Espino
Chardonnay 2010 – Vinho produzido no Vale do Maipo, no Chile, pelo grande mestre de
Chablis William Fèvre, considerado um “Papa” quando o assunto é este estilo de
vinho branco. Há alguns anos, instalou-se no Chile para algumas experiências
enológicas criando vinhos de excelente relação qualidade-preço a partir de
vinhedos em Pirque, Alto Maipo. Notas de
Degustação: Cor amarelo bem claro, límpido, cristalino. Nariz de boa intensidade
(cítricos, pêssego e abacaxi), num vinho fresco, leve e fácil de beber e gostar.
Tanto pode ser usado como um vinho para a beira de piscina (ou praia) num dia
quente de verão, como para acompanhar pratos de preparação mais leve. Passa 6
meses em barrica, o que dá boa integração de madeira (e um aroma de especiaria doce de baunilha ao
vinho), e que não lembra em nada chardonnays pesadões. Harmonizações: bom para acompanhar comida japonesa, peruana
(cheviches), ostras, crustáceos, pizzas de salmão, peixes de carne branca,
preparações com frango grelhado e carne de porco. Muito versátil. Estimativa de Guarda: Melhor beber
jovem. Não guarde !!!. Referencia de
Degustação na Confraria CARPE VINUM: Nota Mediana – 88/100. 8 Votos como
Melhor Vinho Branco da Noite. Melhor relação qualidade-preço da noite.
Dicas de Vinho, Enogastronomia, Eventos, Roteiros de Viagens e Promoções por Marcio Oliveira.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Amayna Sauvignon Blanc 201
Amayna
Sauvignon Blanc 2010 – Vinho produzido pela Viña Garcés Silva, na região de Leyda, no Vale
de San Antonio, Chile. Uvas: 100% Sauvignon Blanc. O vinhedo está em Leyda, na
região de San Antonio, bastante fria, situada próximo do Oceano Pacífico e
sofrendo influência direta das brisas domar. Vinificação em cubas de aço inox.
Teor alcoólico: 14,5%. Notas de
Degustação: Cor amarelo bem claro. Nariz intenso e muito perfumado, com
notas minerais, florais e de frutas brancas maduras (lembra maracujá azedo), e
toque de ervas frescas. O paladar é encorpado, com boa acidez que garante
frescor ao vinho, toque mineral, cítrico, levemente salino (comentei que se usa
ervas desidratas para dar nota de sal a comidas, evitando-se salgar com o
mineral marinho). Um vinho elegante e austero, ao contrário daqueles que
fazem-se notar pelo excesso de frutas tropicais. O retro-gosto é longo,
intenso, perfumado, no mesmo perfil do aroma. Harmonizações: bom para acompanhar comida japonesa, peruana
(cheviches), ostras, crustáceos, peixes de carne branca, preparações com frango
grelhado e carne de porco. Muito versátil. Estimativa
de Guarda: 4 anos fácil. Melhor beber jovem. Não guarde !!!. Referencia de Degustação na Confraria CARPE
VINUM: Nota Mediana – 90/100. 7 Votos como Melhor Vinho Branco da Noite.
O ICE WINE DE PEDRO LEOPOLDO
O ICE WINE DE PEDRO LEOPOLDO
Há cerca de dez anos a Zenithe Travelclub começou a realizar roteiros visitando vinhedos pelas várias regiões vinícolas do mundo, nos quais tenho atuado como guia e consultor em vinhos. O grupo de participantes destes roteiros foi crescendo e criando uma rede de amizade entre amantes de vinho que ultrapassou as fronteiras meramente mineiras, ou do interesse apenas pela bebida de Baco. Não conheço outro alimento que crie um espírito de confraternização tão sublime e generosa entre as pessoas como o vinho, gerando alegria e energia palpáveis.
Há membros do grupo residentes em Porto Alegre , Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro, Juiz de Fora, Brasília, Belo Horizonte e Pedro Leopoldo. Recentemente o grupo passou a reencontrar-se independente dos roteiros vinícolas, criando uma agenda de almoços e jantares, nos quais a amizade vai sendo vivida entre degustações e harmonizações.
Há bons motivos para reunir-se; entre eles, a comemoração de aniversários, como foi o caso do nosso amigo Antonio Rafael, que conseguiu juntar boa parte da confraria em Pedro Leopoldo /MG, nesta noite de sábado (19/01).
Havia um belo roteiro de vinhos e petiscos, passando por espumantes, e depois rótulos brancos e tintos, no qual o Toninho pediu-me para ajudar nas harmonizações, avisando-me que reservava para o final, uma surpresa: algumas garrafas de “ice wine” para dividir com os presentes.
