, com média persistência. No nariz mostra-se muito aromático e suave, com notas de maçã verde, damasco, pêssego e melão, seguido de notas de fruta seca como avelã e nozes. Por fim notas de leveduras e pão tostado. Na boca, mostrou-se volumoso, cremoso, fresco e sedoso e, apesar de Brut, mostrou notas adocicadas no fim de boca, deixando o espumante muito suave, delicado e fácil de beber. Para quem aprecia um espumante não muito seco, esse vinho é uma ótima indicação, sem falar no seu excelente custo x benefício.
Sugestão de Guarda: Não guarde, beba-o jovem, quando tem maior frescor.
Combinações: Crustáceos, moluscos, carnes brancas, comidas asiáticas. Cavas são altamente versáteis.
Onde Comprei: veio da minha Adega
Quanto: R$ 35,90

segunda-feira, 23 de julho de 2012

REMELLURI RESERVA 2007 - RIOJA


REMELLURI RESERVA 2007 - RIOJA
Remelluri é um dos Rioja favoritos de Robert Parker, contando também com um verdadeiro fã-clube de admiradores fiéis. Mais concentrado e potente do que o habitual dos Riojas, na boca é macio e amplo, com grande complexidade. Uva: Tempranillo (maioria), Garnacha e Graciano, provenientes de vinhedos selecionados na região de Rioja. Vinificação: Tradicional, com controle de temperatura. Maturado durante 22 meses em barricas de carvalho majoritariamente francesas.
Notas de Prova: Rubi intenso e límpido. Complexo, com fruta escura madura, notas de cedro, especiarias doces como a baunilha. Macio e elegante na boca, com taninos e acidez muito bem balanceados. Longo final a perfumar a boca.
Harmonizações: Cordeiro. Caça em preparações de longo cozimento; Entrecôte grelhado na brasa com gratin de batatas ao tomilho.
Importador: MISTRAL
Contato: (31) 3115-2100
Onde Degustei: ALMOÇO EM CASA COM AMIGOS
Quanto: R$ 149,05.

ORNELLAIA LE VOLTE IGT 2007


ORNELLAIA LE VOLTE IGT 2007
A Tenuta Ornellaia nasceu em 1981 pelas mãos do Marchesi Ludovico Antinori, que decidiu estabelecer uma vinícola excepcional na costa de Maremma, plantando Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot, uvas bordalesas, que se adaptaram perfeitamente ao micro clima e solo de Bolgheri. Em 2005 a empresa foi adquirida pelo grupo Frescobaldi, que segue aplicando a mesma filosofia de criar vinhos de excepcional qualidade. O “Le Volte” é um corte de 52% Sangiovese, 36% Merlot, 12% Cabernet Sauvignon que amadurece 8 meses em barricas de carvalho.
Notas de Prova: Rubi intenso, sem notas de evolução, cristalino e límpido. Aromas intensos de frutas vermelhas maduras (ameixas, cerejas e framboesas), florais (flor de violeta), toque de especiaria (pimenta do reino, baunilha e canela) e nota de chocolate mentolado ao final. A frescura e a fruta criam uma boca gostosa, com ótima acidez e equilíbrio. Um vinho fácil de beber e gostar, e que “evapora” muito rápido.
Harmonizações: Trutas recheadas com presunto cru e fritas no toucinho; Caldeirada de peixe e frutos do mar; Arroz com mariscos, lulas e açafrão.
Importador: GRAND CRU – EM BH, representada pela Tutto Itália
Contato: (31) 3286-2796
Onde Degustei: ALMOÇO EM CASA COM AMIGOS
Quanto: R$ 130,00


