domingo, 25 de dezembro de 2011

OS MELHORES ESPUMANTES NACIONAIS DE 2011 NA OPINIÃO DE ESPECIALISTAS

ESPECIALISTAS PROVAM ESPUMANTES NACIONAIS E INDICAM DEZ PARA O NATAL E ANO-NOVO: No embalo da boa reputação dos espumantes brasileiros, que têm ganhado prestígio e fama internacionais, seis especialistas provaram, às cegas e a convite da Folha, 20 marcas de representatividade em São Paulo e, sem saber o que estavam bebendo, escolheram os dez melhores para a noite de Ano-Novo.
            Participaram da degustação no restaurante Eñe, no último dia 12, o especialista em vinhos Aguinaldo Záckia Albert, os colunistas da Folha Patrícia Jota e Josimar Melo, e os sommeliers Gabriela Monteleone, do D.O.M, Gianni Tartari, do Emiliano, e Manoel Beato, do Fasano.
            As garrafas foram compradas em lojas, empórios e supermercados algumas horas antes da degustação, para que não houvesse problemas com a armazenagem.
A compra dos rótulos -apenas brut, o espumante seco, que é o mais produzido e consumido no Brasil- foi feita com base nas sugestões de profissionais da área.
            Dada a proximidade das festas de Natal e Réveillon, as marcas que não estavam disponíveis para pronta-entrega foram desconsideradas. O passo seguinte foi resfriar as garrafas, para servir os espumantes na temperatura ideal: entre 6ºC e 8ºC. Tarefa para a sommelière do Eñe, Geíza Abreu, 20, que trocou por algumas horas o espumante espanhol -cava-, servido no restaurante, pela produção nacional. À frente do serviço, foi ela quem comandou as quase três horas de vaivém de 120 taças numeradas e 20 garrafas, também numeradas, e embrulhadas em papel alumínio para tapar os rótulos. (Fonte: JULIANA SAAD e PRISCILA PASTRE-ROSSI - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA DE SÃO PAULO - Luiza Sigulem/Folhapress)

A Lista:
- Casa Valduga Premium Brut 2006 – Nota média 8,5 – R$ 43,90
- Vallontano Brut – NM – 8,3 – R$ 43,50
- Angheben Espumante Brut – NM – 8 – R$ 43
- Privillege Peterlongo Brut – NM – 7,7 – R$ 35,41
- Perini Champenoise Brut – NM – 7,6 – R$ 32,80
- Salton reserva Ouro Brut – NM – 7,5 – R$ 35,90
- Almadén Brut – NM – 7,1 – R$ 15,90
- Salton 100 Anos – NM – 7,1 – R$ 99
- Casa Valduga Arte Brut 2010 – NM – 7 – R$ 43
- Ponto Nero Reserva Extra Brut – NM – 6,9 – R$ 24,90.

PLAYBOY ESCOLHE OS MELHORES ESPUMANTES NACIONAIS EM 2011

OS 10 MELHORES ESPUMANTES BRASILEIROS, SEGUNDO A PLAYBOY
(preços médios em reais):
1- Casa Valduga 130 Brut ( R$ 58)
2- Miolo Millesime Brut (65)
3- Terranova Moscatel (22)
4- Don Laurindo Brut (42)
5- Ponto Nero Brut (30)
6- Vallontano Brut (44)
7- Dom Cândido Brut (34)
8- Casa Perini Brut (33)
9- Garibaldi Moscatel (17)
10- Marcus James Brut (23) (Fonte: PLAYBOY - 5 de dezembro de 2011 )

● DEZ COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ESPUMANTES, ANTES DE ABRIR A GARRAFA