Começamos com espumantes nacionais, passando por brancos argentinos, Vouvrays e Bordeaux branco, que fizeram bela companhia para queijos, pães, terrines, “tapas” e um delicioso bobó de camarão. Em seguida, uma paleta de cordeiro servida com malbecs, Bordeaux tintos e Brunello. Que mais esperar, ou pedir?
Toninho pediu então que servisse o ice wine, em meio ao sarau que já havia sido formado, pois a alegria e energia do momento era palco para declamação de poesias. Alimento do corpo, o vinho também embevecia a alma, que não era pequena!
O “ice wine” é um vinho raro (e geralmente caro), considerado uma obra-prima da vitivinicultura, inicialmente produzido apenas na Alemanha com o nome de “einswine – vinho único”. É produzido a partir de uvas que foram deixadas na videira para uma colheita tardia, muito para além da época normal, congelando devido às baixas temperaturas do Inverno nessas regiões. Os açúcares e outros sólidos dissolvidos não congelam, mas a água sim, criando um mosto mais concentrado, prensado a partir das uvas ainda congeladas. Os cristais de água ficam na prensa resultando numa quantidade menor de vinho, muito mais concentrado, muito doce e com elevada acidez.
O sucesso do vinho na Alemanha (já era conhecido no final do século XVIII), fez com que interesse pelo produto chegasse ao Canadá nos anos 70, e lá a produção cresceu de tal modo que a partir de 90, o país tornou-se o líder mundial.
As regras de produção são rígidas, para garantir a qualidade do vinho: as uvas não devem estar afetadas pela Botrytis cinerea ou podridão nobre – como é o caso das uvas com que se fazem outros vinhos de sobremesa, como o Sauternes ou o Tokay –, devendo estar sãs. Esta condição garante o frescor e sabor concentrado de geléia de laranja, damasco, manga ou abacaxi que o vinho costuma mostrar.
Quando as uvas estão maduras, as parcelas do vinhedo dedicadas à produção de ice wine são parcialmente desfolhadas e envoltas em plástico (respirável) ou redes para proteger as uvas de aves esfomeadas. Estes dispositivos foram introduzidos nos anos 60 e, sem eles, seria praticamente impossível reter as uvas na videira. A colheita se inicia em Dezembro ou até Janeiro (mas não pode ser feita antes de 15 de Novembro), de forma manual, com as uvas congeladas, e que deverão ser prensadas num processo contínuo sempre a temperaturas de -8° Celsius ou menores. Por isso, a vindima é feita muitas vezes durante a noite ou madrugada para garantir a temperatura necessária, que anda normalmente entre os -10° e os -13° Celsius para se conseguir o açúcar e sabor ideais.
As uvas, mosto e vinho não podem ser refrigerados artificialmente em nenhuma fase do processo, exceto no tanque de refrigeração durante a fermentação e/ou a estabilização a frio antes do engarrafamento.
O vinho que degustamos foi um Inniskillin feito com uvas Vidal. Há ice wines canadenses produzidos a partir de variedades européias, como a Riesling, considerada a casta mais nobre pelos produtores alemães. A Vidal é muito popular na Columbia Britânica e no Ontário reina a Cabernet Franc. Os produtores experimentam outras castas brancas, como Seyval Blanc, Chardonnay, Kerner, Gewurztraminer, Chenin Blanc, Pinot Blanc e Ehrenfelser, ou tintas, como Merlot, Pinot Noir e Cabernet Sauvignon.
Por conta do baixo rendimento o “ice wine” é comercializado em meias garrafas (375ml) ou de 200ml.
Noutros países, onde não existem regras ou elas são claramente menos restritivas, alguns vinicultores usam a crio-extração (ou seja, o congelamento mecânico) para simular o efeito de congelamento da uva e, normalmente, não deixam as uvas na videira por tanto tempo como para os ice wines naturais. Estes “vinhos de gelo” não tradicionais são muitas vezes referidos como os vinhos de “geleira”.
