sábado, 11 de abril de 2015

VINHOS & SABORES DE PORTUGAL EM BH


VINHO E SABORES DE PORTUGAL 2015


VENHA SABOREAR OS MELHORES PRODUTOS ENOGASTRONÓMICOS PORTUGUESES.


BELO HORIZONTE

25-26 ABRIL / EDIFÍCIO MIRANTE

Um verdadeiro intercâmbio cultural e comercial entre Brasil e Portugal acontece na terceira edição do evento Vinho & Sabores de Portugal. Mais de 40 produtores de vinhos, azeites e embutidos, além de comida típica da Taberna do Baltazar e sobremesas deliciosas da Doces de Portugal. Destaque para a presença do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Portugal, o Exmo. Sr. Dr. Luís Campos Ferreira, na sessão de abertura.

INGRESSOS


• Por dia: R$ 70,00 (incluso uma taça)
• Passaporte para os dois dias: R$ 100,00 (incluso uma taça)
• Filiados do Senac, Câmara Portuguesa de MG ou com folheto carimbado do Verdemar e Casa do Vinho: R$ 50,00 (incluso uma taça)
• Degustações comentadas e showcooking: de R$ 50 a R$120,00

COMPRA ANTECIPADA DE INGRESSOS – R$50

(Válido até ao dia 24 de Abril. No dia do evento, lembre-se de levar o comprovante de pagamento)

VINHOS & SABORES DE PORTUGAL EM BH

Pela primeira vez em Belo Horizonte, evento Vinhos & Sabores de Portugal promete atrair mais de três mil pessoas

Nos próximos dias 25 e 26 a cidade de Belo Horizonte recebe a terceira edição do evento organizado pelo Grupo Opal. Com o apoio da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, o projeto Vinho & Sabores de Portugal contará com cerca de 40 produtores de vinhos, azeites, embutidos e outras iguarias portuguesas.

Esta é a primeira edição realizada na cidade mineira, estima-se que mais de três mil pessoas compareçam ao evento. A programação inclui outras atividades como: degustações comentadas e aulas de gastronomia com o chef Hélio Loureiro, cozinheiro da delegação da Seleção Portuguesa de Futebol.


O evento acontecerá no Edifício Mirante, complexo Paisagem Escritório Parque, na Rua Roma, 26, Santa Lúcia (acesso pela Avenida Raja Gabaglia), os ingressos custam de R$ 50 a R$ 100 e quem comprar até o dia 24 terá desconto de 20 reais. 

As vendas serão efetuadas pelo site: www.vinhoesabores.com.br, na Avenida do Contorno, 4520, 7º andar e no local do evento.

domingo, 5 de abril de 2015

VINHO & SABORES DE PORTUGAL - BH/MG - 25 E 26 DE ABRIL


MONTES ALPHA SYRAH 2010 – VALE DE COLCHAGUA - CHILE

Vinho da Semana 14/2015 ● MONTES ALPHA SYRAH 2010 – VALE DE COLCHAGUA - CHILE – A Viña Montes é um dos maiores nomes do Chile, elaborando fantásticos tintos e brancos, de muita personalidade e imbatível relação qualidade/preço. Sua reputação no Brasil e afora é enorme e seus vinhos estão sempre entre os melhores da América do Sul. O produtor foi o pioneiro dos vinhos de alta qualidade no Chile, quase duas décadas atrás. Viña Montes é uma verdadeira colecionadora de prêmios e altas notas. Em seu guia de vinhos, Hugh Johnson se desmancha em elogios à vinícola e afirma: "the best in Chile".
Este extraordinário tinto é o vinho de menor produção de toda a linha Montes Alpha. Foi indicado pela Wine Spectator como um dos vinhos de melhor relação qualidade/preço em todo o mundo, com 90 pontos. Já foi indicado para a prestigiosa lista dos "100 Melhores Vinhos do Mundo" da publicação. Para a Wine Enthusiast "é consistentemente um vinho que merece notas altíssimas, descrevendo o Syrah como "repleto de aromas de café, framboesas, ameixas e cravo; um vinho profundo e cheio de nuances".

