segunda-feira, 7 de março de 2016

UMA GARRAFA DE VINHO EM CADA CINCO É ITALIANA

UMA GARRAFA DE VINHO EM CADA CINCO É ITALIANA
País exportou 5,4 bilhões de euros, com um aumento de 575% em 30 anos. Itália tornou-se em 2015 o maior produtor mundial, seguido da França.
Em 2015, uma garrafa de vinho em cada cinco no mundo foi produzida na Itália, que exportou 5,4 bilhões de euros, um recorde, com um aumento de 575% ao longo de 30 anos, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira.
A Itália tornou-se em 2015 o maior produtor mundial de vinho, seguido pela França, anunciou em outubro a Organização Internacional do Vinho (OIV), afirmando que a produção transalpina havia aumentado 10% no ano, para 48,9 milhões de hectolitros, quando a da França estagnou em 47,3 milhões.
De acordo com um relatório apresentado em Roma pela Coldiretti, a principal confederação italiana de agricultores, a Itália é agora o maior exportador de vinho.
"Trinta anos depois do escândalo do 'vinho de metanol'", que viu em 1986 o envenenamento de dezenas de pessoas por causa de um vinho de mesa adulterado, afetando a imagem de todo o vinho italiano, os tintos, brancos, rosés e espumantes "made in Italy" fizeram a sua revolução, "melhoraram em qualidade", graças a uma diminuição na primeira produção e aumento dos controles, para conquistar o mercado mundial, comemora Coldiretti.
Este salto de qualidade foi acompanhado por um aumento das denominações: 66% das garrafas vendidas no exterior são "classificada", em DOG/DOC (Denominação de Origem Garantia/Controlada) ou IGT (Indicação Geográfica Típica). A Itália é o primeiro país da Europa por número de vinhos "classificados" (73 DOCG, 332 DOC e 118 IGT).
Entre as apelações italianas de mais sucesso no mundo, estão o chianti, o brunello di Montalcino, o pinot grigio, o barolo e o prosecco. (Fonte: Globo - g1.globo.com)
Entretanto, o consumo per capita italiano é decrescente; bebe-se menos, mas vinhos de melhor qualidade!
“ MOUTON, UM MITO DE BORDEAUX “ –  O Chateau Mouton Rothschild é um dos ícones de Bordeaux. Um Premier Grand Cru Classé, a melhor classificação possível desta região francesa, sinônimo de grandes vinhos, só conquistada em 1973, na única modificação da listagem original feita em 1855. A partir daí ficou ao lado de um seleto grupo de mais quatro Chateaux (castelos): Lafite, Margaux, Latour e Haut-Brion, todos históricos.
Este grande Chateau bordalês jamais havia admitido a idéia de ser um “second grand cru”, e seu lema era "Primeiro não sou, segundo nunca serei, Mouton não muda". O Mouton só admitiu ter sido segundo depois da alteração da classificação oficial. Então seu lema passou a ser "Primeiro eu sou, segundo eu fui, Mouton não muda".
A região de Bordeaux é mágica para os amantes do vinho. Ali estão plantados os vinhedos dos mais famosos Chateaux do mundo. É dos poucos lugares onde ficar perdido é um grande prazer, indo a cada dia do ano numa direção e nunca conhecendo todos os vinhos ali produzidos. As cidadezinhas são cheias de ladeiras estreitas, lojas de vinho, pequenos hotéis e restaurantes, criando condições ideais para o turismo enogastronômico, onde a bebida faz parte da mágica local. A paisagem primaveril é dominada pelo verde das videiras, com o azul do céu refletido nas águas dos rios Dordogne e Garonne, que formam o Gironde, quase no Oceano Atlântico.
