domingo, 17 de abril de 2016

DIONÍSIO 2012 RAVANELLO

● Vinho da Semana 16/2016 - ● DIONÍSIO 2012 RAVANELLO – GRAMADO – RIO GRANDE DO SUL – BRASIL – Idealizador e proprietário da vinícola, Normélio Ravanello, desde jovem participava das atividades vitivinícolas da família em Antônio Prado, na Serra Gaúcha. Iniciou com a esposa, em 2005, o empreendimento vitivinícola na propriedade adquirida em 1987. As primeiras vinificações, em 2008 e 2009, ocorreram na vinícola experimental da Embrapa, em Bento Gonçalves, RS. A vinificação no estabelecimento da Vinícola Ravanello iniciou em fevereiro de 2010.
            Todos os vinhos da Vinícola Ravanello (tintos, brancos e bases para espumante) são elaborados em tanques verticais de aço inoxidável, sob controle automatizado de temperatura. Alguns tintos ou brancos específicos são elaborados em barricas de carvalho francês tipo ‘super premium’, de 400L de capacidade unitária, no sistema de vinificação integral. Após a fermentação, a estabilização dos vinhos pode ocorrer nos próprios tanques de aço inoxidável ou em barricas de 300L, da mesma qualidade e origem daquelas utilizadas na vinificação integral. A Vinícola possui ainda uma estrutura laboratorial para controle de qualidade dos produtos ao longo da vinificação. Todas as variáveis e processos são controlados por sistema de gestão específico para vinificações, assegurando um controle completo da produção.
            Nos vinhedos de produção própria, técnicos da vinícola procedem a um rigoroso acompanhamento da uva ao longo de todo o ciclo de produção. Na maturação, a qualidade sanitária e bioquímica é seguida diariamente, através de métodos precisos. Nos vinhedos dos fornecedores parceiros, o acompanhamento é efetuado por técnicos locais, com o mesmo rigor e foco na total qualidade das uvas. Ao serem colhidas, as uvas são imediatamente transportadas à vinícola em caixas especiais e resfriadas em câmara fria. As uvas provenientes dos produtores parceiros são transportadas em caminhões com sistema de refrigeração, a 10ºTerroir - Os 2,4 hectares de vinhedos estão localizados junto à vinícola, no município de Gramado, em encostas a cerca de 800 metros de altitude, com exposição solar noroeste. Estas encostas pertencem à Serra Continental, onde o clima é mais seco que o da Serra do Mar, não havendo praticamente ocorrência de neblina. O microclima privilegiado garante adequada amplitude térmica, com dias ensolarados e noites frescas. Essas condições favorecem a formação dos diferentes compostos orgânicos (polifenóis polimerizados, proteínas, polissacarídeos, compostos aromáticos diversos) que compõem a tipicidade e a complexidade de vinhos tintos e brancos. Além do terroir das encostas de Gramado, uvas provenientes da Região dos Campos de Cima da Serra, (Vacaria, RS – 1000 metros de altitude), Serra do Amarari (Monte Carlo, SC – 1200 metros de altitude), Campanha Oriental (Itaqui, RS) e Serra do Sudoeste (Encruzilhada do Sul, RS) são inspecionadas e posteriormente adquiridas e vinificadas na vinícola Ravanello.
C. Após, são desengaçadas e selecionadas manualmente. As tintas podem ser levadas inteiras aos tanques de fermentação ou esmagadas delicadamente, de modo a obter, na fase de maceração, uma extração seletiva de taninos e matéria corante. As brancas são prensadas inteiras em prensa dotada de sistema Inertys, que permite anular o efeito nocivo da oxidação durante todo o tempo de processamento da uva. Tudo visando o máximo de qualidade dos vinhos.
            Este vinho traduz a expressão máxima das melhores uvas entre todas as proveniências escolhidas pela Vinícola Ravanello em cada safra. A fermentação assim como na linha premium, ocorre em barricas de carvalho francês e sua estabilização em barricas de carvalho francês de primeiro uso. Este vinho pode ou não ser lançado a cada ano, assim como as uvas que o compõem poderão variar conforme a safra. Originário das mitologias mediterrâneas, o nome Dionísio inspirou os antepassados da família Ravanello a batizar, em 1917, seu filho mais novo. Nada por acaso. Assim, seu nome passou a evocar a cultura vitivinícola trazida da Itália para o Brasil na imigração da família em 1897. Hoje, em justa homenagem, o nome é reverenciado enquanto preservamos a cultura e cultivamos a arte de apreciar o que de melhor produzimos e compartilhamos.
● Notas de Degustação: cor rubi escuro e profundo. Aromas de frutas escuras, com destaque para a ameixa, cassis e mirtilo, notas de especiarias, toques de frutas secas como tâmaras e figo turco, defumados com bela intensidade. Vinho encorpado, com paladar rico, de grande equilíbrio e concentrado. Seu final de boca é fresco, elegante e persistente. Uma grande riqueza no paladar com um delicado, muito agradável e persistente final. Corte de Teroldego e Tannat, sem entretanto indicar as proporções de cada casta.
● Estimativa de Guarda: aguenta fácil 10 anos fácil, mas já está excelente neste momento. Sendo mais indicado como vinho de gastronomia do que simplesmente para degustação.
Notas de Harmonização: Para acompanhar carnes, caças. Sirva entre 16 a 18°C.

Onde comprar: Comprado na Vinícola. Estava na minha adega e foi degustado num Encontro com tema em Vinhos Brasileiros.

Um comentário:

  1. Grata satisfação a degustação deste vinho. A safra de 2012, bem equilibrada com final de boca elegante e muito persistente. Vinho encorpado que acompanha bem carnes de caça de um modo geral.

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