● Vinho da Semana 16/2016 - ● DIONÍSIO 2012 RAVANELLO – GRAMADO – RIO GRANDE DO
SUL – BRASIL – Idealizador e proprietário da vinícola, Normélio Ravanello,
desde jovem participava das atividades vitivinícolas da família em Antônio
Prado, na Serra Gaúcha. Iniciou com a esposa, em 2005, o empreendimento
vitivinícola na propriedade adquirida em 1987. As primeiras vinificações, em
2008 e 2009, ocorreram na vinícola experimental da Embrapa, em Bento Gonçalves,
RS. A vinificação no estabelecimento da Vinícola Ravanello iniciou em fevereiro
de 2010.
Todos os vinhos da Vinícola Ravanello
(tintos, brancos e bases para espumante) são elaborados em tanques verticais de
aço inoxidável, sob controle automatizado de temperatura. Alguns tintos ou
brancos específicos são elaborados em barricas de carvalho francês tipo ‘super
premium’, de 400L de capacidade unitária, no sistema de vinificação integral.
Após a fermentação, a estabilização dos vinhos pode ocorrer nos próprios
tanques de aço inoxidável ou em barricas de 300L, da mesma qualidade e origem
daquelas utilizadas na vinificação integral. A Vinícola possui ainda uma
estrutura laboratorial para controle de qualidade dos produtos ao longo da
vinificação. Todas as variáveis e processos são controlados por sistema de
gestão específico para vinificações, assegurando um controle completo da
produção.
Nos vinhedos de produção própria, técnicos
da vinícola procedem a um rigoroso acompanhamento da uva ao longo de todo o
ciclo de produção. Na maturação, a qualidade sanitária e bioquímica é seguida
diariamente, através de métodos precisos. Nos vinhedos dos fornecedores
parceiros, o acompanhamento é efetuado por técnicos locais, com o mesmo rigor e
foco na total qualidade das uvas. Ao serem colhidas, as uvas são imediatamente
transportadas à vinícola em caixas especiais e resfriadas em câmara fria. As
uvas provenientes dos produtores parceiros são transportadas em caminhões com
sistema de refrigeração, a 10ºTerroir - Os 2,4 hectares de
vinhedos estão localizados junto à vinícola, no município de Gramado, em
encostas a cerca de 800 metros de altitude, com exposição solar noroeste. Estas
encostas pertencem à Serra Continental, onde o clima é mais seco que o da Serra
do Mar, não havendo praticamente ocorrência de neblina. O microclima
privilegiado garante adequada amplitude térmica, com dias ensolarados e noites
frescas. Essas condições favorecem a formação dos diferentes compostos
orgânicos (polifenóis polimerizados, proteínas, polissacarídeos, compostos
aromáticos diversos) que compõem a tipicidade e a complexidade de vinhos tintos
e brancos. Além do terroir das encostas de Gramado, uvas provenientes da Região
dos Campos de Cima da Serra, (Vacaria, RS – 1000 metros de altitude), Serra do
Amarari (Monte Carlo, SC – 1200 metros de altitude), Campanha Oriental (Itaqui,
RS) e Serra do Sudoeste (Encruzilhada do Sul, RS) são inspecionadas e
posteriormente adquiridas e vinificadas na vinícola Ravanello.
C. Após, são desengaçadas e selecionadas manualmente.
As tintas podem ser levadas inteiras aos tanques de fermentação ou esmagadas
delicadamente, de modo a obter, na fase de maceração, uma extração seletiva de
taninos e matéria corante. As brancas são prensadas inteiras em prensa dotada
de sistema Inertys, que permite anular o efeito nocivo da oxidação durante todo
o tempo de processamento da uva. Tudo visando o máximo de qualidade dos vinhos.
Este
vinho traduz a expressão máxima das melhores uvas entre todas as proveniências
escolhidas pela Vinícola Ravanello em cada safra. A fermentação assim como na
linha premium, ocorre em barricas de carvalho francês e sua estabilização em
barricas de carvalho francês de primeiro uso. Este vinho pode ou não ser
lançado a cada ano, assim como as uvas que o compõem poderão variar conforme a
safra. Originário das mitologias mediterrâneas, o nome Dionísio inspirou os
antepassados da família Ravanello a batizar, em 1917, seu filho mais novo. Nada
por acaso. Assim, seu nome passou a evocar a cultura vitivinícola trazida da
Itália para o Brasil na imigração da família em 1897. Hoje, em justa homenagem,
o nome é reverenciado enquanto preservamos a cultura e cultivamos a arte de
apreciar o que de melhor produzimos e compartilhamos.
● Notas
de Degustação:
cor rubi escuro e profundo. Aromas de frutas escuras, com destaque para a
ameixa, cassis e mirtilo, notas de especiarias, toques de frutas secas como
tâmaras e figo turco, defumados com bela intensidade. Vinho encorpado, com
paladar rico, de grande equilíbrio e concentrado. Seu final de boca é fresco,
elegante e persistente. Uma grande riqueza no paladar com um delicado, muito
agradável e persistente final. Corte de Teroldego e Tannat, sem entretanto
indicar as proporções de cada casta.
● Estimativa
de Guarda:
aguenta fácil 10 anos fácil, mas já está excelente neste momento. Sendo mais
indicado como vinho de gastronomia do que simplesmente para degustação.
● Notas de Harmonização: Para
acompanhar carnes, caças. Sirva entre 16 a 18°C.
● Onde
comprar: Comprado na Vinícola. Estava na minha adega e foi degustado num Encontro
com tema em Vinhos Brasileiros.
Grata satisfação a degustação deste vinho. A safra de 2012, bem equilibrada com final de boca elegante e muito persistente. Vinho encorpado que acompanha bem carnes de caça de um modo geral.
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