Fim de festa que deixou em todos, um paladar intenso, complexo e gostoso de “quero mais”. Um aniversário que marcou a todos pela elegância e gentileza do Toninho, servindo aos amigos o “ice wine” de Pedro Leopoldo!
domingo, 13 de janeiro de 2013
10 DICAS DE OURO PARA COMPRAR BONS VINHOS
“ 10 DICAS DE OURO PARA COMPRAR BONS VINHOS ” – Com a profusão de promoções de vinho que acontecem no início do ano, alguns leitores solicitaram que eu fizesse uma lista de dicas para comprar bons vinhos, procurando escapar de armadilhas que às vezes são usadas para vender vinhos que já estão em seu período de declínio, ou terão importação descontinuada, ou porque não atenderam os objetivos de venda. O tema é complexo, pois já começa com o termo “bom vinho”, que é subjetivo. Entretanto, comprar é um ato objetivo, e levamos à frente a idéia, indicando as seguintes dicas:
1: PROCURE CONHECER AS CHAVES DA QUALIDADE DE UM VINHO: Marketing pode criar várias expectativas quanto ao vinho que está na garrafa, relacionando notas de degustações, predicados e indicações de especialistas, ou simplesmente dizendo que o vinho ganhou Medalha de Prata num Concurso Internacional. Mas o que realmente está dentro da garrafa? Vinho feito a partir de uvas maduras. Uma informação importante e nem sempre presente nos rótulos são as chaves primárias da qualidade do vinho: a casta que produziu o vinho, a origem das uvas (país, região, vinhedo), a safra e o nome do produtor (que em algumas situações é importantíssimo). Os europeus imaginam que você sabe tudo sobre vinho, e simplesmente pela menção do nome da região !. Borgonha tinto sempre é produzido com Pinot Noir. Borgonha Branco é feito com a Chardonnay. Nem todo mundo é connaisseur. Assim, os produtores do Novo Mundo, por não terem vinhedos com a fama dos terroirs europeus, deram notoriedade ao nome da casta. Se você gostar de Cabernet Sauvignon possivelmente apreciará tanto o francês quanto o chileno ou o norte americano. Na Borgonha, saber o nome do produtor é fundamental, pois a distância de 500 metros entre um vinhedo e outro pode influenciar em uma centena de euros o preço do vinho. Conhecendo e entendendo como os vinhos variam de qualidade em função das uvas e das regiões de origem você já tem uma primeira base para escolher seus bons vinhos.
2: ANTES DE COMPRAR, PROCURE AS OPÇOES DISPONIVEIS NO MERCADO: Já que você deseja variedade, qualidade de atendimento e o melhor preço da cidade, a regra básica é conhecer o que esta disponível no mercado. Leia o maior volume de informação possível, circule pelas lojas e importadores. Pesquise na Internet. Participe de fóruns que dão dicas sobre vinhos. Compre onde achar a sua melhor opção.
3: PROCURE POR PROMOCOES, MAS MUITO CUIDADO COM LIQUIDAÇÕES ... Grandes quantidades de produtos exigem boa capacidade de negociação, compra e estocagem. Neste sentido, grandes redes de vinotecas e supermercados podem oferecer promoções atraentes. Lembre-se, entretanto, que quantidade pode não rimar com qualidade. Preste atenção em como os vinhos estão dispostos nas prateleiras. Para vinhos do dia-a-dia, com alta rotatividade de vendas, garrafas dispostas horizontalmente e um ambiente climatizado poderá ser dispensado. Provavelmente será nas menores adegas que você encontrará um atendimento superespecializado e vinhos fora de série, mas o preço pode ser mais alto do que nas grandes redes. Circule para conhecer o mercado.
4: COMPRE OS VINHOS DE GUARDA NO MOMENTO QUE CHEGAM AO MERCADO: As compras de vinhos de guarda terão melhores preços na época de chegada no mercado. Na medida em que seus predicados forem confirmados, conforme envelhecimento e afinamento na garrafa for acontecendo, os preços subirão !
5: SE FOR NOVIDADE, PROVE ANTES DE COMPRAR: Antes de se decidir pela compra de uma caixa de vinhos que nunca degustou, prove antes. Lembre-se que o que é qualidade para uma pessoa, pode não ser para outra! Ser feito com sua uva predileta pode não ser representativo, pois todo vinho espelha as questões particulares das regiões de produção, da safra, bem como a intenção do produtor ao vinificar a colheita. Participe sempre que puder de degustações nas lojas, e não tenha receio de provar novidades. Saia da rotina!
6: DESCONFIE DE GRANDES PROMOCOES: No mundo do vinho, desconfie de promoções com grandes descontos. Para vinhos brancos do dia-a-dia, três anos é uma idade razoável, considerando que você beberá o vinho em até um ano. Para tintos, considere cinco anos como uma idade ideal. Veja com cuidado um vinho branco com mais de cinco anos em oferta, especialmente se perderam sua tonalidade jovial. O ideal será provar uma garrafa, ou até mesmo duas, antes de comprar uma caixa. Claro que há exceções a esta regra, mas em geral estes vinhos não são tão acessíveis como se pensa!!! Além disto, sob o meu ponto de vista, quem concede um desconto de 50% para o preço de venda de um vinho dá uma idéia de quanto está tendo como margem de lucro!