            No outono, o dourado toma conta dos vinhedos ao entardecer e tudo brilha em volta, criando uma visão inesquecível.  Os vinhos franceses, em especial os de Bordeaux e Borgonha, são vistos como algo inatingível, pois via de regra, o mercado nos oferece a bom preço exemplares pouco dignos, ou quando os vinhos são bons, os preços ficam fora de cogitação. Nem todos os vinhos da região merecem destaque, apesar de poderem usar a denominação genérica Bordeaux em seus rótulos, o que implica ter muito cuidado na hora da compra. Os vinhos genéricos são via de regra, leves, sem concentração, sem complexidade, mas há preciosidades de diversos níveis, com preços compatíveis.
O Baron Philippe, proprietário do Chateau era um excêntrico visionário, que vivia cercado por seus cachorros e vinhos. Seu Chateau foi um dos primeiros a engarrafar os próprios vinhos. Em 1945, no final da Segunda Grande Guerra, ele escolheu o "V" da vitória para comemorar a libertação da França, estampado em seu rótulo. Estava inaugurada a era dos rótulos concebidos por personalidades famosas do mundo das artes: Jean Carlu, Matisse, Bacon, Kandinsky, Miro, Dali, Chagall, Braque, Picasso, Andy Warhol, entre outros. O Baron Philippe sempre foi um mecenas, tendo inaugurado em 1962, o Museu do Vinho na Arte onde relíquias históricas passaram a conviver com obras modernas que tem o vinho como tema central. Copos de alabastro de 3.000 a.C. convivem ao lado de outras peças utilizadas por gregos e romanos e tapeçarias temáticas.
O Chateau passou a ser dirigido pela Baronesa Philippine de Rotschild, após o falecimento do Baron, bisneto do fundador. Com uma vida intensa (ela já foi atriz na Comédie Française), desde a morte do pai, em 1988, imprimiu a modernidade na empresa. Expandiu as fronteiras do Chateau para outras regiões da França e do mundo. Outro braço da família (banqueiros em Londres), dedica-se ao Chateau Lafite.
O Mouton foi um dos primeiros vinhos a sair dos seus domínios e experimentar os "terroirs" do Novo Mundo. Na Califórnia juntou-se a Robert Mondavi para construir uma vinícola semicircular, onde criou o Opus One. No Chile, produz o Almaviva (um Top emblemático), em conjunto com a Concha y Toro. Além disso, o Mouton é proprietário de duas outras vinícolas em Bordeaux, o Chateau d´Armailhac e o Chateau Clerc Milon, representantes da linha "Premium" da Maison. A produção inclui também o Mouton Cadet, um fino popular, criado a partir de vinhos comprados de terceiros, feitos no padrão da casa. Nestas linhas de produção a modernidade é a diretriz principal. No Chateau vale a tradição.
Em setembro de 2003, a empresa inaugurou uma vinícola própria no Chile. Uma planta de produção moderna, bem equipada, planejada para o futuro, com grande capacidade de expansão. Os vinhos ali produzidos são acessíveis e bem elaborados. O Chardonnay Reserva tem um frescor muito bom, com viva acidez, incomum no Novo Mundo nesta faixa de qualidade. O Carmenére Reserva e o Cabernet Sauvignon Reserva têm boa relação preço-qualidade, mostrando-se geralmente prontos para taça. O Top de Linha é o Escudo Rojo, um assemblage (corte) de 70% Cabernet Sauvignon, 20% Carmenére e 10% Cabernet Franc, muito bom. Fica doze meses em barricas de carvalho francês que lhe conferem grande elegância e classe. Sem dúvida um sucesso de vinho na sua faixa de preço. Escudo Rojo, é a tradução literal do alemão "das Rote Schild", a origem do símbolo da família.
Os grandes vinhos do Chateau, tem ótimo potencial de guarda, atingindo seu auge a partir de alguns anos; e mesmo novos mostram-se elegantemente frutados. Os aromas de café e chocolate, finalizando com tabaco são comuns, em grande evolução. O Mouton tem o mérito de figurar nos anais do vinho pela imaginação comercial do Baron, sua pesquisa constante pela qualidade e pela expressão artística do vinho. Sem dúvida um grande vinho!

