sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

CHATEAU PORCIEUX 2010 – COTE DE PROVENCE – 12,5%

CHATEAU PORCIEUX 2010 – COTE DE PROVENCE – 12,5%
Vintage decorrentes da mistura de três variedades de uva de destaque das vinhas: Syrah, Grenache e Cinsault. Solo: calcário, argila cascalho, parte em socalcos, parte em declive. Clima: Mediterrâneo, temperado por natural, fatores locais: altitude, 300 metros, a proximidade do maciço de Sainte-Victoire, que fornece abrigo contra a intrusão violenta do vento frio "Mistral" em seu caminho desde os Alpes até ao Mediterrâneo ...
Rendimento- Cerca de 45 hectolitros por hectare (2,47 hectares).
Colheita: mecânica, usando colheitadeira equipada com a cabeça e braços articulados, permitindo uma colheita respeitosa da vinha e uva. Ele permite a colher  no início da manhã e/ou no frescor da noite quando a cultura está em com sua temperatura mais fresca.
Vinificação - Uma vez que a uva e seu caule foram separadas e classificadas após a colheita, a vinificação procede segundo a tradição, uma variedade de cada vez: sangramento, após a maceração, 05:56 horas peliculares a uma temperatura próxima de 10 ° C. Para garantir a qualidade; premente é aplicada por uma prensa pneumática. Fermentação alcoólica leva de 12 a 16 dias a uma temperatura constante de aproximadamente 16 ° C.
Maturação - Em tonéis de açõ esmaltado imediatamente após racking e fermentação.
Comentário de degustação pelo enólogo, Bernadette TOURELL. Este vinho tem uma luz cor de rosa com um tom de framboesa. Um nariz encorajados denota frutas vermelhas, groselha, frutas cítricas e um lembrete de verbena. A entrada anuncia o frescor. Os aromas distintos de framboesa, morango e groselha são revelados e impulsionado por um pontapé elegante de minerais.

Observações - Como é o caso vinhos brancos do Chateau Porcieux, a fim de aproveitar ao máximo a sua fragrância fresca e alegre, o rosé será melhor consumido durante o ano seguinte a sua vintage. Quando servido moderadamente fresco, entre 10 ° C e 12 ° C, é um aperitivo ideal, particularmente apropriado com refeições ligeiras: grelhados, carnes brancas, terrine de vieiras, salada de frutas vermelhas etc.  É um acompanhamento perfeito para a cozinha provençal e para pratos asiáticos.

Onde bebi: ABS-Minas – CURSO DE VINHOS DE PROVENCE (11/2011)

MAS DE CADENET VIN DE CUIT – 14%

MAS DE CADENET VIN DE CUIT – 14%
Doce natural.
Origem França - região de Aix-en-Provence.
Castas Rolle, Ugni Blanc.
Teor alcoólico 14%
Vinhedos As vinhas estão em terrenos secos e pedregosos localizados ao sul do maciço de Sainte-Victoire, região com grande amplitude térmica e bastante vento, que protege a uva de doenças e a enriquece.
Vinificação De acordo com uma receita regional e muito antiga, depois da prensagem das uvas, o mosto é cozido num recipiente ao fogo de lenha de carvalho durante um dia, sob temperatura média, o que causa a evaporação da água, concentrando os açúcares. Durante este processo, os aromas da fumaça de carvalho se incorporam ao mosto. Na seqüência, este mosto reduzido é fermentado e depois colocado em barris de carvalho por 06 meses para descansar, sendo engarrafado logo em seguida.
Descrição Vinho muito característico, de forte cor alaranjada e acastanhada. Seus aromas são ricos e complexos, com fortes toques defumados, cítricos, e também noz, avelã, ameixa, damasco seco e café. Boca ampla que revela primeiro o doce, depois o álcool e a acidez. É longo e de rara tipicidade. O toque defumado é nítido no retrogosto.
Harmonização enogastronômica É delicioso como aperitivo e como acompanhamento para sobremesas, chocolates, patisseries, e doces em geral, mas também combina muito com um foie gras, ou um queijo azul.
Tempo de guarda Vinho para beber de imediato, ou para guardar até cerca de 10 anos.
Serviço Ideal para consumo de 12º a 14ºC
Onde bebi: ABS-Minas – CURSO DE VINHOS DE PROVENCE (11/2011)

