domingo, 1 de abril de 2012

BOUZA MERLOT 2006


BOUZA MERLOT
Uvas colhidas manualmente no ponto ótimo de maturidade nos vinhedos de Lãs Violetas - Canelones, com baixa produtividade (30 hectolitros/hectare) na primeira quinzena de Março. Seleção manual de uva grão por grão. Fermentação controlada a 26°C em tanques de inox para 40% do vinho e o restante em tonéis de carvalho francês, maceração de 9 dias com duas remontagens diárias. Trasfega para barricas de carvalho francês e americano, onde ocorre a malolática e o amadurecimento. 8 meses em barricas novas de carvalho francês e americano. Engarrafado sem filtração em Janeiro de 2011. Características Organolépticas- Rubi de média concentração, luminoso. Os aromas estão focados nas cerejas ácidas, ameixa, flores delicadas e menta. O ingresso em boca revela um vinho de médio corpo, com taninos sedosos e justo frescor. Final prazeroso. Guarda – 5 anos. Harmonizações - Carnes grelhadas com servidas com ervas frescas, picanha grelhada, tagliata de contra-filet com rúcula e parmesão, lasanha tradicional.
Importador: DECANTER
Contato: (31) 3287-3618
Onde Degustei: CONFRARIA DO BELVEDERE BELO HORIZONTE.
Quanto: R$ 74,75

BOUZA ALBARIÑO 2009


BOUZA ALBARINO
Uma das boas coisas que os vinhos brancos nos proporcionam a nós que vivemos em países tropicais como o Brasil, é que podemos degustá-los mais refrescados, e dependendo da cepa com que foi vinificado, este frescor se torna mais agradável ainda. É o caso dos vinhos feitos com a cepa Albariño, quando falamos destas uvas na Espanha e países de língua espanhola, e Alvarinho, quando falamos na língua de Camões e Fernando Pessoa.
Elegante e expressivo, traz mel de pêra e maçã, abacaxi, pêssegos maduros e notas florais. Denso e sedoso, com equilibrada acidez. Da região de Canelones é um V.C.P-Vino Calidad Preferente, que é uma classificação de garantia mínima de qualidade.
Vinho 100%Albariño de cepas provenientes da Galícia – Espanha e com produção em torno das 6000 garrafas.
Características Organolépticas: Cor bem clara tem olfato de frutas e um toque mineral que após algum tempo se transfere em boca. Floral e ótimo equilíbrio entre acidez e álcool (14,5%) faz deste vinho, que deve ser servido ao redor dos 9 º a 10º C como um excelente aperitivo também. Após algum tempo em taça aparecem tanto no olfato como em boca, até devido à boa acidez, o abacaxi potente. Parte do vinho é fermentado em barris, o que lhe da um certo corpo untuoso, sem perder a fluidez e frescor.
Harmonização: ótimo vinho para entradas, saladas, peixes mais gordurosos como os de couro, pois tem álcool para o combate. Deve ficar também ótimo com massas ao molho branco e frutos do mar, e algumas frituras. É um vinho muito versátil para harmonizações e muito fácil de beber. Se você for comer bacalhau na Páscoa, este vinho é um forte candidato a uma feliz harmonização. Não leve apenas uma garrafa, pois o sucesso será garantido.
Importador: DECANTER
Contato: (31) 3287-3618
Onde Degustei: CONFRARIA DO BELVEDERE BELO HORIZONTE.
Quanto: R$ 93,50

BOUZA CHARDONNAY 2010

BOUZA CHARDONNAY
Produzido a partir de videiras de 21 anos conduzidas em lira dos vinhedos de Lãs Violetas - Canelones. Uvas colhidas manualmente, com baixa produtividade (34 hectolitros/hectare). Prensagem direta sem desengace, decantação estática a 10°C. Fermentação em barricas novas de carvalho francês (8 meses sobre as lias em barricas novas de carvalho francês para 50% do vinho). . Estabilização natural sem utilização de clarificantes. Características Organolépticas: Coloração dourada de média intensidade, cristalina e luminosa. As frutas cítricas e tropicais estão em harmonia as notas tostadas e de especiarias da barrica. Ataque fresco em boca, com frutado limpo, de boa polpa e delicado final a amêndoas tostadas. Harmonização - Camarão com creme de azedinha, peixes de rio com amêndoas douradas na manteiga, vieiras gratinadas, pansotti de ricota ao molho de nozes, ris de veau poêlé (timo salteado na manteiga).
Importador: DECANTER
Contato: (31) 3287-3618
Onde Degustei: CONFRARIA DO BELVEDERE BELO HORIZONTE.
Quanto: R$ 67,60

