quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

VINHOS QUALIMPOR PARA O SEU FIM DE ANO

VINHOS QUALIMPOR PARA O SEU FIM DE ANO

VINHOS QUE COMBINAM COM OS CARDÁPIOS DAS FESTAS DE FIM DE ANO:

Vinho tinto Crasto Syrah
Kit vinho do Porto Taylor’s com 2 taças de cristal
Vinho Tinto Esporão Monte Velho 
Vinho Tinto Esporão Trincadeira
Vinho Branco Assobio Quinta dos Murças
Vinho do Porto Taylor’s Single Harvest 1966 
Vinho Rosé Defesa

Abaixo, as informações completas das bebidas

KIT vinho do Porto TAYLOR´S SELECT RESERVE

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Uma charmosa embalagem para presentear. A caixa acompanha uma garrafa 750 ml de vinho do Porto Taylor´s Select Reserve, da maior produtora mundial deste tipo de vinho, e duas taçasde cristal. Um vinho fresco e imensamente frutado. Harmoniza bem com queijos, frutas secas e sobremesas com chocolate. Importado exclusivamente pela Importadora Qualimpor, o Kit Taylor’s Select Reserve pode ser encontrado em empórios e lojas especializadas de todo o país.
Preço: R$ 164,00
Qualimpor Importadora 

www.qualimpor.com.br | (11) 5181-4492



Vinho ASSOBIO BRANCO 2015 (Quinta dos Murças)
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Assobio Branco 2015 é produzido com base nas variedades nativas, respeitando a tradição vitivinícola da mais antiga região demarcada do mundo. Expressa o aroma vibrante das castas mais tradicionais do Douro, demonstrando assim o seu grande potencial para vinhos equilibrados e que harmonizam com diversas culinárias. Assobio é o nome de uma encosta ventosa da Quinta, onde se encontram as vinhas de maior altitude.
Feito a partir das castas Viosinho, Rabigato, Verdelho, Gouveio, Arinto e Códega do Larinho, cujas uvas foram colhidas e selecionadas manualmente. Proveniente de vinhas de 15 anos de idade, é um vinho branco muito fresco e elegante, de acidez persistente e final também persistente, dominado por notas cítricas. De aspecto límpido, com reflexos esverdeados, possui aroma cítrico, com notas de limas e maracujá. Disponível em garrafas de 750 ml.
Preço sugerido: R$ 113,00  www.qualimpor.com.br | (11) 5181-4492





VINHO TINTO CRASTO SUPERIOR SYRAH 2013

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Crasto Superior Syrah 2013 é produzido a partir de uvas de plantações experimentais da casta syrah, localizadas desde 2014 na Quinta da Cabreira, na região do Douro Superior. Um vinho extremamente elegante e com características singulares do Douro Superior. Produzido sob supervisão do enólogo da Quinta do Crasto, Manuel Lobo, este tinto teve seu envelhecimento em barricas de carvalho francês durante 16 meses. No Brasil, é importado e distribuído pela Qualimpor.  
Preço sugerido: R$ 299,00www.qualimpor.com.br | (11) 5181-4492

Vinho tinto ESPORÃO TRINCADEIRA 2015

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A Importadora Qualimpor traz ao Brasil o vinho tinto Trincadeira, da vinícola portuguesa Herdade do Esporão. Um vinho varietal expressivo, equilibrado e único, que expressa o potencial desta casta, em plena harmonia com o terroir da Herdade. Produzido sob supervisão dos enólogos David Baverstock e Luís Patrão, Trincadeira 2015 é um vinho agradável e fácil de beber. Possui aroma de fruta madura com sugestões de ameixa, de aromas intensos e persistentes, com acidez equilibrada, textura aveludada. Data ideal para consumo: de 2016 a 2019. O Trincadeira 2015 é importado e distribuído exclusivamente pela Importadora Qualimpor e pode ser encontrado em garrafas de 750 ml nas principais de lojas especializadas do país.
Preço sugerido: R$ 106,00 www.qualimpor.com.br | (11) 5181-4492