MAS DE CADENET L´ARBAUDE 2009

MAS DE CADENET L´ARBAUDE  2009
França - Côtes de Provence, região de Aix-en-Provence.
Castas Grenache 70%, Cinsault 15% e Carignan 15%.
Teor alcoólico 12,5%
Vinhedos Localizados no pé da famosa montanha Sainte Victoire, imortalizada por Paulo Cézanne. Arbaude (pequeno arbusto da Provence) é o nome da parcela onde são produzidas as uvas, cercadas destes arbustos.Terrenos vermelhos, com óxidos de ferro, e pedregosos, bem drenados e clima seco com bastante vento, frio no inverno e quente no verão. Não precisam de tratamentos químicos. Rendimentos de 55hl/ha.
Vinificação A safra 2008 beneficiou de chuva na primavera, seca no verão e de um amadurecimento lento e ótimo. Safra logo antes do topo de maturidade. Colheita de noite (Temperatura). Esmagamento das uvas. Maceração pelicular à baixa temperatura.Sangria e seleção dos mostos. Separação das borras em baixa temperatura. Fermentação à baixa temperatura (18º). Filtrado
Notas de Degustação: Rosado típico, claro e brilhante. Aromas de frutas vermelhas com um toque de especiarias no final. Vinho fresco na boca, agradável a beber.
Harmonização enogastronômica É um vinho fácil e agradável a beber só ou acompanhado de comidas de verão, saladas, grelhados, frutas, peixes, frutos do mar.
Tempo de guarda Consumir ainda jovem. (1 ou 2 anos)
Serviço Ideal para consumo de 12 a 15ºC.
Onde bebi: ABS-Minas – CURSO DE VINHOS DE PROVENCE (11/2011)

VINHOS DE PROVENCE

Provence é a única região no mundo a focar essencialmente em roses a sua produção de vinho. É uma tradição de mais de 2600 anos.

La Provence et le rosé

RÁPIDA HISTÓRIA DA REGIÃO DE PROVENCE:
O interior da Provence já era habitado por Lígures desde 1000 a.C. A região foi colonizada pelos foceus em torno de 600 a.C. Foram os foceus que fundaram Massalia (hoje Marselha). Massalia aliou-se a República Romana e virou Massilia (séc. II aC). Os romanos passarm a chamar a região de “nostra província”, daí a origem do nome Provence. Em 122 a.C, os romanos fundam Aquae Sextiae (hoje Aix-en-Provence). Desde esta época, a especialidade da região era o vinho rose.

Apesar dos romanos terem introduzido o vinho tinto assim que chegaram, a Provence continuou a produzir vinho rosé. Na realidade, até o século 17 os vinhos tintos representavam uma porcentagem pequena da produção na França e até o séc. 19 não haviam se tornado o maior estilo de vinhos. O vinho tinto era servido a soldados e trabalhadores, enquanto o rose era reservado para a Igreja, a nobreza e a aristocracia.

Foi a ascensão da burguesia que criou demanda e mercado para o consumo de tintos de forma8 mais significativa.

Idade Média: Papado em Avignon trouxe prestígio para o rose.

Era Moderna: região atacada pela filoxera no século 19. A beleza da região foi intensamente retratada por artistas como Cézanne, van Gogh, renoir, Matisse e picasso nos séculos 19 e 20.

Reconhecimento da Qualidade: Em 1935 surge a legislação de AOc na França. A Provence obteve AOC para Cassis em 1936. Bandol e Bellet em 1941.Palette obteve AOC em 1948.

Ascensão do Rose: Mercados chaves do vinho tem hoje bom consumo de rose.

A PROVENCE VITICOLA E VINICOLA



Geologia: Formação da cadeia de montanhas Herciniana no Triássico. Durante o Jurássico e Cretáceo a Provence era mar quente e pouco profundo, com grande deposição de sedimentos. Com o surgimento dos Alpes e Pirineus a região pssou a ter a configuração atual.


MAPA DA REGIÃO PRODUTORA

Carte des Vins de Provence

Região encantada do sul da França, cenário definitivo de algumas das melhores telas de Cezanne e van Gogh, também é conhecida por suas vinículas, que produzem os rosés mais famosos do mundo. Na verdade, a própria região é sinônimo do rosé: ele representa 75% da produção vinícula da Provence. Os vinhedos da ensolarada região se estendem por quase 200 quilômetros, responsáveis pela ampla diversidade aromática dos vinhos da Provence

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

HARMONIZAÇÕES COM PORCHETA ALLA ROMANA NAS FESTAS DE FINAL DE ANO

PORCHETTA ALLA ROMANA: O leitão desossado é conhecido como Porqueta Romana. Temperado e semi-cozido, bastando apenas levar ao forno, com temperatura alta, por uma hora, para que termine o cozimento e fique crocante, é assado inteiro e recheado de iguarias italianas (presunto crú, lombo,etc...) e condimentos, só mesmo saboreando para saber como é essa delícia. A Porchetta Romana, um prato típico da Itália. A sugestão é acompanhá-lo com vinhos tintos italianos, a base de sangiovese, como um bom chianti ou um supertoscano.