RUCA MALEN PETIT VERDOT RESERVA 2009

RUCA MALEN PETIT VERDOT - MENDOZA - 2009 - 14% - Na sub-região de Luján de Cuyo, desde 1998, está localizada a Bodega Ruca Malen com ótima estrutura para atender os enoturistas. Além da Visita com Degustação disponível em três idiomas (Espanhol, Português e Inglês), a vinícola oferece um Jogo de Cortes, Degustações Verticais e Almoços Harmonizados. Uma Sala Privativa de Degustação abriga um lúdico Jogo de Cortes em que grupos de quatro a seis aspirantes a enólogos são convidados escolherem individualmente três cepas para a elaboração de um vinho de corte. Na seqüência as criações são degustadas por todos às cegas e uma eleição sacramenta a de maior destaque. No mesmo espaço acontecem as Degustações Verticais, para até 10 participantes, dos varietais Malbec e Cabernet Sauvignon do rótulo Ruca Malen de diversas safras para comparações degustativas.

Um dos maiores destaques do enoturismo praticado pela Ruca Malen, porém, é o Almoço Harmonizado que acontece diariamente na Bodega. O chef Lucas Bustos é o responsável pela elaboração de um menu em cinco tempos, harmonizado com o mesmo número de vinhos da casa, servido no restaurante da propriedade com belíssima vista para os vinhedos. Destaca-se nesta experiência enogastronômica o rótulo Kinien Malbec 2007 escoltando um medalhão de filé assado com trigo branco, tomates, abóbora, milho doce e perfumado com sal de lavanda.

A Ruca Malen produz três linhas de vinhos sob orientação do enólogo Pablo Cuneo: Yauquén (Chardonnay, Sauvignon Blanc, Malbec e o corte de Malbec e Cabernet Sauvignon), Ruca Malen (Chardonnay, Malbec, Merlot e Petit Verdot) e Kinien (Malbec). Também faz parte do portfólio da empresa o Kinien de Don Raúl, que presta homenagem ao emblemático enólogo argentino que participou diretamente na elaboração deste vinho (2.000 garrafas de uma assemblage de 78% de Malbec, 11% de Merlot e 11% de Trempanillo).

O RUCA MALEN PETIT VERDOT - Cor violeta intensa e brilhante. Aromas de frutas maduras, ameixas e cerejas frescas, com toques florais que harmonizam com as notas de caramelo e baunilha da passagem por madeira (12 meses). No paladar o vinho é bastante volumoso, com ótimo corpo. Sua acidez é persistente e bem equilibrada e seus taninos são doces e muito suaves. Um vinho de excelente persistência em boca e com ótima qualidade aromática e com um característica incomum, pois são raros os monovarietais da Petit Verdot pelo mundo. Importado pela HANNOVER e representada em BH pelo ATHELIER DO VINHO. Degustado no PAPO DIVINO no SPECIALI.

SOBRE O VINHO DA SANTA CEIA E COELHOS ...

SOBRE O VINHO DA SANTA CEIA E COELHOS ...