VINHO TINTO MONTE VELHO 2015

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A safra 2015 do vinho tinto Monte Velho acaba de chegar ao mercado brasileiro. Leve, elegante e harmoniza muito bem com vários tipos de culinária, Monte Velho é o vinho que melhor traduz a tradição portuguesa, transformada num momento de socialização, para compartilhar com família e amigos. Produzido na Herdade do Esporão, no Alentejo, esse vinho reflete as características do seu terroir e do seu modo de produção, que segue os princípios da produção integrada, rigorosamente adaptados pelo Esporão. Estas práticas sustentáveis são determinantes na qualidade e fertilidade dos solos, na capacidade de proteção natural da vinha e, consequentemente, na qualidade dos vinhos. Hoje, é o vinho mais consumido de Portugal e que melhor representa a região do Alentejo.
Preço: R$ 74,00 

Importadora QUALIMPOR www.qualimpor.com.br | (11) 5181-4492



Vinho do Porto TAYLOR’S SINGLE HARVEST 1966
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A Qualimpor traz ao Brasil, em quantidade limitada e somente sob encomenda, o vinho Taylor´s 1966, terceira safra da Coleção Single Harvest Colheita 50 Anos. Um vinho raro, proveniente de um só ano e que atinge a maturação em velhos cascos de carvalho. A Taylor´s, dentre todas as produtoras de vinho do Porto, é a que possui uma das maiores e mais antigas reservas de vinhos do Porto envelhecidos. A partir disto, decidiu lançar a cada ano um vinho Single Harvest, produzido com uma antecedência de 50 anos. É apresentado na clássica garrafa fosca associada aos famosos Tawnies de idade da Taylor’s e acompanhado por uma linda caixa de carvalho. 
Preço: R$ 1.300,00 
Importadora Qualimpor - www.qualimpor.com.br | (11) 5181-4492



VINHO ROSÉ DEFESA

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Vinho produzido na região do Alentejo pela Herdade do Esporão. De cor rosada muito viva, apresenta um aroma intenso de amoras e cerejas. Acompanha pratos ligeiramente condimentados e saladas de camarão, sendo também um ótimo aperitivo.Um vinho contemporâneo, elegante e intenso ao mesmo tempo. Ideal para ser degustado em qualquer ocasião. Encontrado em lojas especializadas e empórios de todo o Brasil. 
Preço: R$ 100,00
Importadora Qualimpor - www.qualimpor.com.br | (11) 5181-4492

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Confraternização de Fim de Ano de Confraria, com o tema de Grandes Vinhos do Chile.


OS TOPS #1 DA WINE SPECTATOR DESDE 1988 E A LISTA DE 2016

Os tops #1  da Wine Spectator desde 1988:

1988- Château Lynch Bages Pauillac 1985
1989- Caymus Cabernet Sauvignon Napa Valley Special Selection 1984
1990- Beringer Cabernet Sauvignon Napa Valley Private Reserve 1986
1991- Château de Beaucastel Châteauneuf-du-Pape 1989
1992- Château Pichon-Longueville Baron Pauillac 1989
1993- Château Latour Pauillac 1990
1994- Caymus Cabernet Sauvignon Napa Valley Special Selection 1990
1995- Penfolds Shiraz South Australia Grange 1990
1996- Beringer Chardonnay Napa Valley Private Reserve 1994
1997- Fonseca Vintage Port 1994
1998- Château Ducru-Beaucaillou St.-Julien 1995
1999- Chateau St. Jean Cabernet Sauvignon Sonoma County Cinq Cépages 1996
2000- Antinori Toscana Solaia 1997
2001- Tenuta dell'Ornellaia Bolgheri Superiore Ornellaia 1998
2002- E. Guigal Châteauneuf-du-Pape 1999
2003- Paloma Merlot Spring Mountain District 2001
2004- Château Rieussec Sauternes 2001
2005- Joseph Phelps Insignia Napa Valley 2002
2006- Casanova di Neri Brunello di Montalcino Tenuta Nuova 2001
2007- Clos des Papes Châteauneuf-du-Pape 2005
2008- Casa Lapostolle Clos Apalta Colchagua Valley 2005
2009- Columbia Crest Cabernet Sauvignon Columbia Valley Reserve 2005
2010- Saxum James Berry Vineyard Paso Robles 2007
2011- Kosta Browne Pinot Noir Sonoma Coast 2009
2012- Shafer Relentless Napa Valley 2008
2013- Cune Rioja Imperial Gran Reserva 2004
2014- Dow Vintage Port 2011
2016- Peter Michael Cabernet Sauvignon Oakville Au Paradis 2012
2016- Lewis Cabernet Sauvignon Napa Valley 2013