006 ESTATE CHARDONNAY 2013 BODEGA ANIELLO – PATAGONIA - ARGENTINA

● Vinho da Semana 10/2016 ● 006 ESTATE CHARDONNAY 2013 BODEGA ANIELLO – PATAGONIA - ARGENTINA –  A Bodega Aniello é um projeto jovem, iniciado em 2010: uma pequena vinícola que procura explorar o valor da antiga tradição vinícola da Patagônia, no Vale do Rio Negro, região vinícola mais ao sul da América do Sul. A maioria das pessoas tende a pensar na Patagônia como uma nova área produtora de vinho e que é o caso para a região de Neuquén, que só recentemente foi estabelecida através de financiamento do governo no início de 2000.
Em vez disso, a área do Vale do Rio Negro se dedicada à agricultura e viticultura desde 1820 quando os colonizadores britânicos escavaram canais de irrigação no deserto da Patagônia, de clima árido seco em ambos os lados do Vale do Rio Negro, formando um cinturão verde ao longo do rio, adequado para a agricultura. Embora durante anos a viticultura tenha sido esquecida e principalmente substituído por pomares de macieiras e pereiras, o vale do Rio Negro agora é mais uma vez uma das regiões vinícolas em crescimento na Argentina, e mais e mais produtores estão a explorar o seu potencial vitícola.
            O jovem empreendedor Santiago Bernasconi, depois de anos como o gerente de exportação para algumas das maiores vinícolas da Argentina, apaixonado pela história e potencial da área, finalmente encontrou o parceiro certo para realizar seu sonho. A primeira propriedade foi comprada em 2010: cerca de 30ha de uma vinha plantada existente em 1998 no distrito Mainque do Alto Vale do Rio Negro, a 39 graus de latitude sul e 350mt acima do nível do mar.  Em uma segunda etapa compraram uma antiga adega da região, construída em 1927, com 1 ha de vinhas velhas plantadas em 1932 e 4 hectares plantados em 1947, uma seleção de vinhas de Malbec pré-filoxera atualmente no processo de reciclagem e valorização.
Finca 006 - A primeira fazenda que compraram no vale está localizada logo acima da margem norte do rio Negro, e é uma das poucas vinhas na Argentina (se não a única) ao lado de um rio com fluxo de água, como a maioria é encontrada ao longo de leitos de rios secos. Ela está localizada em solos aluviais que são muito heterogéneos, moderadamente profundos e profundos, com predomínio de áreas de pedras, algumas áreas com areia, barro e outros solos. Esta diversidade permite colher e processar a mesma variedade de uva em três diferentes tipos de solo, colheita em três momentos diferentes, e os vinhos são completamente diferentes, mas complementares.
            A imagem no rótulo descreve todos os elementos dos variados solos de tipo aluvial que caracterizam a vinha: tipos de solo arenoso / argilosos alternando com áreas dominadas pela pedra são colhidas e processadas resultando separadamente em vinhos com diferentes características, em seguida, misturados para complementar um ao outro. A primeira safra comercial foi a de 2013. Os vinhos 006 são frescos e frutados, fermentados em cubas de concreto e só vê envelhecimento em carvalho parcial em barricas usadas.
● Notas de Degustação: Amarelo com reflexos claros, um chardonnay com textura madura, com certa cremosidade que se move através da boca com muita suavidade. Aromas e sabores de cítricos, pêssego e bom equilíbrio e acabamento. 10% do vinho teve breve estágio em barricas de carvalho francês, resultando num toque sutil de baunilha, sem ofuscar os aromas frutados da bebida.
● Guarda: Está pronto para consumo. A Bodega indica que pode ser bebido até 4 anos da safra.
Reconhecimentos/ Premiação: Descorchados - DES90
Notas de Harmonização: Excelente com frutos do mar e com pratos da cozinha asiática. Casquinha de siri, caranguejo na manteiga, peixes grelhados, camarão ao alho e óleo, lombo de porco com molho agridoce, comida tailandesa. Carnes brancas grelhadas com molhos de média intensidade, preparações a base de frutos do mar, massas com molhos brancos e queijos de capa branca, como brie.
Temperatura de Serviço: sirva a uma temperatura entre 8 e 10ºC.