● DEZ COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ESPUMANTES, ANTES DE ABRIR A GARRAFA - Para começo de conversa, um brinde aos vinhos espumantes. Que o digam as vinícolas nacionais – a maior parte concentrada no Rio Grande do Sul. Outro dado importante: a bebida deixou de ser exclusividade das festas de fim de ano. Antigamente, 70% das garrafas eram vendidas no último trimestre. Hoje essa proporção caiu para 40%. Ou seja, estamos bebendo espumantes de forma mais contínua, com goles bem distribuídos ao longo do ano e das refeições - as borbulhas não aparecem só na hora do brinde.
            Mesmo com o consumo em alta, sobretudo no verão, ainda existem algumas dúvidas. Por exemplo: é certo ou errado colocar a garrafa no congelador para refrescar antes de servir? Ou ainda: é correto chamar todo tipo de vinho espumante de champanhe? Mais: para beber, por que não se usam aquelas taças largas tão comuns nos filmes da era do rádio, e sim os copos mais longos e finos? Confira abaixo dez respostas para algumas questões a respeito desse tipo de bebida.
1- O que é um espumante: É um vinho que passa por duas fermentações. Na primeira, comum a todas as bebidas do gênero, o açúcar contido no próprio suco das uvas é transformado em álcool. Para que a segunda fermentação ocorra são adicionados açúcares e leveduras. Juntos, eles produzem mais álcool e também o gás carbônico, responsável pelas características borbulhas (perlage).
2- As principais uvas: Espumantes são feitos em várias regiões do mundo, mas as uvas podem mudar de um país para outro. De modo geral, a chardonnay (branca) e a pinot noir (tinta) são empregadas na produção. Na França, essas duas uvas, mais a pinot meunier, compõem a fórmula de muitos champanhes, produzidos exclusivamente na região de Champanhe. Na Itália, se fabricam bons espumantes a partir de uvas prosecco, enquanto na Espanha, são famosas as uvas macabeo e parrellada. No Brasil, além da chardonnay e da pinot noir, destacam-se também a riesling itálica e a moscato, que serve de base para espumantes doces.
3- Tipos de espumante: Diante da prateleira do supermercado é comum encontrarmos quatro tipos de rótulos: brut (seco), demi-sec (meio seco ou ligeiramente adocicado), doce (bem açucarado, bom para acompanhar sobremesas). A diferença entre eles está na quantidade de açúcar adicionada na segunda fermentação. Existem ainda os rosé (feitos a partir de uvas tintas).
4- Métodos de produção: Existem duas maneiras de fabricar espumantes. O método mais tradicional é chamado champenoise e foi criado na França, na região de Champanhe. Nele, a segunda fermentação ocorre dentro da própria garrafa. O trabalho é minucioso. Os açúcares e leveduras responsáveis pela segunda fermentação vão se depositando nos gargalos das garrafas, que são colocadas de cabeça para baixo e giradas periodicamente. Ao final da maturação, o gargalo é congelado e, na abertura, os resíduos são expulsos pela pressão interna provocada pelo gás carbônico. Já no método charmat, a segunda fermentação é feita em grandes recipientes, geralmente de aço inoxidável, projetados para suportar grandes pressões. Nesse caso, é mais fácil extrair os resíduos de leveduras.
5- Champenoise é melhor que Charmat? Marcelo Copello, jornalista especializado em vinhos, explica que o método champenoise é, a rigor, superior ao método charmat. Mas, segundo ele, este é apenas um dos fatores para medir a qualidade do produto. "Um bom espumante charmat pode ser melhor que um espumante champenoise ruim", afirma Copello.
6- Todo champanhe é um espumante, mas nem todo espumante é champanhe: Parece confuso, mas a explicação é simples. A região francesa de Champanhe é a única que pode utilizar oficialmente a designação de champanhe para espumantes feitos pelo método champenoise. Em outras regiões, esse tipo de vinho recebe outros nomes.
7- Na Espanha, espumante é cava. Na Itália, prosecco: A região da Catalunha, no nordeste da Espanha, é a principal produtora de vinhos cava, espumante típico do país produzido pelo método champenoise. Na Itália, o espumante mais conhecido vem do Vêneto. É chamado de prosecco, que é o nome da uva que o origina.
8- Como deve ser servido: Espumantes pedem taças flute, em forma de tulipa alongada. Ela conserva melhor o gás e mantém as borbulhas por mais tempo. Segure a taça pela haste, o que evita sujá-la e também que o calor da mão esquente a bebida. A temperatura média recomendada para servir um espumante é entre seis e oito graus Celsius. Uma anotação importante: temperaturas muito baixas podem acentuar a acidez e diminuir os aromas da bebida.
9- Posso colocar o espumante no congelador ? Atire a primeira rolha quem nunca colocou um espumante no congelador para ganhar tempo. Para tintos e brancos normais a medida é até aceitável. Mas no caso dos espumantes isso é perigoso. A pressão contida na garrafa pode fazer com que ela exploda. A forma correta e segura de servir é colocar a garrafa de espumante em um balde de gelo com água, para melhor distribuir a temperatura, de trinta a quarenta minutos antes do brinde.
10- Espumantes combinam com... Peixes e frutos do mar são quase sempre bons parceiros dos espumantes. Pratos com alto teor de gordura, como as frituras, também casam bem com esse tipo de bebida. No caso das carnes vermelhas, a harmonização com espumante é perigosa (melhor não arriscar). Para a sobremesa, aposte em exemplares doces como os espumantes feitos a partir da uva moscatel.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