Em 29 anos da série tivemos um vinhos da Austrália, um do Chile e um da Espnha. De Portugal foram dois (ambos Porto), da Itália três (todos da Toscana), oito da França (sendo 5 Bordeaux e 3 Rhône) e treze americanos (1 de Washington, 2 Califórnia, 2 Sonoma e 8 Napa).

Uma distribuição interessante com um ligeiro viés para os vinhos locais que seria de se esperar.

Acesse a Lista 2016 pelo Link: 

http://top100.winespectator.com/

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

SYRAH OU SHIRAZ ?

" SYRAH OU SHIRAZ ? ” –  Estudos e testes mais recentes, comprovam com o DNA que a casta SYRAH tem origem na própria França, ou seja é autóctone do próprio Rhône, descendente de uma cepa da família vitis allogrogica, e que dá origem aos tintos da região desde os tempos do Império Romano. A Syrah é proveniente do cruzamento natural entre as variedades Mondeuse Blanche e Dureza.
            Na original francesa, a casta é mais associada às especiarias; na versão consagrada pela Austrália, a cepa traz aromas de frutas maduras, com notas de chocolate. Seu cacho é de tamanho pequeno a médio, e as bagas são pequenas.
            A casta Syrah entrou na moda recentemente. Há dez anos atrás, ninguém apostaria que ela poderia ser considerada como a melhor uva do mundo. Temos que lembrar que na década de 80, a casta Cabernet Sauvignon não tinha rival. Os vinhos que tinham a Cabernet como base fizeram o sucesso de Bordeaux há séculos. No Rhône, apesar de ser berço de grandes vinhos, a produção era escassa.
            Nos anos 90 os vinhos de Bordeaux alcançam preços astronômicos e o Rhône começou a ficar conhecido. O público amante de vinho, especialmente o neófito buscava vinhos de taninos macios e os sabores de clima quente que evidenciam a fruta madura começaram a ser mais apreciados que os de clima frio (pautados na acidez e tanicidade) e por isso mesmo considerados gastronômicos, ou seja, ideais para acompanhar comida.
            Interessante citar o fato histórico que alguns Chateaux importantes, como Cos d'Estournel, Lafite e Latour- tinham pequena, porém significativas quantidades de Syrah e faziam rotineiramente a operação de "Hermitage"- mesclar syrah com Bordeaux tintos de primeira qualidade para acrescentar-lhes cor e estrutura. "O Lafite de 1795, elaborado com Hermitage, foi o melhor vinho daquele ano", (carta do comerciante Nathaniel Johnston Guestier (princípios do sec. XIX).