● Notas de Degustação: corte de Syrah (90%), Cabernet Sauvignon (7%) e Viognier (3%), feito a partir de colheita manual nos vinhedos La Finca de Apalta, no Vale de Santa Cruz (Colchagua). As uvas são fermentadas em cubas de aço inoxidável com temperatura controlada. A fermentação malolática ocorre nas cubas. Depois maturam por 12 meses em barricas de carvalho francês. Cor rubi, límpido e brilhante, mostra lágrimas grossas e abundantes. No nariz aparecem as frutas vermelhas maduras, com notas de especiarias o toque de mentol chileno. Alcoólico no nariz e na boca, com taninos ainda aparentes, mas que não chegam a incomodar, boa acidez, corpo médio a encorpado. Fim de boca com boa persistência e razoavelmente longo.
● Guarda: entre 5 a 10 anos. Eu prefiro beber mais jovem, no limite dos 5 anos.
● Reconhecimentos – Wine Spectator: 90 pontos (07)/ Robert Parker: 90 pontos (07)/ Robert Parker: 91 pontos (06)/ Wine Spectator: 92 pontos (05) Top 100 ''Smart Buy'' / Decanter: "Altamente Recomendado" (06)/ RP 91 (2010).
Notas de Harmonização: Carnes vermelhas, churrasco e cordeiro.
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC

Onde comprar: Em BH: MISTRAL - Rua Cláudio Manoel, 723 - Savassi - BH. Tel.: (31) 3115-2100.

VINHO TANDEM 2010 - MARROCOS

Vinho da Semana 14/2015 – TANDEM 2010 - MARROCOS – O Tandem é produzido por Alain Graillot, francês considerado o melhor vinicultor de Crozes-Hermitage, na França, e Jacques Poulain, da empresa Domanine des Ouled Thaleb, do Marrocos. Isto mesmo, quer conhecer um vinho de país exótico? Comece pelo Tandem ... Foi a partir do início das importações dos vinhos de Graillot, da França, que a World Wine resolveu experimentar o vinho marroquino. Graillot resolveu produzir no Marrocos, na região das montanhas Atlas, e deu certo. A World Wine resolveu começar a importar o Tandem, então, por estratégia de marketing.
            O vinho fez mais sucesso do que era esperado. A região, onde o Tandem é produzido, tem solo aluvião-calcário e temperaturas altas durante o dia, com noites frescas, o que ajuda no amadurecimento lento e gradual das uvas. As videiras são orgânicas e 60% do vinho passa por envelhecimento em barris de carvalho.

● Notas de Degustação: cor rubi vivo, límpido e brilhante. No aroma e paladar se mostra elegante, com boa complexidade, combinando frutas vermelhas e negras (amoras, cerejas, ameixas e morangos e framboesas), com uma nota de especiaria como de cravo da Índia, canela e baunilha. Mostra boa passagem por madeira, sem que isso seja defeito, pelo contrário, é daqueles casos (cada vez mais raros) em que o carvalho acrescenta ao vinho não só os aromas característicos de baunilha, mas complexidade e elegância. No paladar mostra boa acidez, taninos macios e bom equilíbrio. Um vinho de perfil maduro, sem ser enjoativo, até porque a acidez não deixa isso acontecer.  
● Guarda: prefiro-o com até 5 anos de safra.
Notas de Harmonização: pratos como pato com molho de frutas vermelhas, ensopados, cordeiro com tempero picante e queijos com características herbáceas.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC

Onde comprar: Em BH: EMACO - Avenida do Contorno 2684 - Santa Efigênia – Tel.: (31) 3317-3499  e  (31) 9692-3499. Comprei este no EMPORIO PARAISO - Rua Ministro Orozimbo Nonato, 215 lj 8 e 9 - Vila da Serra - Nova Lima/MG – Tel.: (31) 3786-3119. O preço na etiqueta é antigo. Desde então houveram aumentos de forma que o valor atual do vinho pode ser outro, completamente diferente deste.