BAROLO MARIONDINO 2003 – PARUSSO – 14,0% - PIEMONTE / ITÁLIA

BAROLO MARIONDINO 2003 – PARUSSO – 14,0%: Esse Barolo é produzido a partir da Nebbiolo das comunas de Castiglione Falleto e Monforte d’Alba, de vinhas de 30 anos de idade média.
Notas de Degustação: seu primeiro ataque no nariz é muito potente e interessante, pois alia tudo que se pode esperar da Nebbiolo, com notas de modernidade. Um mix de flores (violetas) emoldurando fruta madura (negras e vermelhas confitadas – destaque para cerejas), alcaçuz, nuances minerais e toques de especiarias doces finalizadas com algo balsâmico. Um conjunto aromático exótico e que nos remete à infância (quem não se lembra do tutti-frutti, do caramelo Frumello ?). Gustativamente é delicioso, com macios e bons taninos e final de boca persistente. Mostra, portanto, uma bela paleta aromática na qual aparecem além da fruta, aromas de tabaco, flores e cogumelos. Na boca é potente, harmônico e com um final longo e saboroso. Um Barolo encantador e que pode ainda melhorar muito com o envelhecimento em garrafa. Um tinto piemontês cheio de estilo, ótimo para gastronomia.
Reconhecimentos: Wine Spectator 92pt: "Aromas de geléia de morango com caráter de cedro e charuto. Encorpado com atrativo fruto vermelho e leve toque de baunilha. Longo e arredondado. Um excitante vinho.
R.Parker Wine Advocate 90pt: "maduro, doce e amplo com adorável essência de fruta vermelha, especiarias e ervas. Oferece destacada elegância e persistência. Seus taninos ficarão mais macios com a guarda". Beber até 2020. Maturação: 24 meses em barricas de carvalho e 12 meses na garrafa. Cor rubi quase granada. Nariz: elegante com delicadas notas de especiarias e fruta vermelha. Sabor: harmônico, bem balanceado e delicado. Acompanha bem carnes vermelhas assadas, caças, pratos com trufa, queijos curados
Combinações: Harmoniza bem assados, sobretudo de carne de vaca, de porco, aves, caças (javali, galinha d´angola). Parte dos piemonteses diz que o melhor é provar o Barolo como um vinho de meditação, sem mais nenhum acompanhamento !
Importador: CASA DO VINHO
Contato: (31) 3337-7177 ou (31) 3286-7891.
Onde Bebi: CONFRARIA DA SERRA DOS MANACÁS
Onde Comprei: CASA DO VINHO
Quanto: R$ 230,00.