v SYRAH OU SHIRAZ? Na França, ela é chamada de Syrah e dá origem aos grandes tintos da Cote du Rhône. No Novo Mundo, ganhou a grafia mais moderna- Shiraz, que é estampada nos rótulos de vinhos de países tãso diferentes como Austrália, África do Sul, Estados Unidos, Chile, Argentina e até no Brasil.
Independentemente do nome, os vinhos criados com a casta são escuros, bem estruturados, complexos e agradam a todo mundo por seus taninos presentes, porém macios, e pelos aromas de frutas escuras maduras, de especiarias e até chocolate, couro e alcaçuz.
            A diferença de nomenclatura não é apenas fonética, mais indicativa de um estilo de vinho e do respeito ao terroir, tratando-se sempre, da mesma cepa.
            Como Syrah, reina absoluta na região norte do Rhône, produzindo os Hermitage, Crozes-Hermitages, Cote-Rotie e Saint-Joseph. São vinhos que tendem a ser mais estruturados e pedem um pouco mais de tempo de guarda. São tintos que demoram a abrir na taça e a revelar todas as suas (muitas) qualidades. E são poderosos. Na sua infância, a Syrah produz vinhos frutados, expressivos e elegantes. Com o tempo a videira evolui e seus vinhos desenvolvem estrutura e textura dos seus taninos.
            No Rhône Sul, a Syrah divide os méritos com outras uvas, sendo muito utilizada em cortes (assemblages) com a Grenache, Mourvèdre, Marsanne e Cinsault, que fazem o sucesso do Chateneuf-du-Pape, num blend de até treze castas diferentes.
            Já a Shiraz resulta em tintos mais frutados, exuberantes, muito agradáveis de beber e que ficam prontos mais cedo – mas que mantém, como na sua origem francesa, a classe de envelhecer com maestria e enconato. Nestes terroirs, seus vinhos logo revelam a riqueza de aromas de frutas vermelhas, como framboesa (principalmente), toques florais, de chocolate e de especiarias – notas de pimenta do reino preta, canela e até cravo-da-índia os associam, frequentemente, a tintos preferidos pelo público feminino.
Mantêm a cor escura, que lhe é característica. Esta uva rica em antocianos chegou a ser acrescentada nos vinhos de Bordeaux e Borgonha para torná-los mais encorpados e densos em cor. Não custa lembrar que, no século XIX, o Hermitage era o vinho mais caro e valorizado da França.
            A dupla grafia faz parte da história desta uva desde meados do século XIX. Em 1832, como Syrah, ela embarcou da França rumo á Austrália pelas mãos do escocês James Busby, que mais tarde ficou conhecido como o pai da viticultura australiana. O novo nome foi dado pelos australianos para a cepa que tão bem se adaptava ao seu terroir. A Syrah era usada para fazer vinhos estilo Porto. Atualmente, ela é a uva oficial e estrela dos grandes tintos do país, aparecendo também em cortes com a Cabernet Sauvignon (principalmente).
            A expansão para as novas fronteiras ganhou força a partir da década de 1970, seja nos países do Novo Mundo, como a África do Sul, e até Itália e na própria França. No Languedoc-Roussillon, no sul da França, por exemplo, ela chega a ser chamada de Shiraz, talvez para diferenciá-la dos tintos do Rhône, e também porque o estilo é mais novomundista. É uma cepa que se adapta a climas variados e se deu muito bem no Brasil, no vale do Rio São Francisco, onde seus vinhos ganham aromas de frutas tropicais como a goiaba.
v DEGUSTANDO A SYRAH E A SHIRAZ - Dentre os fatores determinantes da qualidade do vinho, a variedade da cepa talvez seja o mais fácil de detectar numa degustação às cegas. A maior prova de qualidade de uma variedade de cepa é a sua capacidade de produzir vinhos com aromas e sabores identificáveis, mesmo que esses tenham sido influenciados pelo clima, pelo terroir e pelo tipo de plantio.
            Nos países de grande tradição vinícola, como a França e a Itália, por exemplo, ocorreu, ao longo dos séculos, uma seleção natural de cepas, prevalecendo aquelas que melhor se adaptaram ao micro-clima local. Outros fatores como resistência às pragas, qualidade e bom rendimento foram levados em conta. Essas cepas foram levadas posteriormente a outras regiões do mundo, sendo que algumas se adaptaram e outras, ou não se adaptaram ou perderam a tipicidade que apresentam em seu lugar de origem.