Sugestões de Vinhos:
- Rubizzo 2008 Rocca delle Macie – Itália: Rubi intenso e límpido. Aromas vibrantes de cereja e amora, temperados por violeta e leve fundo especiado. Boca esbanjando maciez, com taninos orquestrados a uma acidez vivaz. Importado pela DECANTER.

- Chianti Clássico DOCG 2008 Rocca delle Macie – Itália: Sedutor no nariz, com cerejas, violeta, couro e fundo balsâmico. Estruturado, fresco e de ótima consistência frutada em boca. Importado pela DECANTER.

- Ser Gioveto 2007 Rocca delle Macie – Itália: Rubi intenso. Complexo no nariz, com ameixa seca, couro e húmus. Sólido em boca, com taninos elegantes corroborados por acidez vibrante. Fim-de-boca com agradável nota de amêndoa amarga. Importado pela DECANTER.

- Poggio al Casone Chianti Superiore Riserva 2007 – Toscana – Itália: um vinho criado a partir de 95% Sangiovese - 5% Cabernet Sauvignon, colhidas manualmente nos históricos vinhedos situados nas colinas de Pisa. Vinho complexo no aroma e macio na boca, com toques de chocolate amargo, amêndoas torradas, morango e cerejas pretas. Maturação: 24 meses em grandes barricas de carvalho. Importado pela CASA DO VINHO.

- La Rasina Sangiovese IGT 2008 – Toscana – Itália: Um vinho 100% Sangiovese, complexo no aroma e macio na boca, com toques de chocolate amargo, amêndoas torradas, frutas vermelhas maduras e cerejas pretas. Excelente custo-benefício. Importado pela CASA DO VINHO.

- Poggio Argentiera ai Ginepri Bolgheri DOC 2008 – Toscana – Itália: Cor rubi intenso e profundo, com relexos violeta. Ao nariz se apresenta muito intenso e de bom frescor, com aromas de frutas maduras, cítricos e leve notas herbáceas. No palato é redondo, complexo, sem adstringência. O final é herbáceo e mineral, com notas de alcaçuz e um retrogosto prazerosamente frutado. Importado pela PREMIUM.

- Ornellaia Le Volte Bolgheri DOC 2008 – Toscana – Itália: Corte de 52% Sangiovese, 36% Merlot, 12% Cabernet Sauvignon 14%. Envelhecido 8 meses em barricas de carvalho. Um verdadeiro Baby Super Toscana, com intensidade de frutas, mentol e floral, na boca tem ótima consistência e equilíbrio. Importado pela GRAND CRU.

HARMONIZAÇÕES COM LEITÃO NAS FESTAS DE FINAL DO ANO

LEITÃO: Em várias culturas ocidentais não pode faltar um leitãozinho assado à mesa em festas como Natal. Sua carne rosada é magra e macia. Dependendo da raça, e tempo de vida e abate (no mínimo recomenda-se 21 dias, nos quais o leitão é alimentado apenas com leite), o peso varia de 3 a 6 quilos. Ele está presente à mesa de vários países com nomes sugestivos quanto à sua dieta, como cochon de lait ou porcelait, na França; sucking ou sucking pig nos países de língua inglesa; porcellino ou maialino di latte na Itália; e cochinillo ou tostón nos países de língua espanhola. Os temperos típicos são o alho, louro, alecrim, pimentas, vinagre, limão, vinho e deve apresentar a pele crocante. No Brasil, uma das formas de preparo é à pururuca, que pode ser feito com qualquer leitão, mas fica melhor ainda se for pequeno, pois o calor assa a carne de maneira uniforme, deixando-a macia e suculenta, em contraste com a pele tostada e crocante. Se, na maioria dos casos, o leitão passa uma noite em marinada aromática, em Segóvia, na Espanha, o cochinillo leva apenas sal, o que pressupõe um produto de ótima qualidade, pois não haverá tempero forte a mascarar o sabor natural. Ele é assado lentamente na brasa (de preferência). Recheado ou não, desossado ou cortado em pedaços, o leitãozinho pode ser assado de vários modos, com temperos e acompanhamentos diferentes. Em alguns fornos, os leitões são enfiados num espeto e o seu interior é banhado com o molho feito com muito alho, pimenta branca, banha e sal. Em alguns fornos os leitões são assados em formas. Retirado o leitão para fora do forno, o excesso do molho é escorrido por um dos orifícios feitos pelo espeto (boca e rabo). Na hora de ser servida, a iguaria é banhada com esse suco, o que confere um sabor extraordinário. Que vinho harmonizar com este prato untoso? A dica fica por conta da acidez e tanicidade. Boa opção para vinhos da casta Baga ou da Tannat.