Onde comprar: Importado pela World Wine - Em BH: Nobile Alimentos e Bebidas Rua Maria José Assunção, 442 - Belo Horizonte - Minas Gerais – Tel.:(31) 3293-3423.

VON BUHL RIESLING 2013 – PFALZ – ALEMANHA

● Vinho da Semana 10/2016 ● VON BUHL RIESLING 2013 – PFALZ – ALEMANHA –  Localizada entre os montes do Haardt e o rio Reno, a região do Pfalz (Palatinado) goza de um clima mediterrâneo, com temperaturas muito altas durante o mês de Julho. As primaveras costumam entrar mais precocemente e os verões são quentes e longos, com as nuvens ficando retidas nas florestas dos montes vizinhos. Baixa pluviosidade.
A Weingut Reichsrat von Buhl é a maior adega em Deidesheim, na região do vinho Palatinado, produzindo principalmente vinhos da Riesling. A vinícola foi fundada por Franz Peter Buhl , membro do parlamento em Baden e da Baviera, que herdou a propriedade em 1848. Após sua morte, seu filho Franz Armand Buhl herdou a propriedade. Ele era um membro do Reichstag e um amigo do chanceler Otto von Bismarck . Em 1885, ele se tornou um membro do Conselho Privado do Reino da Baviera, e o título foi incorporado no título da propriedade em 1912. Sob Buhl, a adega ganhou uma bela reputação internacional e seus vinhos estavam presentes em vários congressos e eventos internacionais, incluindo a abertura do canal de Suez em 1869.
Devido a problemas econômicos, resultado das sucessões familiares, um grupo de investidores japoneses arrendou a propriedade em 1989 e, em 2005, a empresa foi vendida para empresário Achim Niederberger, que também possuía a Weingut Geheimer Rat Dr. von Bassermann-Jordan e Weingut Dr. Deinhard. Ao longo dos últimos anos, a Von Buhl conseguiu retornar a qualidade de seus vinhos com os mais altos níveis, graças principalmente ao investimento significativo na vinha e na adega. Os rendimentos foram reduzidos, rigor com o controle seletivo da colheita (catadores passam por um vinhedo até cinco vezes para garantir que eles só colherão os frutos mais maduros), e deram início a um programa de viticultura biológica - a propriedade é agora certificada, o que é muito raro na Alemanha. Os vinhedos  von Buhl estão localizados principalmente nas aldeias de Forst e Deidesheim e são plantadas, predominantemente com Riesling.
● Notas de Degustação: Coloração palha de média intensidade, cristalina. Olfato com aromas florais, anis, cítricos, ervas e toque esfumaçado de pedra de isqueiro (nota mineral). Muito intenso no ataque de boca, revela auma atrativa acidez, frutas brancas e notas florais e no longo final salino, mostra um vinho surpreendente.
● Guarda: Está pronto para consumo, mas a vinícola indica guarda por até 20 anos.
Notas de Harmonização: Alta gastronomia de crustáceos e frutos do mar; Pratos de mar condimentados da cozinha indiana, árabe e oriental; Excelente com caviar ou bottarga; podendo ser bebido como vinho de contemplação.
Temperatura de Serviço: sirva a uma temperatura entre 10 e 12ºC.

Onde comprar: Em BH - Enoteca Decanter - Rua Fernandes Tourinho, 503 – Funcionários – Belo Horizonte / MG. Telefone: (31) 3287-3618. ROYAL VINHOS - Loja Cruzeiro - Uma tradicional adega, localizada no Mercado do Cruzeiro. End.: Rua Ouro Fino, 452 - Lojas 22 e 23 / Bairro Cruzeiro- Mercado Distrital - Tel.: (31) 3281-3539 - Belo Horizonte | MG.