            A Syrah se destaca como uma das grandes uvas que chegaram aos nossos dias. É notável a qualidade dos vinhos que com ela se elabora tanto no sul da França quanto em outras regiões do mundo, notadamente na Austrália, onde se adaptou maravilhosamente e ganhou o nome de Shiraz.
            Os grandes vinhos da uva syrah vêm do norte do Rhône. Lá, em appellations célebres como Hermitage e Cote-Rôtie, a Syrah alcançou seus primeiros êxitos, no começo do século XIX. Seus vinhos chegaram a rivalizar, em prestígio e qualidade, com os grandes tintos de Bordeaux, o que, convenhamos, não é pouco. Hoje os melhores exemplares de syrah do Rhône vêm de uvas de velhas videiras, cultivadas em encostas muito inclinadas.
            Essa variedade se converteu em uma das favoritas do mundo, primeiro pela qualidade dos grandes vinhos franceses e depois pelo sucesso de seu similar australiano (grafado shiraz), que se converteu em uma força global. Atualmente, a syrah é uma das variedades mais extensamente plantadas no sul da França, tendência que se repete na Itália e em Portugal.
            Os vinhos de syrah têm como grande trunfo o poder de seduzir os consumidores com uma intensa sensação de fruta madura, bom volume de boca e taninos agradáveis. Os syrahs franceses, por virem de uma região não muito quente, têm mais acidez e são considerados mais elegantes; os australianos, de clima mais quente, são mais encorpados e dão ênfase à fruta.
            Na América do Sul, estão surgindo vinhos dessa uva no Chile, na Argentina e no Brasil. No Chile, há dez anos, só havia cerca de 20 hectares plantados. Atualmente há quase 3 mil hectares. Durante os primeiros anos de plantio, admitia-se que o syrah só daria bons resultados em zonas quentes, como Aconcagua, Maipo e Colchagua. O vinho tem um estilo australiano clássico, ou seja, bastante fruta madura e doce (lembrando geléia), encorpado, algo como os vinhos do sul da Austrália (Barrosa). No Chile, em Apalta, subzona de Colchagua, a cepa cultivada em encostas de quase 45º de inclinação deu origem a syrahs chilenos de extrema potência e concentração.
            Mesmo na Austrália, há pelo menos 10 anos, se procurava um novo modelo de shiraz, o que o levou a regiões frias, como Margaret River ou Eden Valley. Os australianos, assim como os franceses do Rhône, concluíram que a syrah era uma uva de ótima adaptabilidade, inclusive em climas com brisas frias.
            No final dos anos 90, ela foi plantada no Chile, em locais próximos ao Oceano Pacífico e sob a influência de brisas marítimas frescas (Casablanca e San Antonio). Surgiram, então, syrah chilenos premiados pela crítica e pelos próprios consumidores.
            Na Argentina, em Mendoza, nos solos quentes de pedregulhos em Barrancas, obtém-se syrahs clássicos de clima quente. Já os que vêm do Valle de Uco mostram todo seu frescor, moderado pelas brisas frias dos Andes. Na região de San Juan, onde o clima é bastante quente, têm-se outros exemplos de interessantes syrahs.
            No Brasil, há syrahs de climas quentes produzidos no Vale do São Francisco, onde a uva se adaptou bem. Também começam a aparecer alguns de clima frio, como os vindos de uvas cultivadas na serra de Santa Catarina.
♦ Os syrahs de clima quente têm cor mais evoluída, são vinhos com aromas mais expressivos desde o início, com notas intensas de torrefação, tostado e defumado, misturados a frutas vermelhas maduras e doces. Esses vinhos têm alto teor alcoólico, revelando o sol intenso que amadureceu suas uvas.
♦ Os syrahs de clima frio são vinhos mais fechados no nariz, inicialmente, mas logo vão se abrindo, oferecendo diferentes tons aromáticos: floral (violeta), frutas vermelhas, notas de couro velho (animal), às vezes, grafite, que se misturam com tons sutis de carne (recordam toucinho ou carne-de-sol). Na boca, mostram corpo médio, taninos presentes e uma acidez aguda, que desperta as papilas gustativas.