Ano passado, escrevi sobre o VINHO DA ÚLTIMA CEIA. Os judeus produziam vinho desde os tempos pré-Bíblicos. Chegaram, na Antiguidade, a exportar vinho para o Egito e várias cidades do império romano. Quando os muçulmanos conquistaram a Palestina em 636 da era cristã, impuseram uma proibição ao vinho (e ao álcool em geral) por 1.200 anos. A produção só recomeçou em 1870.
Atendendo a pedidos, pesquisei como teria sido a SANTA CEIA, registrada no Novo Testamento por São Marcos e São Mateus, sem citar o que foi comido, ou que vinho foi bebido. Essa refeição celebrava o Pessach, a Páscoa Judaica, a festa do pão sem levedo, palavra que em hebreu significa proteção, "passagem", "passar sobre" e deriva de instruções dadas a Moisés ao faraó Ramsés III, há 3.000 anos.
Moisés falou ao faraó que se não libertasse os judeus, os primogênitos no Egito seriam mortos. Para se proteger, os israelitas foram instruídos a marcar suas casas com sangue de cordeiro. Assim suas casas seriam identificadas e o problema "passaria sobre" elas.
A Páscoa cristã deriva da judaica. Nelas, o vinho e o pão são fortes símbolos, com sentidos diferentes. No cristão, o corpo e o sangue de Cristo, representados pelo pão e pelo vinho, remetem à salvação do espírito e à vida eterna. No judaico, o pão sem levedo, o matzo, é servido para lembrar a pressa com que os hebreus tiveram que preparar o seu êxodo do Egito.
E quatro taças de vinho são obrigatoriamente bebidas, cada uma simbolizando uma ação relativa à redenção do povo de Israel, em períodos distintos da ceia do Pessach. E a cada taça é feita uma benção, o "kiddush", "santificação". Uma quinta taça é deixada sobre a mesa para ser bebida pelo profeta Elias (Elijah). Dizem que ele vai de porta em porta anunciando a vinda do messias judaico. Estima-se que existam cerca de 13 milhões de judeus em todo o mundo. Assim, faz sentido pensar que o profeta, acabada a noite de Páscoa, vai dormir alegre e profundamente até o próximo ano. Para um rabino citado por Hugh Johnson, o vinho "ajuda a abrir o coração ao raciocínio". O objetivo, portanto, não é a inspiração, nem a embriaguez.
A comemoração da Páscoa é uma data móvel, referência para outras festas, como o Carnaval. A regra anual é festejá-la no domingo que segue a primeira lua cheia do outono - ou primavera no hemisfério norte. E assim acontece desde o ano de 325. A decisão foi tomada pela Igreja Católica Romana, e causou discussão, pois coincidia com festas pagãs que celebravam o início da primavera em alguns povoados europeus. Os deuses celebrados eram Ostera e Esther – daí o termo Easter (Páscoa em inglês).
A "democracia religiosa" é tanta, que nenhuma outra data mundial é comemorada por tantas crenças diferentes. Para a comunidade judaica a festa Pessach ou Passover tem a duração de oito dias. Durante séculos a principal comemoração católica foi a Páscoa - e não o Natal como hoje. A maior diferença entre as datas é a seqüência de fatos que as envolve. A Páscoa inclui momentos como o Domingo de Ramos, a Santa Ceia, Lavagem dos Pés, Morte e Ressurreição - em um ritual que permanece por uma semana.
Na Páscoa Cristã, São Tomás de Aquino, o grande filósofo do século 13, explica o sentido do vinho: ela só pode celebrar-se "com vinho da videira, pois essa é à vontade de Cristo Jesus, que escolheu o vinho quando ordenou tal sacramento [...] e também porque o vinho da uva constitui de certo modo uma imagem do efeito do sacramento. Refiro-me à alegria espiritual do homem, pois está escrito que o vinho alegra o coração do homem".
Os cristãos de Corinto, “das cidades gregas a menos grega e das colônias romanas a menos romana”, associaram a Santa Ceia como uma refeição tomada em grupo. Cada família providenciava o seu próprio alimento. Os mais abastados levavam comida sofisticada e em maior quantidade. Os mais pobres levavam comida simples e em menor quantidade. Os pratos dos ricos não eram misturados com os pratos dos pobres. Os mais gulosos começavam a comer antes dos outros e ficavam empanturrados e outros, com fome. Alguns bebiam além da medida e ficavam bêbados. Tudo mostra a grande hipocrisia destes cristãos e a Santa Ceia, virando uma profanação. Diante de tão grande irreverência, São Paulo registrou em sua primeira carta, escrita lá pelo ano 55: “As reuniões de vocês mais fazem mal do que bem”. A cerimônia da qual participavam de forma alguma poderia ser chamada de Ceia do Senhor, tendo se transformado em comes e bebes. Uma ceia “indigna”, uma vez que ela estava comprometida com glutonaria, bebedeiras e discriminação (1 Co 11.17-34).
Coelho e Chocolate: A imagem do coelho tem influência anglo-saxônica e representa a fertilidade. Essa característica era associada ao animal desde o antigo Egito, pela rapidez de sua reprodução. A Igreja aplica-a no sentido da multiplicação de fiéis. Registros indicam a região francesa da Alsácia como uma das primeiras a integrar o coelhinho nas comemorações de Páscoa, em 1215.
A tradição de decorar ovos provém dos povos egípcios e persas, sempre com o significado de nascimento. A Igreja adotou como símbolo da Páscoa no século 18, mas a função era unicamente decorativa. Os Maias, e posteriormente os Astecas acreditavam que o cacau era o alimento dos deuses. Por isso, talvez o cacau e o chocolate sejam míticos até hoje...". e explique porquê chocolate e vinho despertam tantas paixões. Sendo um alimento dos deuses, não foi difícil associar uma imagem á outra.
Desejo que vocês tenham na Santa Ceia um ato de profunda reflexão pela Paz, com vinhos na medida certa. Feliz Páscoa!