7- COMPRE DIRETO DE PRODUTORES OU IMPORTADORES: Comprar direto do produtor, ou do importador oficial do vinho pode resultar em belos descontos. Desconfie de vendedores que digam que este é o melhor vinho que você vai beber na sua vida. Espero que sua vida seja longa e cheia de descobertas prazerosas. Pesquise antes de comprar.
8: CONSIDERE TODA A INFORMAÇÃO COMO UM GRAO DE SAL: Se pretender investir na compra de vinhos, recolha toda a informação possível sobre o que deseja comprar. Melhores produtores, melhores regiões, melhores safras, melhores preços. Tenha em mãos os guias regionais. Só então vá para a etapa da compra em si. Um grão de sal a mais pode desandar a comida; um a menos pode fazer toda a diferença!
9: COMPRE VINHOS PARA BEBER E NAO APENAS COMO INVESTIMENTO: E tão difícil ganhar dinheiro investindo em vinho como em qualquer outro tipo de investimento. Defina se você quer beber pelo prazer de desfrutar uma bela taça de vinho junto com amigos, ou se seu relacionamento com o vinho será por mero investimento. Os dois caminhos são válidos, mas pessoalmente prefiro imaginar que o melhor lugar para guardar vinho é na lembrança, naturalmente depois de bebido!.
10: CONSIDERE OS LEILÕES COMO UMA FONTE DE VINHOS MADUROS: Leilões podem ser boa fonte de vinhos de safras antigas, indisponíveis em lojas e importadores, ou oportunidade de comprar vinhos por preços interessantes. Tenha certeza da origem e do estado de conservação dos vinhos antes de sair arrematando as garrafas. São famosos os casos os casos de vinhos falsificados e vendidos por cifras astronômicas em leilões de casas de alto conceito na Europa.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
3 a 17 JUN 2013. ALEMANHA VINHOGOURMET EXPERIENCE.
● 3 a 17 JUN 2013. ALEMANHA VINHOGOURMET EXPERIENCE. Uma viagem buscando paladares e aromas dos tesouros vitivinícolas alemães percorrendo vários dos seus vales vitivinícolas mais significativos, visitando e degustando alguns dos seus ícones e outros ainda desconhecidos, sem faltar excelentes experiências gastronômicas e culturais. Paisagens únicas num país onde os rios são da máxima importância na sua viticultura, estando estas regiões visitadas nas confluências destas grandes estradas fluviais como são o Reno (Rhein) e Mosela (Mosel) e seus afluentes do Meno (Main), Ahr, Sarre (Saar) e Ruwer. Visitas nas cidades históricas como Frankfurt, Koblenz e Colônia, com todos os seus pitorescos vilarejos. As encostas ensolaradas das regiões vinícolas da Alemanha são um prazer não apenas para os apreciadores do vinho, pois as paisagens montanhosas, cortadas por rios e vilarejos vinícolas também são destinos procurados por quem gosta de caminhar e andar de bicicleta. A produção de vinho na Alemanha é feita em áreas pequenas e, em grande parte, ainda com trabalho manual. Isso é que determina a qualidade dos vinhos – e contribui para o caráter idílico das paisagens. Na Alemanha existem 13 regiões vitivinícolas, chamadas de “Anbaugebiete”, estando programadas visitas no:
RHEINGAU. O Reno flui de sul a norte, e graças a um capricho da natureza, ao oeste, na altura do vilarejo de Hochheim, na confluência com o rio Meno, próximo a Wiesbaden e Maguncia (Mainz), logo após Frankfurt (nossa porta de entrada), o rio vira quase que num angulo reto ao oeste, ao se encontrar com os Montes Taunus, fluindo de leste ao oeste até Bingen e Assmannshausen, logo após do famoso _“RHEINWINKEL”, _o “Cotovelo do Reno”, onde novamente vira estrepitosamente para o norte para iniciar o Reno Médio (Mittelrhein). Esse trecho da ladeira direita do rio, de aprox. 45 kmts., é o que conforma esta denominação, sendo esse capricho o que tanto beneficia esta região. Suas encostas íngremes da margem direita (porém não tanto como no Mosela) estão completamente orientadas para o sul com uma excelente exposição ao sol, protegidas ao norte por esses montes que evitam os ventos frios do norte e sua vez, o Reno, que aqui tem uns 800 mts. de largura, atuando como um espelho que reflete o sol sobre os vinhedos. São excelentes condições naturais. Aqui se produzem os Rieslings de maior excelência e reconhecimento no mundo em todas as suas modalidades e predicados, desde os “Kabinett” secos, passando pelos “Auslese” de uvas tardias, secos ou botritizados, “Beerenauslese”, doces afetados pela podridão nobre, “Trockenbeerenauslese” de uvas passas por sobrematuração ou os “Eiswein”, de uvas saudáveis, mas vindimadas e prensadas quando geladas de forma natural. Sem dúvida é região mais conhecida e importante da Alemanha. Não é a toa que só nesta região desde 1999 existe a denominação específica de qualidade de “ERSTES GEWÄCHS” (um termo cujo significado é similar ao conceito francês de Premier Cru na França) exclusivamente em determinados vinhedos para as castas Riesling e Spätburgunder (Pinot Noir), esta última cada vez ganhando mais expressão. Hoje um terço do Rheingau, umas 1.100 ha ., são Erstes Gewächs. Ficam aqui as famosas propriedades aristocráticas, históricas e monásticas provenientes da Idade Média como Schloss Johannisberg, Schloss Vollrads e Kloster Eberbach (este último um Mosteiro). Há também excelentes propriedades familiares que estão colocando-se na vanguarda como Georg Breuer, Peter Jakob Kühn, Franz Künstler, Domdechant Werner, Balthasar Ress. Robert Weil e até os vinhos monásticos da Abadia de Sta. Hildegard von Bingen, canonizada por Bento XVI em Maio de 2012. São as próprias monjas que fazem a colheita!
MITTELRHEIN. É a denominação para o curso do Reno Médio onde os romanos foram os primeiros a plantar vinhedos, estendendo-se por uns 100 kmts. por diferentes vales intermitentes desde o sul, entre inúmeros vilarejos da Idade Média e Castelos, a partir de Assmannshausen no Rheingau, até Bonn, antiga capital da RFA, no norte com o afluente do Rio Lahn. A Riesling também é a uva mais plantada, seguida da Müller-Thurgau e Kerner entre as brancas. E a tinta, a Spätburgunder (Pinot Noir) vem cada vez ocupando mais espaço. A área de "Siebengebirge" (literalmente, "sete montanhas") e a "Loreley" dividem a região vinícola oficialmente em duas zonas. A zona sul desta paisagem cultural única, marcada pelo cultivo do vinho, entre Koblenz e Bingen, foi nomeada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade em 2002. Isso serve de motivação para que os vinicultores conservem o cultivo nas encostas íngremes. Na nossa jornada será percorrida a parte meridional desta denominação, conhecida como o Vale do Alto Médio Reno, um das mais grandiosas e antigas paisagens culturais. Navegaremos pelo próprio Reno desde a idílica Rüdesheim, no coração do Rheingau, até St. Goarshausen passando pelo famoso Vale de Loreley, repleto de lendas germânicas sobre ninfas que vivem nestas águas. Prosseguindo até a cidade de Koblenz, onde no Reno conflui o Mosela formando a famosa “Deutsche Eck”, o “Canto Alemão”. Koblenz é uma das mais antigas e lindas cidades da Alemanha com mais de 2.000 anos de historia. Destaque na região para o produtor Schwaab.