            Produz vinhos de coloração intensa, bem encorpados e aromáticos e na boca evocam frutas vermelhas (amoras e ameixas). Na Austrália, com o nome de Shiraz, dá exemplares tânicos, apimentados e de boa maturação. É responsável pelos grandes rótulos deste país.

ANAPERENNA 2006 – BAROSSA VALLEY – AUSTRÁLIA

● Vinho da Semana 492016 - ● ANAPERENNA 2006 – BAROSSA VALLEY – AUSTRÁLIA - Quando, em 1888, a família Glaetzer, emigrada da Alemanha para a Austrália se estabeleceu no Vale Barossa, criando uma das primeiras experiências com o cultivo da vinha naquele continente, não poderia fazer idéia da repercussão da iniciativa. A mais nova geração, através de Bem Glaetzer, jovem enólogo da casa, conheceria os píncaros da glória, conseguindo, entre outros tantos louvores, 100 pontos de Robert Parker, com seu Amon-Ra 2006. Ben é filho de outro grande ícone na enologia da Austrália, Colin Glaetzer, fundador da Vinícola em 1995 e autor do legendário vinho E&E Black.
 A Shiraz é a uva símbolo da Austrália, cujos vinhos são os mais desejados de todo o país, especialmente os produzidos em Barossa Valley. Este exemplar, produzido por Ben Glaetzer – o enólogo mais prestigiado da Austrália – recebe uma pequena porcentagem de Cabernet Sauvignon. Segundo Lisa Perrotti, crítica da Robert Parker’s Wine Advocate, Glaetzer Anaperenna Shiraz Cabernet 2012 é um tinto profundamente perfumado e por isso lhe agraciou com cobiçados 93 pontos. Creme de cassis, mirtilo, geleia de cereja, anis, pimenta, defumado e ervas frescas foram são nuances que encontrar no aroma deste vinho. Em boca é encorpado, intenso e carnudo.
            O rótulo foi inspirado na Deusa Romana Ana Perenna e simboliza “ano duradouro”. No dia 15 de março os romanos homenageiam a Deusa em uma festa realizada na primeira lua cheia do calendário romano onde pedem que conceda longevidade e saúde à cada copo de vinho bebido naquele dia. Passa 15 meses em barricas de carvalho francês.
● Notas de Degustação: Cor rubi brilhante. No nariz é muito frutado, com frutas escuras como cerejas e ameixas escuras, compotadas, e nuances herbáceas. Potente no nariz e no paladar, a primeira sensação é de doçura, de licor de ameixa, seguida de notas de sândalo e nuances chocolate e balsâmico. Os taninos são maduros, finos, macios, criando uma textura cremosa e bom corpo. Um vinho com perfil gastronômico, sedutor e que cria clima de meditação.
● Reconhecimentos Internacionais: 93 RP (2012).
● Estimativa de Guarda: um vinho que aguenta fácil 10 anos.
Notas de Harmonização:             Assado de tira, joelho de porco, stinco de cordeiro, risoto de parma, vegetais gratinados. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Em BH – GRAND CRU – Av. Ns. do Carmo, 1650 - Sion  Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3286-2796.