SOL DE SOL 2005 - VIÑA AQUITANIA - CHILE

SOL DE SOL 2005
O ícone da Viña Aquitania e talvez um dos principais vinhos do Chile e da América do Sul, é elaborado com uvas Chardonnay do vinhedo mais ao sul do país, em Traiguén. Felipe de Solminihac, lançando mão de um conhecimento sobre o terroir que somente um chileno poderia ter, decidiu experimentar o clima frio, e com boa insolação, que doa às uvas características mais recorrentes nos grandes Chardonnays da Europa que nos do Novo Mundo. Uvas: 100% Chardonnay
Opinião dos Especialistas: Prazeres da Mesa: Vinho do Ano 2008 (2006) / 1º Colocado Top 100 2008 (2006). Valor Econômico: 2 safras consideradas "Soberano" (2001 e 2003) e 1 safra "Melhor Degustado no Mercado Brasileiro" na categoria "Brancos Chilenos" (2006). Gula: Melhores Vinhos do Ano de 2008 (2006)
Notas de Prova: Cor palha claro e brilhante apesar da idade (2005). O nariz mostra notas de frutas cítricas, notas de abacaxi de massa branca, leve toque herbáceo e intenso aroma mineral. Boca fresca, com ótima polpa de fruta branca, cítricos e delicioso fim de boca mineral.  Longo, fino e elegante.
Harmonizações: Truta grelhada, servida com manteiga de ervas; Bacalhau assado com batatas ao murro; Arroz de sardinha. Paella com Frutos do Mar, mas este foi provado com Paella “Mineira” e saiu-se muito bem !
Importador: ZAHIL – EM BH, representada pela REX-BIBENDI
Contato: (31) 3227-3009
Onde Degustei: ALMOÇO EM CASA COM AMIGOS
Quanto: R$ 172,00

DEGUSTANDO VINHOS POR SUAS NOTAS

DEGUSTANDO VINHOS POR SUAS NOTAS” - Cada vez mais as pessoas que se interessam pelo vinho, participam de degustações, cursos de iniciação, provas de novos produtores que querem entrar e se fixar no mercado, começam a se perguntar como distinguir um vinho excelente de um bom, de um mediano, de um vinho medíocre, buscando entender a relação qualidade-preço, num mercado aonde a cada dia mais e mais produtos novos vão aparecendo, criando uma idéia de que tudo está a favor do amante de vinhos.
Na falta de maior relacionamento com os vinhos, muitos iniciantes começam a ler os rótulos, as impressões degustativas, as críticas e considerações de jornalistas e escritores sobre o tema e acabam se influenciando pelas notas atribuídas. Então uma pergunta começa a se formar na cabeça de cada um: - Será que um vinho que tem nota 89RP é pior do que um que tenha nota 90WS? Será que todos os sistemas de classificação dos vinhos por meio de notas chegam aos mesmos resultados, são coincidentes, coerentes e honestos?
Um vinho que recebe boa classificação assume uma vida própria e se em safras seguintes confirma seus predicados, seu sucesso será certo. Convenhamos entretanto, que um sistema de classificação que distingue entre um Cabernet  Sauvignon nota 90 e um que recebe 89 pontos implica uma precisão dos sentidos que a maioria dos seres humanos não possuem. Além disto, devemos ter em mente que as considerações sempre são subjetivas, de cada indivíduo que prova a bebida, e que um vinho pode agradar uma pessoa de forma especial e a outra de maneira comum. Transformar o subjetivo, advindo de uma avaliação às vezes rápida de um vinho, num fator objetivo, e as vezes oficial, é algo mágico como transformar o diamante em brilhante e que portanto requer experiência e cuidados .
Robert M. Parker Jr, o advogado norte-americano que se tornou um crítico de vinhos independente, introduziu o sistema de 100 pontos no mundo enológico em 1978, quando lançou um guia de compras de vinhos chamado "The Wine Advocate". Até aquela época, era comum usar-se um sistema simples de cinco pontos. Criar um sistema centesimal facilitou ao interessado em vinhos separar “o joio do trigo” num tempo em que o conhecimento sobre vinhos era restrito a certos grupos. Para evitar ser influenciado pelo nome ou a reputação de uma vinícola, Parker provava lotes de vinhos juntos, colocando as garrafas em sacos de papel e depois misturando-as e dando a nota a cada uma às cegas. Por esse sistema, um vinho de 96 a 100 é extraordinário, de 90 a 95 é excelente, de 80 a 89 é acima da média ou muito bom. Conforme a influência de Parker crescia, os varejistas começaram a citar os "Pontos Parker" em anúncios e outros materiais promocionais. Isso elevou o perfil dele e do "Wine Advocate" e inspirou outras publicações, ávidas para comercializar seus próprios títulos, a adotar a escala semelhante, de 100 pontos. Na Europa, além do sistema de cinco pontos continuar a ser usado, é comum a referência ao sistema de 20 pontos.
O boom do consumo de vinhos acabou por popularizar o sistema centesimal, mas na realidade, as notas numéricas pouco representam se não se levar em conta as notas de degustação respectivas. São elas que diferenciam os produtos analisados por aspectos visuais, aromáticos, gustativos e relativos à harmonia e evolução. São elas que permitirão ao amante de vinhos avaliar se aquele produto estará dentro de suas expectativas, interesses e desejos. Portanto a melhor maneira de cada um escolher seus vinhos será tirando suas próprias conclusões.
Neste momento, Belo Horizonte vive um período intenso de degustações, com um ou dois eventos a cada noite. São oportunidades excelentes de desenvolver a experiência de provar vinhos separando cada deles, independente de avaliações de terceiros e definindo as suas castas favoritas, produtores de qualidade, terroirs admirados e vendo que nem sempre as notas de vinhos são coincidentes ou coerentes.
Experimente, prove, degustações às cegas são um grande campo para você evoluir suas sensações e conclusões e ver como o vinho é vivo, dinâmico, sedutor e algo que não tem fim!