MOSEL. Os rios Mosela, Sarre e Ruwer deslizam por curvas estreitas e tortuosas através de um território no qual os celtas e os romanos já cultivavam vinho 2.000 anos atrás. A região do Mosela, que leva a denominação alemã Mosel, é a mais antiga região vinícola da Alemanha e a maior região de cultivo de vinho em encostas. As encostas e terraços voltados para o sul ou sudoeste proporcionam um microclima excelente para as uvas, como também para plantas e animais raros. Por isso, os vinhos minerais e elegantes do Riesling das encostas, produzidos na região do Mosela, Sarre e Ruwer, estão entre os melhores vinhos brancos do mundo. É uma denominação de proporções bem mais amplas, estendendo-se ao longo do Rio Mosela, por uns 170 kmts. desde Remich ao sul junto a fronteira com Luxemburgo, na sub-região chamada de “MOSELTOR”, o “Portal do Mosela”, passando pouco depois por Trier, histórica e antiga cidade romana, até chegar, no sentido noroeste, a se encontrar com o Reno em Klobenz. Nesta parte mais ao sul antes de chegar a Trier, há o afluente Sarre (Saar) e depois de Trier o Ruwer. Sem dúvida o trecho mais impressionante é o do Meio Mosela, sub-região chamada de “BERNKASTEL” iniciando-se nas portas de Trier ao sul, serpenteando abruptamente o terreno até Briedel ao norte. Aqui a chave está nos numerosos Relógios de Sol no meio dos vinhedos os quais pegam deles o seu nome, “Sonnenuhr”. E que significado tem um relógio de sol no meio das vinhas desde as épocas romanas e da Idade Média? Que recebe muito sol! Elemento tão precioso para as videiras nas latitudes septentrionais. Portanto são os melhores vinhedos do Mosela onde se encontram os vilarejos e produtores mais destacados com Grans-Fassian, Dr. Loosen, Markus Molitor ou Joh.Jos. Prüm. Será aqui onde o grupo se aproximará do prazer pelo vinho no Centro de Cultura Vitivinícola de Bernkastel-Kues, um lugar multidisciplinar com Vinoteca, Fundação, Loja, Museu... Já no extremo norte, segue a atrativa sub-região de “TERRASENMOSEL” ou também “BURG COCHEM”. Vai desse o limite da anterior no sul até Klobenz no norte, uma área, como o seu nome indica, dominada por vertiginosos terraços de vinhedos mais íngremes do mundo, como é o famoso Bremmer Calmont. Nesta denominação, a Riesling continua sendo rainha, seguida pela Müller-Thurgau (aqui chamada de Rivaner), a antiga, e persistente Elbling e a Kerner. E entre as tintas novamente a Spätburgunder e a Domfelder. Destaque para os produtores Brunnenhof e Heymann-Löwenstein.
AHR. O rio Ahr desliza sonhador pelas curvas formadas entre encostas de rochas bizarras, ponteadas por belos vinhedos Já os romanos reconheceram as vantagens climáticas desse vale agreste e romântico, plantando as primeiras videiras. Pequena denominação de aprox.. 30 kmts. nas ladeiras do rio Ahr no sentido oeste para leste até se adentrar no Reno na altura de Sinzig a aprox. 70 kmts. de Colônia. Ao contrário das demais regiões, aqui a casta principal é a elegante tinta Spätburgunder (Pinot Noir). Como secundária a também tinta Blauer Portugieser. E o segredo para seus excelentes vinhos é similar a disposição deste rio como o Reno no Rheingau, com ladeiras bem expostas ao sul se beneficiando do sol. Para cultivar os excelentes vinhos da região do Ahr nas encostas íngremes, é necessário muito esforço. Mas a qualidade prova que o trabalho vale a pena. Região pequena e com grande valor Gastronômico onde seus Chefs harmonizam bem com estes tintos. O seu coração está no vilarejo de Bad Neunahr-Ahrweiler. Entre seus produtores destacam Meyer-Näkel, Brogsitter, Kloster Marienthal. Em Sinzing, devemos relizar uma Oficina Gastronômica com o conceituado Chef Jean-Marie Dumaine, do Restaurante Vieux Sinzig que tem um impressionante Jardim de Ervas com especialidade em trufas e cogumelos.
OUTRAS VISITAS. Eis então o cardápio para esta nova experiência, e claro incluindo visitas de tipo cultural e turísticas, como em Frankfurt não deixar passar de conhecer a casa natal de Johann Wolfgang com Goethe. Ou em Bonn a Casa Museu de Ludwing Van Beethoven. O Santuario de Vallendar, centro de peregrinação do conhecido Movimento Apostólico de Schönstatt cujo significado é “Cidade Bonita” se referindo a Coblença onde se encontra. ALÉM DE VISITAR O SCHLOSS DRACHENBURG, o Castelo do Dragão, em Königwinter, próxima a Bonn, com impressionantes vistas a toda a região, lugar, já mencionado por Lord Byron nas “Peregrinações de Childe Harold” e que segundo a lenda, uma caverna nas montanhas albergava um dragão que foi morto pelo herói da mitologia germana Sigfrido. Ou a visita a Trier, considerada a mais antiga da Alemanha fundada no Séc.I a.C. pelo imperador Augusto, destacando a sua Porta Nigra e cidade natal de Karl Marx. E claro, além de almoços e jantares harmonizados, alguns nas próprias vinícolas e outros em destacados restaurantes. A partir de JUN na Alemanha começam os Festivais de Verão, tanto de Música como alguns mistos com Vinho e Gastronomia, algum dos quais, serão considerados para serem visitados se as datas coincidirem.