INCÓGNITO CORTES DE CIMA – VINHO REGIONAL ALENTEJANO 2012

● Vinho da Semana 492016 - ● INCÓGNITO CORTES DE CIMA – VINHO REGIONAL ALENTEJANO 2012 – ALENTEJO – PORTUGAL – Costumo dizer que quando o vinho une qualidade e história, o binômio é infalível, resultando em um sucesso estrondoso. Podemos contar a história deste vinho da seguinte forma: Era uma vez um açoriano, da ilha Graciosa, Francisco Correia, que um belo dia de 1888, emigrou para os Estados Unidos, onde foi barbeiro e cortou o cabelo a muitos cowboys famosos, como Wyatt e Virgil Earp. Teve dois filhos e duas filhas e o mais velho dos quatro teve mais filhos e netos. Uma das netas chamava-se Carrie, que se veio a casar com um dinamarquês, Hans Jorgensen.

Engenheiro mecânico, Hans fez fortuna na Malásia, onde conheceu Carrie e, um dia, quis tornar-se viticultor, coisas do destino. Compraram um barco e começaram a viajar pelo mundo à procura do local ideal para plantar a sua vinha. Depois de terem visitado várias regiões do mundo, nomeadamente França (Vale do Rhône) e Espanha, de que não gostaram particularmente, chegaram a Portugal. Foi aí, aqui, cá, que os Jorgensen descobriram o que procuravam, perto da Vidigueira, sul de Portugal. Carrie achou a paisagem muito parecida com a da sua Califórnia natal, e o clima mediterrâneo bem diferente da fria Dinamarca de Hans.

            Tinham chegado a Cortes de Cima, onde, em 365 hectares de terra, não havia uma só videira e onde apenas se produziam cereais, e com uma bela área coberta de oliveiras centenárias. Mas o clima e a simpatia das pessoas foram suficientes para decidirem concretizar ali o sonho de uma vida. Estávamos em 1988. Cem anos depois de Francisco Correia ter ido à procura do sonho americano, o destino colocava Carrie no país de origem do seu bisavô à procura do seu sonho lusitano!
            Antes de plantar as vinhas, em 1991, o seu real objetivo quando comprou as terras, Jorgensen fez-se valer dos conhecimentos de engenheiro mecânico, que havia desenvolvido durante os 21 anos em que trabalhou numa fábrica de processamento de óleo de palma na Malásia, para dotar a futura vinha de uma infra-estrutura apropriada, de uma rede elétrica e uma barragem para irrigação do vinhedo. Ao mesmo tempo, preciso e obsessivamente preocupado com os pormenores, Hans Jorgensen foi atrás dos conselhos de técnicos locais e de especialistas estrangeiros, para saber quais as castas a plantar. Ao contrário de toda a tradição vinícola daquela zona, que só tinha variedades brancas, plantou 50 hectares de castas tintas como aragonês, trincadeira, além de, seguindo as recomendações do viticultor australiano Richard Smart, e indo contra a regulamentação estabelecida, Syrah.
Por isso é que se trata de um vinho histórico, porque foi o primeiro Syrah a ser produzido no Alentejo. Estávamos em 1998, quando a casta ainda não era permitida na região. Daí o nome provocador dado ao vinho, era um Syrah incógnito.
            Na época, a casta Syrah não fazia parte das variedades autorizadas na designação Vinho Regional Alentejano (o que só veio a acontecer em 2002), obrigando Jorgensen a comercializar o vinho sem explicitar a casta no rótulo. Contudo, apesar de a casta Syrah não ser identificada, no contra-rótulo era dada uma pista, mais precisamente um acróstico, para quem soubesse ler na vertical e decifrar o enigma:
Select fruit from
Young vines, well
Ripened,
And hand
Harvested.
            Literalmente: “frutas seleccionadas de vinhas jovens, bem maduras, e colhidas à mão”. Dessa colheita inicial de ‘Incógnito’, em Cortes de Cima, consta que só há… 4 garrafas! Para reforçar, Jorgensen ainda colocou a frase atribuída a Bob Dylan “To live outside the law, you must be honest”, que em tradução livre significa “Para viver à margem da lei, tem que se ser honesto”. Ou num tom ainda mais ético: “Só se pode viver à margem da lei se formos honestos”. Aliás, só é produzido em anos de grandes safras.
            ● Notas de Degustação: cor rubi escuro e profundo, com aromas muito frutados de ameixa compotada, cerejas maraschino, chocolate, alguma nota de balsâmico, um vinho de grande exuberância aromática, com um paladar ainda muito jovem mas com os taninos finos, potente, com a madeira muito bem integrada com os frutos, muito encorpado, de grande estrutura e final cheio, com grande caráter e longevidade. Retro-gosto de grande persistência. 100% Syrah
● Estimativa de Guarda: um vinho que aguenta fácil 10 anos. Atinge seu auge entre 5 a 8 anos em garrafa.
● Reconhecimentos Internacionais: 93RP (2011)
Notas de Harmonização: harmoniza muito bem com as carnes gordurosas tais como a costela de vaca, o javali ou o cordeiro. Queijos de média cura. Servir entre 16 e 18°C.