terça-feira, 17 de julho de 2012

DECANTAR OU NÃO ?


 
DECANTAR OU NÃO ? ” – Decantação: processo rápido de análise que permite separar dois líquidos não miscíveis, ou um sólido de um líquido; separação de fases por diferença de massa específica. Decantar: ato da decantação, celebrar em cantos, celebrar.
Colhi estas informações no Dicionário da Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira, porque muitas vezes considero que é melhor começar por tentar entender o que as palavras dizem.
No imaginário dos amantes do vinho, além das taças especiais que “desfilam” os aromas e sabores do vinho e dos saca-rolhas, que acabam criando longas coleções, nada há de mais surpreendente que um decantador, ou “decanter” – que são jarras de cristal (às vezes de vidro também), onde se coloca o líquido das garrafas de vinho. São acessórios de grande utilidade, que muita gente desconhece, e que acabam por fazer pensar que o vinho é uma bebida inacessível para os simples mortais, exigindo uma série de “frescuras” para entendê-lo. Isto está mais próximo de uma má interpretação nossa, do que do vinho em si, que no final das contas não tem nada de complicado, se soubermos usar o bom senso.
A primeira função da decantação é, portanto separar o vinho de eventuais depósitos que possam ter se formado no fundo das garrafas, especialmente quando tratamos de vinhos tintos guardados por alguns anos, ou de vinhos jovens não filtrados (que tem sido uma maneira mais recente de vinificar, buscando deixar o produto o mais natural possível!). Alguns vinhos com mais corpo e estrutura podem formar “borras” na medida em que envelhecem, vistas sob a forma de escuros grânulos ou massas disformes, que além de serem antiestéticos, tendem a turvar a bebida, além de serem grosseiramente amargos na boca. Nesta situação a decantação é indicada e o procedimento é relativamente simples: procure não agitar demais a garrafa, especialmente se ela estava guardada deitada. Trate o vinho com carinho, manipule-o de modo que a borra não se misture e vá para o fundo da garrafa. Depois de abrir a garrafa vá despejando devagar e com cuidado no decanter até sobrar mais ou menos um dedo de vinho no fundo dela, pois é ai que a borra e resíduos tendem a se concentrar. Muitos puristas usam uma vela para avaliar se o líquido que cai no decanter contém ou não resíduos, mas normalmente isto não é necessário, fazendo muito mais parte do “mis-en-scene” para entreter os amigos ou a namorada, entusiasmada com o conhecimento enológico do amado. Para quem prefere equipamentos, há traquitanas como a da figura, peça típica de museu ou para decorar um bar.
Existe, entretanto uma segunda razão para decantar vinhos, especialmente aqueles tintos de grande estrutura, corpo e potencial de guarda. Eles podem se beneficiar muito com a decantação quando degustado ainda jovens. Como neste caso não há borra, basta verter o líquido da garrafa dentro do decanter, agitar um pouco a jarra e deixá-lo descansar por um pouco de tempo. Este processo cria um “envelhecimento forçado” no vinho, fazendo sua “abertura”, intensificando aromas, que se tornam mais complexos, deixando o vinho mais apropriado para ser degustado. Um fenômeno semelhante com o do vinho que melhora ao longo do seu tempo de taça e que geralmente nos deixa fascinados por lembrar que o vinho é uma bebida viva.