INCLUIRÁ: Passagens aéreas ida e volta a Frankfurt. ● 12/13 noites de acomodação com café da manhã e impostos. ● 8 visitas com degustações a produtores vitivinícola ● 12 refeições entre jantares e almoços alguns em vinícolas com bebidas. ● Oficina de culinária com Chef renomado. ● Outras atividades enogastronômicas por confirmar. ● Visitas turístico-culturais com guia local em língua hispana segundo as cidades e atrações visitadas, entre eles um passeio de barco pelo Reno ● Todos os traslados em transporte privativo ● Acompanhamento desde Belo Horizonte do enófilo e consultor de vinhos Márcio Oliveira. ● Acompanhamento desde Belo Horizonte de guia operacional e consultor de viagens especializado em português/alemão, membro da SBAV-MG e Slow Food. ● Completa apostila com informações do destino, regiões e produtores vitivinícolas visitadas.
VALORES: Ainda em construção. Em breve será publicado. Tanto Terrestre como Aéreo seguindo patamares similares a última Experiência EnoGastro a Bordeaux e Loire em SET 2012. Consulte.
INSCRIÇÃO: Já conta com 6 pré-inscrições. Quem desejar garantir o seu lugar pode realizar já sua inscrição com Sinal de R$2.500,00. Solicite a sua Ficha de Inscrição.
OPCIONAIS: Após formado o grupo para o pacote básico, será oferecida a possibilidade de uma extensão de 4 ou 5 noites pela Rota Romântica, desde Würzburg, na Francônia, até Munich.
OBSERVAÇÕES GERAIS: ● Número de participantes no grupo: Máximo 24 e Mínimo 18. ● INFORMAÇÕES E PRÉ-RESERVAS: Na ZENITHE TRAVELCLUB. CONSULTORIA E OPERADORA DE VIAGENS ENOGASTRONÔMICAS. Belo Horizonte . TEL.: (31) 3225-7773. Contato: Francesca Bicalho
VINHOS PARA REFRESCAR O VERÃO DE 2013
“VINHOS PARA
REFRESCAR O VERÃO DE 2013” – Buscando
vinhos para nos refrescar nos dias mais quentes deste verão, vemos que alguns
rótulos podem ser ótimas pedidas para acompanhar almoços, jantares ou
simplesmente ficar a beira da piscina (ou da barraca na praia) ao ar livre.
O que primeiro vem à mente são os vinhos
espumantes, servidos bem gelados e com sua aguçada acidez que refresca quase
imediatamente. Mas depois de tantos espumantes bebidos no Natal e Ano Novo,
você pode estar buscando novas opções. Assim, lembramos imediatamente dos
vinhos brancos e rosés por sua leveza e frescor, que também são servidos a
temperaturas mais baixas.
Neste segmento, vale lembrar dos vinhos do Vale do Loire (com
seus refrescantes Vouvrays e Muscadet), da região portuguesa dos Vinhos Verdes
(os Alvarinhos são excelente companhia para o verão), e dos vinhos secos
alemães ou alsacianos da Riesling. Os Sauvignons Blancs da Nova Zelândia e
Chile (especialmente vindos de Casablanca e cercanias) serão excelentes
alternativas.
Se os vinhos rosés eram vítimas de
preconceitos até pouco tempo, o quadro está mudando. Fuja dos rosés de clima
quente ou com tonalidade mais carregada, pois geralmente são mais alcoólicos.
Aposte nos rótulos da Provence, na França, região que provavelmente produz os
melhores rosados do mundo.
Segundo
Alexandra Corvo, em recente artigo, há a tendência de oferecer vinhos de alta
graduação, pois o álcool pode dar textura adocicada ao vinho, deixando-o mais
fácil de beber. Essa tendência se dá principalmente em regiões de verão muito
quente, como o Novo Mundo.
Portanto,
busque por vinhos produzidos em regiões de verão mais ameno, ou que, mesmo
quente, estejam próximos às massas oceânicas que, com ventos frescos e úmidos,
ajudam as uvas a não concentrarem tanto açúcar, resultando em vinhos não tão
pesados.
Com o calor destes dias é difícil acreditar
na preferência dos brasileiros pelos vinhos tintos, e neste caso, para não
abrir mão deste estilo, a opção será pelos tintos leves, como os Beaujolais ou
os criados a partir da Pinot Noir. Assim como os brancos e rosés, esses vinhos
permitem uma temperatura de serviço mais baixa, podendo ser bebidos a
refrescantes 16ºC. Experimente ! Valerá a pena!
domingo, 30 de dezembro de 2012
AINDA DÁ TEMPO DE ESCOLHER SEU ESPUMANTE PARA O REVEILLON
● AINDA DÁ TEMPO DE ESCOLHER
SEU ESPUMANTE PARA O REVEILLON - Escolha o espumante que cabe no seu bolso para o Ano Novo.