GROVE MILL RIESLING 2013 – MARLBOROUGH – NOVA ZELANDIA

● Vinho da Semana 10/2016 ● GROVE MILL RIESLING 2013 – MARLBOROUGH – NOVA ZELANDIA – A Foley Family Wines, fundada em 1988, é uma empresa americana produtora e distribuidora de vinhos aclamados nos Estados Unidos (Califórnia e Washington) e na Nova Zelândia. Entre as vinícolas neozelandesas está a Grove Mill, uma das que se destacam naquele país pela qualidade de seus vinhos, considerados clássicos pelos especialistas, e pelo fato de produzi-los com o mínimo impacto ambiental. A Grove Mill foi a primeira vinícola no mundo a ser certificada como CarboNZero, o que significa que compensa todas as emissões de gás carbônico. Além disso, preserva o sapo Southern Bell, símbolo da vinícola, em uma área de conservação dentro da propriedade. Ao lado da vinícola, é mantida ainda uma área especial para outro habitante local, o pássaro Pukeko, que ilustra os rótulos da linha Sanctuary.
As uvas foram colhidas durante a noite, devido às baixas temperaturas, para preservar a qualidade. Técnicas delicadas de vinificação e fermentação a frio, 100% em tanques de aço inoxidável, ajudam a proteger o caráter frutado do vinho. O contato com as borras após a fermentação aportou ao vinho ótima textura e riqueza. A filosofia da Grove Mills é produzir vinhos com o mínimo impacto ambiental.
● Notas de Degustação: Deliciosamente aromático e vivo, tem leve doçura em perfeito equilíbrio com a sua acidez. Cor amarelo palha com reflexos esverdeados. Aromas de maçãs maduras e flores de laranjeira são delicadamente balanceados pela acidez refrescante e um toque de doçura.
● Guarda: Está mais que pronto para consumo, mas pode-se guardar por mais 1 ano sem nenhum problema.
Notas de Harmonização: Excelente com frutos do mar e com pratos da cozinha asiática. Casquinha de siri, caranguejo na manteiga, peixes grelhados, camarão ao alho e óleo, lombo de porco com molho agridoce, comida tailandesa.
Temperatura de Serviço: sirva a uma temperatura entre 8 e 10ºC.

Onde comprar: Em BH: PREMIUM - Rua Estevão Pinto, 351 - Serra - 30220-060 - Belo Horizonte - MG  - 31 3282-1588 I  Em SP: PREMIUM - Rua Apinajés, 1718 - Sumaré - 01258-000 - São Paulo - SP - 11 2574-8303.

RIESLING 2013 DOPFF & FILS – ALSÁCIA - FRANÇA

Vinho da Semana 10/2016 ● RIESLING 2013 DOPFF & FILS – ALSÁCIA - FRANÇA –  A P.E. Dopff & Fils, dos mesmos donos da Dopff au Moulin, especializou-se na produção de vinhos de ótima relação qualidade/preço, com destaque ao Crémant, delicioso espumante. A Alsácia é uma região de grandes brancos, todos muito característicos, que não encontram paralelo em nenhuma outra região do mundo. As castas principais são a fantástica Riesling, a exótica Gewürztraminer, a Pinot Gris e a Pinot Blanc, todas adquirindo aqui um caráter único e especial. São vinhos que podem ser muito finos, complexos e de grande classe. Os mais simples são refrescantes e saborosos, combinando muito bem com peixes e frutos do mar. Uvas provenientes de vinhedos próprios e de viticultores contratados, colhidas em pequenas caixas, rapidamente selecionadas e enviadas para prensas pneumáticas modernas. Depois de uma decantação natural, o mosto é transferido para a fermentação em tanques de aço inox com temperatura controlada. Depois de uma clarificação natural durante todo o inverno e uma filtragem, o vinho é engarrafado na primavera.
● Notas de Degustação: Um belo exemplar de Riesling da Alsacia, este delicioso branco é seco e potente, de cor amarela bem clara. Aromas de frutas brancas, como abacaxi, pêra e maçã verde, com elegantes notas florais e nítido mineral. É um vinho cheio de nuances, com estilo mais mineral, que combina muito bem com comida. Excelente relação qualidadepreço.
● Guarda: Está pronto para consumo, mas pode-se guardar por mais 1 ano sem nenhum problema.
Notas de Harmonização: acompanha muito bem cozinha thai, entradas, massas, carnes brancas. Também casa bem com peixes ou frutos do mar, entradas frias e saladas mistas, bem como queijo de cabra. Neste momento mostra o frescor cítrico, e ao longo dos próximos 3 anos a mineralidade ficará mais perceptível.
Temperatura de Serviço: sirva a uma temperatura entre 8 a 10ºC.