Alguns jovens Barolos, Barbarescos, grandes espanhóis e portugueses, Bordeaux jovens, californianos, australianos, chilenos e argentinos de peso, de grande complexidade ganham muito com uma decantação de algumas horas antes de serem bebidos. Este tempo pode representar algo entre uma a doze horas, dependendo do tipo do vinho, e infelizmente não há uma tabela segura a ser seguida. Meu conselho: abra com pelo menos uma hora e vá degustando, sentindo e celebrando toda a experiência sensorial que o vinho pode dar. Já bebi chilenos que estavam perfeitos com uma hora de decanters e outros que pediram três horas para chegar no ponto. Numa degustação de Barolos, três horas foi pouco para eles se abrirem, e ao final de cinco horas alguns já estavam bons. Natural que isto não é sugerido para um almoço rápido ou uma noite onde haja propósitos mais imediatos; há momentos na vida nos quais degustar um bom vinho é aproximar-se com certeza de Deus!
Cuidado com vinhos velhos, pois a decantação tem por propósito livrá-los da borra, e já tendo atingido seu apogeu, estando suficientemente envelhecidos, não devem ficar muito tempo dentro do decanter sob pena de morrerem. Neste caso, o melhor é decantá-los pouco antes do serviço.
Vinhos do dia-a-dia geralmente não precisam ser decantados, primeiro porque são feitos para serem bebidos jovens, sendo suficientemente macios para consumo, tendo na sua frutuosidade e simplicidade o principal fator de preferência, além de raramente terem depósito.
Fundamental para alguns, o importante é lembrar que o vinho bebido como experiência sensorial deve dar prazer a quem o bebe, e o amante do vinho não deve se intimidar por taças especiais, saca-rolhas mirabolantes ou decanters cristalinos. Tudo tem o seu devido lugar, desde que se queira celebrar em cantos, ou simplesmente celebrar!.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

DR. HEGER DE BADEN - VINHOS DA DECANTER WINE SHOW 2012

Beate Klingenmeier

Dr. Heger de Baden – poucas vezes provei vinhos brancos tão bons, bem como tintos que provam que os alemães sabem fazer grandes vinhos a partir da Pinot Noir (Spatburgunder).

Fundada em 1935, a vinícola Dr. Heger é uma das mais celebres da Alemanha, e certamente elabora os melhores vinhos de Baden. Esta é a região mais austral e quente da Alemanha, e seu epicentro de qualidade está nas colinas vulcânicas de Kaiserstuhl, entre a Schwarzwald (Floresta Negra) e os Vosges na França.

O neto do fundador, Joachim Heger, comanda ao lado da sua esposa Silvia a vinícola histórica, e desde 1986, a homônima Weinhaus Joachim Heger, criada para atender a demanda por vinhos de ótima relação preço/prazer.

Especializado na família Pinot, seja nas castas Blanc, Gris, Noir e Frühburgunder, Joachim mostra como ninguém o lado da potência e profundidade dos vinhos de Baden. Como não poderia deixar de ser, faz parte da VDP (Verband Deutscher Prädikatsweingüter).

A dica é para provar o seu Pescatus Fischer 2008 – gastronômico e enigmático clone de Pinot Noir mais precoce.