BAROLO FLORI 2006 – ARALDICA – 14,0% - PIEMONTE/ ITÁLIA

BAROLO FLORI 2006 – ARALDICA – 14,0%: Colheita manual e cuidadosa em pequenas caixas, com posterior desengace e suave prensagem. Fermentação em grandes tanques de aço inox rotativos com inoculação de leveduras selecionadas à temperatura de 25-30ºC por 12 dias. Após o término do processo é feita a prensagem para obtenção do vinho de prensa e segue-se com a fermentação malolática. Produtor mais tradicional que usa Bottis de 8.000 litros. Amadurecimento em "botti", com permanência 6 meses em garrafa antes do engarrafamento. Estimativa de Guarda: 10 anos.
Notas de Degustação: Clássica coloração granada, límpida. No nariz mostra aromas de frutas silvestres, alcatrão, flores secas, violeta e madeira aromática. Um vinho estruturado, com taninos presentes (que não incomodam) equilibrados por uma boa acidez. Gastronômico, apesar de ser mais intenso no nariz do que na boca.
Combinações: Harmoniza bem assados, sobretudo de carne de vaca, de porco, aves, caças (javali, galinha d´angola). Parte dos piemonteses diz que o melhor é provar o Barolo como um vinho de meditação, sem mais nenhum acompanhamento !
Importador: DECANTER
Contato: (31) 3287-3618
Onde Bebi: CONFRARIA DA SERRA DOS MANACÁS
Onde Comprei: ENOTECA DECANTER.
Quanto: R$ 132,25.

BARBARESCO 2005 - LIVIO PAVESE – 14% - PIEMONTE/ ITÁLIA

BARBARESCO 2005 - LIVIO PAVESE – 14%: A cantina de Treville, no coração de Monferrato, Valle d´Aosta, Itália, é o centro das atividades de Livio Pavese, que aprimorou técnicas produtivas e desenvolveu uma linha inovadora, com vinhos jovens, frescos e frutados para atender as exigências cada vez mais seletivas dos consumidores. Livio Pavese é um ponto de referência para eliminar as improvisações e as incertezas na produção de vinho da sua região.
Notas de Degustação: o vinho Livio Pavese Barbaresco é produzido 100% com a uva Nebbiolo, e apresenta uma coloração granada, típica dos vinhos da casta. No nariz traz aromas complexos de frutas secas, leve toque defumado, madeira seca e notas herbáceas. Tudo muito bem integrado. Na boca tem muita maciez, mas também uma força média. É um vinho que melhora muito com a comida, por ser essencialmente gastronômico.
Combinações: Harmoniza bem assados, sobretudo de carne de vaca (vai muito bem com uma vitela), de porco, aves, caças (javali, galinha d´angola).
Importador: CASA FLORA – PORTO A PORTO
Contato: (0xx)11 2842-5199 – (0xx) 41 3018-7393
Onde Bebi: CONFRARIA DA SERRA DOS MANACÁS
Onde Comprei: MARTPLUS
Quanto: R$ 118,00.

SFURSAT 2003 – NINO NEGRI – 15%: - PIEMONTE/ ITÁLIA

SFURSAT 2003 – NINO NEGRI – 15%: Da região de Valtellina. 100% Nebbiolo, localmente chamada de Chiavennasca, as uvas são passificadas por três meses, em um processo semelhante ao do Amarone. Amadurece por 20 meses em tonéis usados de 500 e 800 litros, o vinho, que atinge 15,0% de álcool.
Notas de Degustação: Vermelho granada claro com reflexos alaranjados, afinal já são 8 anos na garrafa. Aroma etéreo e complexo, com muitas especiarias (canela, noz moscada, cravo-da-índia), couro, passas, cacau amargo, amêndoas, resinas, o álcool aparece um pouco no nariz. Paladar macio, quente e alcoólico (15%), taninos finos e prontos, longo, final elegante. Um vinho diferente que merece ser provado e a complexidade foi aplaudida pelos participantes da degustação. Paladar de grande volume no meio de boca, ao mesmo tempo austero, com presença de taninos macios. Vinho com bom frescor, muito longo, algo entre um Amarone e um Porto. Estimativa de guarda por mais 10 a 15 anos, facilmente.
Combinações: Harmoniza bem com massas recheadas (agnolotti, ravioli) e com risotto italiano com lingüiça, etc. Acompanha também assados, sobretudo de carne de vaca, de porco, aves, caças (javali, galinha d´angola).mais
Importador: CASA DO VINHO
Contato: (31) 3337-7177 ou (31) 3286-7891.
Onde Bebi: CONFRARIA DA SERRA DOS MANACÁS
Onde Comprei: CASA DO VINHO
Quanto: R$ 159,00.