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100.

MARIA MARIA SYRAH 2013 – FAZENDA CAPETINGA

● Vinho da Semana 10/2016 ● MARIA MARIA SYRAH 2013 – FAZENDA CAPETINGA  – A produção de vinho no Brasil tem se expandido para outras regiões além do Rio Grande do Sul onde se concentra cerca de 80% da produção, incluindo as regiões cafeeiras Sul de Minas e Mogiana, a região de Diamantina no norte de Minas, Goias e região de Brasília, e ainda a região Nordeste do Brasil. O varietal Syrah tem prosperado nestas regiões, apesar de experimentações com Cabernet, Sauvignon Blanc e entre outros.
            Na região de Minas Gerais a dupla poda ou inversão do ciclo é a técnica que permite aos viticultores produzir uvas na época do inverno e não no verão, como ocorre normalmente. As fases de crescimento, maturação e colheita — que ocorrem no período das chuvas (primavera e verão) — passam a acontecer no período de seca (outono e inverno), resultando em vinhos de melhor qualidade e potencial de envelhecimento. “Partindo-se do princípio que nas melhores regiões vitícolas mundiais, o clima no período que antecede a colheita é caracterizado por dias ensolarados e noites frias, aliadas ao solo seco, buscou-se inicialmente inverter o clima e ‘tapear’ a videira, alterando o ciclo de maturação e a data de colheita das uvas”, explica o enólogo e PhD em Bordeaux, Murillo de Albuquerque Regina.
            Assim nasceram as vinícolas Luiz Porto, em Cordislândia, e Maria Maria (Fazenda Capetinga), em Três Pontas. A vinícola Maria Maria, conta com dez hectares com 21 mil pés de syrah, 8 mil de sauvignon blanc, 4 mil de cabernet sauvignon, além de chardonnay.
            No caso da Fazenda Capetinga, as uvas são levados para Caldas, no estado de Minas Gerais, onde a Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) dirige um centro de produção. O produtor do Maria Maria é Eduardo Junqueira, um cervejeiro assumido, que iniciou seus passos no mundo do vinho após ouvir do médico os benefícios desta bebida ao coração. A saúde não estava muito boa e era preciso mudar!
Inspirado nos versos da canção homônima de Milton Nascimento, no meio dos seus cafezais, plantou as primeiras videiras e hoje colhe seus frutos. Eduardo Junqueira faz parte da quinta geração de uma das famílias mais tradicionais no plantio de café em Minas Gerais. Administra cerca de 600 hectares de pés de café, além das plantações de trigo, soja e alface.
Apesar de serem novos, os vinhedos demonstram grande potencial. O solo argiloso local favorece aos vinhos brancos e também na produção de tintos de boa qualidade aliado à um inverno com amplitude térmica e seco, com pouca ocorrência de chuvas, ocorrendo cultura da vinha com poda invertida.
● Notas de Degustação: um Syrah de caráter jovem com discreta passagem por carvalho (a ficha técnica não diz se é americano ou carvalho francês). Os aromas remetem à frutas negras (amoras e ameixas), toque de baunilha, nota láctea, com fundo de especiaria (pimenta-do-reino, que aliás é típica na Syrah). No paladar se mostra muito equilibrado, com boa acidez, taninos macios e fruta madura. Um vinho muito fácil de beber. Corpo médio.
● Guarda:  está pronto para beber, mas agüenta mais 2 anos de guarda.
Notas de Harmonização: boa companhia para carnes vermelhas grelhadas, aves e caças. Com certeza, uma boa opção para frango caipira ensopado com quiabo e angu de milho, ou ainda costelinha de porco em molho barbecue. Sufle de Queijos.
Temperatura de Serviço: 15 a 16ºC

Onde comprar: Ganhei de uma amiga. Mas certamente estará no mercado em breve. Como ainda era uma amostra, a garrafa não portava rótulo.