Márcio Oliveira

04.ABR.2012 – 4ª-Feira – PAPO DI VINO/CONFRARIA QUINZENAL – “ VINHOS DA UVA PINOT NOIR ”

04.ABR.2012 – 4ª-Feira – PAPO DI VINO/CONFRARIA QUINZENAL – “ VINHOS DA UVA PINOT NOIR ” – Para muitos, a casta mais sublime e elegante que existe, a Pinot Noir é uma das uvas mais complexas do mundo. De nome charmoso, ela é a grande dama das uvas viníferas européias, particularmente na França de onde é autóctone. Em Sideways, o enófilo americano Miles, reage diferente no diálogo com Maya, a agrônoma pela qual se apaixona. Maya: “ Por que você gosta tanto da Pinot?” - Miles: “ Talvez porque seja a uva mais difícil. Só cresce em lugares remotos e específicos, exige cuidados e atenções especiais, mas, se tratada com carinho, por quem sabe de seu potencial, retribui com os aromas e sabores mais excitantes, sutis e antigos do planeta “. A Pinot Noir é uma casta tinta, originária da França, que hoje é considerada a casta “cinematográfica”. Venha conhecer o porque? Quanto mais você fica sabendo sobre os vinhos, mais prazeres poderá tirar deles. Os vinhos do Evento: ● Fine en Bulles Rose servido com Pães caseiros e azeites especias. ● Arnaud de Villeneuve Vin de Pays d´Oc 2008/ França. ● Adobe Reserva Emiliana 2011 Bio Bio/Chile acompanhando Pizza de peperoncio. ● De Loach Pinot Noir Heritage Reserve 2009 – Califórnia /EUA servido com Brusqueta de funghi trufado. ●  Secreto Viu Manent 2009 – Leyda/Chile harmonizado com Magret de pato com purê de alho. Vagas Limitadas – Valor Individual: R$ 100,00 + Taxa de Serviço. Informações e Reservas: SPECIALI - Rua Fernandes Tourinho, 805 – Lourdes – Tel.: (0xx)31 3284-7060. Vinhos do Evento fornecidos pelo Athelier do Vinho.

sábado, 21 de janeiro de 2012

PETRIGNONE SANGIOVESE RISERVA 2007 TRE MONTI – EMILIA ROMAGNA – ITÁLIA.

PETRIGNONE SANGIOVESE RISERVA 2007 TRE MONTI – EMILIA ROMAGNA – ITÁLIA.
A Tre Monti foi adquirida por Sergio Navacchia nos anos de 1960 e desde 1986 envolve em tempo integral os filhos David e Vittorio. Distribuídos em dois espaços e terroirs, um na Serra (sobre as colinas de Imola), onde também está a adega e o vinhedo de Petrignone, e o outro nas colinas de Forlì, onde está o vinhedo histórico de Thea. Os solos da Serra são predominantemente argilosos, constituídos de argila clara com algumas áreas ricas em calcário, expressando a excelência das uvas da Serra. O solo argiloso de Petrignone é mais evoluído, com a presença de areia que chega a 20% e um terraço pedregoso de rio que emerge de forma desigual nas vinhas de Sangiovese.
Reconhecimentos: O Gambero Rosso, Guia de vinhos italianos mais famoso do mundo (relacionando 2.350 produtores/ 20.000 vinhos, dos quais 402 vinhos receberam  "Tre Bicchieri"), pelo segundo ano consecutivo deu “Ter Bicchieri” para o
Petrignone Sangiovese Riserva
Uvas: 100% Sangiovese.
Características Organolépticas: Cor vermelho rubi brilhante. Aromas intensos de frutas vermelhas, cerejas negras e notas de especiarias e pimenta preta. Na boca, mostra o mesmo perfil aromático, com belo final longo e persistente, taninos de caráter e finesse. Um vinho elegante e vibrante, limpo, vivo.
Guarda e Consumo: Pronto para consumo ou para mais 5 anos.
Harmonização: com pratos substanciosos com presunto di parma, pancetta e bisteca grelhada.
Importador: CASA DO VINHO
Contato: (31) 3337-7177 ou (31) 3286-7891.
Onde Bebi: COMEMORAÇÃO COM FAMILIARES
Onde Comprei: CASA DO VINHO
Quanto: R$ 89,00