Sugestões de Vinhos:
- Luis Pato Baga 2007 -Bairrada – Portugal: O tinto Luis Pato é o tradicional Bairrada da casa, proveniente da cepa Baga, de vinhas próprias. É envelhecido em pipas de 650 litros de carvalho francês, o que lhe confere maior equilíbrio e maciez. Trata-se de um vinho de excelente relação qualidade/preço, muito aromático, saboroso e com taninos marcantes, mas redondos. Recomendação imperdível para Leitão, mas acompanha muito bem carnes vermelhas, caça e bacalhau. Importado pela MISTRAL.

- Bairrada 2008 Casa de Saima – Portugal: Rubi intenso e concentrado. Aromas de fruta escura, sob tons florais e resinosos (eucalipto). Boca macia, sápido, com taninos presentes e muito bem integrados ao conjunto. Importado pela DECANTER.

- Bouza Tannat 2008 – Uruguai: Coloração púrpura intensa. Excelente expressão de frutas vermelhas maduras, em particular ameixas e groselhas, além de tons de café e alcaçuz. Enche a boca com taninos firmes e ótimo frescor. Importado pela DECANTER.

- Pizzorno Reserva 2007 – Canelones – Uruguai: Um tannat 100% envelhecido 12 meses. Vermelho intenso com reflexos violetas. Aromas de ameixas maduras, morangos, lavanda e baunilha, com notas de especiarias. Um vinho que ingressa na boca com a doçura típica deste varietal. Corpo equilibrado e grande estrutura, com presença de taninos maduros. Importado pela GRAND CRU.

HARMONIZAÇÕES PARA PERU NAS FESTAS DE FINAL DE ANO

PERU: a carne branca e de sabor suave vai bem com um tinto com pouco tanino ou até um branco encorpado de aroma mais intenso. Se a receita tiver um molho adocicado, por exemplo, um bom caminho é um branco da uva chardonnay. O Peru de Natal também vai bem com espumantes e brancos estruturados. Um Chardonnay talvez seja a escolha mais prática, com toques frutados que combinam com as frutas que costumam acompanhar o peru, como pêssegos, damascos e outras do mesmo tipo. Entretanto, um vinho com taninos suaves e fundo de boca frutado, pode valorizar a carne e os acompanhamentos, no caso dos tintos opte por um Pinot Noir, Malbec ou Syrah não fará feio. A minha sugestão fica por conta de um bom Tempranillo.

9 dicas para um peru de Natal perfeito

Sugestões de Vinhos (as safras disponíveis poderão variar):
- Catena Alta Chardonnay 2009 -  Mendoza – Argentina: O fato de o vinho ficar alguns meses na barrica o torna extremamente aromático e com bom peso na boca. Isto possibilita uma combinação harmoniosa junto ao sabor do peru e o adocicado de alguns molhos e purês à base de frutas, como maçã. O vinho é importado pela MISTRAL.

- Piodilei Chardonnay 2008 – Piemonte – Itália: De um pequeno vinhedo em Barbaresco vem as uvas, colhidas sempre bem maduras, para este vinho, um dos grandes brancos italianos. Intenso e rico no nariz, com notas de pêssego, abacaxi, especiarias e amêndoas. Na boca, tem boa estrutura, é macio, fresco e persistente. De certa forma, pela grande elegância, lembra um Mersault. O vinho é importado pela DECANTER.

- Amayna Chardonnay 2009 – Vale de San Antonio - Chile : Um grande Chardonnay produzido na fria região de San Antonio, talvez a mais entusiasmante descoberta no Chile para brancos de grande finesse. Muito sofisticado e elegante, mostra muita classe e ótima presença de boca. Para Parker, que o classificou com 91 pontos, "é uma revelação para os Chardonnay chilenos". A safra 2006 foi surpreendente: Robert Parker concedeu 93 pontos ao vinho e a Decanter: declarou-o como "Melhor Branco do Novo Mundo". O vinho é importado pela MISTRAL.

- Gazur Ribera del Duero 2008 (Telmo Rodriguez) - Ribera del Duero – Espanha: Descrito como um vinho complexo e aromático por Robert Parker - que aponta o tinto como um dos melhores achados da Espanha - o Gazur mostra toda expressão da Ribera del Duero em uma versão que traduz a riqueza e exuberância atingidas pela casta Tempranillo na região, sem influência de barricas de carvalho. Franco, saboroso e cativante, é um tinto que combina muito bem com uma infinidade de pratos. O vinho é importado pela MISTRAL.

- Artero Tempranillo La Mancha 2009 – Espanha: Rubi com halo violáceo. Aromas de romã madura, groselhas e amoras, sobre notas de ervas e folhagem úmida. Impacto macio e frutado, com ótimo equilíbrio e agradável final. Excelente relação custo-benefício. Importado pela DECANTER.