O VINHO DA ÚLTIMA CEIA


Ano passado, escrevi sobre o “VINHO DA ÚLTIMA CEIA”, e novamente alguns novos leitores do VINOTICIAS me perguntam qual teria sido o vinho bebdio por Jesus em sua última refeitção. Os judeus produziam vinho desde os tempos pré-Bíblicos. Chegaram, na Antiguidade, a exportar vinho para o Egito e várias cidades do império romano. Quando os muçulmanos conquistaram a Palestina em 636 da era cristã, impuseram uma proibição ao vinho (e ao álcool em geral) por 1.200 anos. A produção só recomeçou em 1870.
Atendendo a pedidos, pesquisei como teria sido a SANTA CEIA, registrada no Novo Testamento por São Marcos e São Mateus, sem citar o que foi comido, ou que vinho foi bebido. Essa refeição celebrava o Pessach, a Páscoa Judaica, a festa do pão sem levedo, palavra que em hebreu significa proteção, "passagem", "passar sobre" e deriva de instruções dadas por Moisés ao faraó Ramsés III, há 3.000 anos.
Moisés falou ao faraó que se não libertasse os judeus, os primogênitos no Egito seriam mortos. Para se proteger, os israelitas foram instruídos a marcar suas casas com sangue de cordeiro. Assim suas casas seriam identificadas e o problema "passaria sobre" elas. A Páscoa cristã deriva da judaica. Nelas, o vinho e o pão são fortes símbolos, com sentidos diferentes.
No cristão, o corpo e o sangue de Cristo, representados pelo pão e pelo vinho, remetem à salvação do espírito e à vida eterna. No judaico, o pão sem levedo, o matzo, é servido para lembrar a pressa com que os hebreus tiveram que preparar o seu êxodo do Egito. E quatro taças de vinho são obrigatoriamente bebidas, cada uma simbolizando uma ação relativa à redenção do povo de Israel, em períodos distintos da ceia do Pessach. E a cada taça é feita uma benção, o "kiddush", "santificação". Uma quinta taça é deixada sobre a mesa para ser bebida pelo profeta Elias (Elijah). Dizem que ele vai de porta em porta anunciando a vinda do messias judaico. Estima-se que existam cerca de 13 milhões de judeus em todo o mundo. Assim, faz sentido pensar que o profeta, acabada a noite de Páscoa, vai dormir alegre e profundamente até o próximo ano. Para um rabino citado por Hugh Johnson, o vinho "ajuda a abrir o coração ao raciocínio". O objetivo, portanto, não é a inspiração, nem a embriaguez.
A comemoração da Páscoa é uma data móvel, referência para outras festas, como o Carnaval. A regra anual é festejá-la no domingo que segue a primeira lua cheia do outono - ou primavera no hemisfério norte. E assim acontece desde o ano de 325. A decisão foi tomada pela Igreja Católica Romana, e causou discussão, pois coincidia com festas pagãs que celebravam o início da primavera em alguns povoados europeus. Os deuses celebrados eram Ostera e Esther – daí o termo Easter (Páscoa em inglês).
A "democracia religiosa" é tanta, que nenhuma outra data mundial é comemorada por tantas crenças diferentes. Para a comunidade judaica a festa Pessach ou Passover tem a duração de oito dias. Durante séculos a principal comemoração católica foi a Páscoa - e não o Natal como hoje. A maior diferença entre as datas é a seqüência de fatos que as envolve. A Páscoa inclui momentos como o Domingo de Ramos, a Santa Ceia, Lavagem dos Pés, Morte e Ressurreição - em um ritual que permanece por uma semana.
Na Páscoa Cristã, São Tomás de Aquino, o grande filósofo do século 13, explica o sentido do vinho: ela só pode celebrar-se "com vinho da videira, pois essa é à vontade de Cristo Jesus, que escolheu o vinho quando ordenou tal sacramento [...] e também porque o vinho da uva constitui de certo modo uma imagem do efeito do sacramento. Refiro-me à alegria espiritual do homem, pois está escrito que o vinho alegra o coração do homem".
Os cristãos de Corinto, “das cidades gregas a menos grega e das colônias romanas a menos romana”, associaram a Santa Ceia como uma refeição tomada em grupo. Cada família providenciava o seu próprio alimento. Os mais abastados levavam comida sofisticada e em maior quantidade. Os mais pobres levavam comida simples e em menor quantidade. Os pratos dos ricos não eram misturados com os pratos dos pobres. Os mais gulosos começavam a comer antes dos outros e ficavam empanturrados e outros, com fome. Alguns bebiam além da medida e ficavam bêbados. Tudo mostra a grande hipocrisia destes cristãos e a Santa Ceia, virando uma profanação. Diante de tão grande irreverência, São Paulo registrou em sua primeira carta, escrita lá pelo ano 55: “As reuniões de vocês mais fazem mal do que bem”. A cerimônia da qual participavam de forma alguma poderia ser chamada de Ceia do Senhor, tendo se transformado em comes e bebes. Uma ceia “indigna”, uma vez que ela estava comprometida com glutonaria, bebedeiras e discriminação (1 Co 11.17-34).
Coelho e Chocolate: A imagem do coelho tem influência anglo-saxônica e representa a fertilidade. Essa característica era associada ao animal desde o antigo Egito, pela rapidez de sua reprodução. A Igreja aplica-a no sentido da multiplicação de fiéis. Registros indicam a região francesa da Alsácia como uma das primeiras a integrar o coelhinho nas comemorações de Páscoa, em 1215. A tradição de decorar ovos provém dos povos egípcios e persas, sempre com o significado de nascimento. A Igreja adotou como símbolo da Páscoa no século 18, mas a função era unicamente decorativa. Os Maias, e posteriormente os Astecas acreditavam que o cacau era o alimento dos deuses. Por isso, talvez o cacau e o chocolate sejam míticos até hoje...". e explique porquê chocolate e vinho despertam tantas paixões. Sendo um alimento dos deuses, não foi difícil associar uma imagem á outra.

Desejo que vocês tenham na Santa Ceia um ato de profunda reflexão pela Paz, com vinhos na medida certa. Feliz Páscoa!