Onde comprar: Importado pela Adega Alentejana - Em BH é representada pelo Edison Vieira –  (31) 9903- 1474 / E-mail: edinhovsantos@ig.com.br e Antonio Salles –  (31) 9615-2860 / E-mail: sallesmoreira@terra.com.br

domingo, 4 de dezembro de 2016

OS 10 MANDAMENTOS DA BOA ROLHA

OS 10 MANDAMENTOS DA BOA ROLHA (e os 5 maiores pecados):
1. Evitarás surpresas - Ao fazer a reserva, pergunte se o restaurante aceita que se leve vinho de casa e quanto cobra pela taxa de rolha.
2. Planejarás - Pense em que tipo de comida vai comer para escolher que vinho levar.
3. Evitarás as pechinchas - Não pega bem levar garrafas muito mais baratas do que as da carta.
4. Pedirás algo da casa - É de bom tom pedir um coquetel ou espumante da carta para começar a refeição.
5. Sairás do comum - Prefira levar vinhos específicos ou raros (comprados em viagem, por exemplo).
6. Serás discreto - Leve o vinho em uma bolsa e entregue ao maître ou sommelier logo que chegar.
7. Pagarás o serviço - Se o restaurante não cobra a rolha, compense na taxa de serviço. Uma ideia é dar 15% em vez dos 10%.
8. Confiarás no profissional - Deixe que o sommelier faça o serviço do vinho.
9. Comerás bem - Para conhecer melhor seu vinho, peça entrada, prato e sobremesa, e analise as diferentes experiências de harmonização.
10. Compartilharás - Sempre ofereça ao sommelier uma dose do seu vinho. Para ele, será uma oportunidade de aumentar o repertório.

OS PECADOS :
1. Programação - Nunca apareça com várias garrafas em um grupo grande sem avisar.
2. Etiqueta - Não leve garrafas menores que as de 375 ml ou maiores que as magnum ( de 1,5 l).
3. Abaixo às caixas! - Não leve vinho em caixa, tipo bag-in-box.
4. Mesmos valores - Não leve vinhos mais baratos que os pratos do restaurante; vinho barato só em restaurante barato.
5. Garrafas abertas - Não leve garrafas abertas.

TAMANHO É DOCUMENTO:

O tamanho das garrafas também devem ser levados em cosideração na hora levar o seu próprio vinho para beber em um restaurante.  Não leve garrafa menor que a de 375 ml ou maior que magnum (1,5 l). As permitidas: Meia garrafa (375 ml); Jennie (500 ml); Padrão (750 ml) e Magnum (1,5 l). As proibidas: Piccolo (187,5 ml); Magnum dupla (3 l); Jerobão (4,5 l); Imperial ou Matusalém (6 l); Salmanazar (9 l); Balthazar (12 l) e Nabucodonosar (15 l). (Fonte - ISABELLE MOREIRA LIMA -  ESTADÃO – CADERNO PALADAR –  27/11/2016).