Cinco sommeliers de BH dão dicas de boas bebidas em três faixas de preço. Foi
convidado para uma festa de réveillon e não quer chegar de mãos abanando?
Relaxe. Ainda dá tempo de comprar um bom espumante para comemorar a chegada de
2013. Para você não fazer feio, conversamos com cinco sommeliers de Belo
Horizonte, que sugeriram garrafas em três faixas de preço: até 50 reais, entre
50 e 150 reais e mais de 150 reais. São bebidas que oferecem bom
custo-benefício e ficam perfeitas na taça para brindar o Ano Novo no dia 1º.
Confira as dicas abaixo e boa festa!
André Martini - Casa do Vinho Famiglia Martini
● Até R$ 50,00: Iris Terre Casonato Rosé Brut
(Itália)
"Uma boa pedida para a beira
da piscina, pois é de fácil harmonização e bem refrescante, com bolhas bem
finas".
● Entre R$
50,00 e R$ 150,00: Les Faîtières Cremant
d'Alsace (França)
"É de uma região da França
que produz espumantes com uma delicadeza característica. É gentil e redondo ao
se tomar."
● Mais de R$
150,00: Champagne Pierre Gimonnet Cuis
1er Cru Brut (França)
"É de uma parte da região de
Champagne famosa por suas uvas brancas. Tem vivacidade agradáel, com leveza,
delicadeza e boa acidez".
Antônio Guido - Royal Vinhos
● Até R$ 50,00: Espumante Casa Valduga Arte Brut
(Brasil)
"Feito com uvas chardonnay e
pinot noir, ele fica doze meses em contato com as leveduras, tem frescor e boa
estrutura."
● Entre R$ 50,00 e R$ 150,00: Cava
Raventós i Blanc Reserva Brut (Espanha)
"É um cava espanhol típico,
produzido no método tradicional. Mistura as uvas macabeo, xarel-lo e
parellada."
● Entre R$
50,00 e R$ 150,00: Champagne Barnaut
Grande Réserve (França)
"À base de chardonnay e pinot
noir, ele é suave e tem boas acidez e estrutura."
Cláudia Ferrari - Buffet Flamb'art
● Até R$ 50,00: Vichon Crémant de Limoux (França)
"É um espumante, delicado e
leve, com um custo-benefício interessante"
● Entre R$ 50,00 e R$ 150,00: Casa
Valduga 130 Brut (Brasil)
"É ideal para comemorar, pois
não pede nenhuma comida especial. É bem delicado e frutado."
● Entre R$ 50,00 e R$ 150,00: Ferrari
Perlé Nero Brut 2004 (Itália)
"Ele é safrado e delicioso.
Acompanha bem frutas secas, amêndoas, frutos do mar e outras comidinhas do fim
de ano."
Flávio Oliveira - Casa Rio Verde
● Até R$ 50,00: Adolfo Lona Brut Rosé (Brasil)
"Já foi eleito duas vezes o
melhor espumante rosé brasileiro. Tem leveza, frescor e harmoniza com uma
variedade grande de pratos, de entradas leves a peixes."
● Entre R$
50,00 e R$ 150,00: Bailly-Lapierre Crémant
de Bourgogne Réserve Brut (França)
"É envelhecido por dois anos
na garrafa. Esse tempo dá uma complexidade aromática que o deixa agradável,
arredondado e fácil de ser degustado. Não faz feio quando comparado a um
champanhe".
● Entre R$ 50,00 e R$ 150,00: Orus
Rosé Pas Dosé (Brasil)
"É feito com as uvas
chardonnay, pinot noir e merlot. Tem sutileza e elegância, um gosto muito
persistente que é ao mesmo tempo vigoroso e delicado."
Nelton Fagundes - Enoteca Decanter
● Até R$ 50,00: Bossa Brut Nº 1 (Brasil)
"Feito na Serra Gaúcha, é bem
refrescante e de sabor delicado, ideal para acompanhar as festas de fim de
ano."
● Entre R$ 50,00 e R$ 150,00: Ferrari
Maximum Brut (Itália)
"É italiano, mas não tem nada
a ver com o carro. Feito com uvas chardonnay, passa por 36 champanhe".
● Entre R$ 50,00 e R$ 150,00: Champagne Barnaut Grande Réserve (França)
"É o top de uma família feito
só com vinhas sofisticadas". (Fonte – VEJABH - João Renato Faria
| 26.12.2012)
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