ROMANÉE-CONTI , O
VINHEDO ONDE NASCE UM VINHO MÍTICO
A história da Domaine
de la Romanée-Conti é tão rica quanto longa. São onze séculos de registros que
remontam aos monges da Ordem de St. Vincent, no século X. A propriedade teve
vários donos até ser adquirida pelo príncipe de Conti, que acrescentou seu nome
ao vinhedo. Na Revolução Francesa foi confiscada e, em 1794, foi leiloada e
trocou de mãos por diversas famílias até que Duvault-Blochet adquiriu a
propriedade e anexou os vinhedos de Richebourg, Échézeaux e Grands-Échézeaux,
em 1896. Aubert de Villaine, um
remanescente desta família, está à frente do vinhedo até os dias de hoje.
Em 1942, por conta de dificuldades enfrentadas na II Guerra,
parte do vinhedo foi vendido à família Henry Leroy, um negociante da região. Em
1946, as vinhas foram atacadas pela praga da philoxera e todo o vinhedo foi
arrancado e replantado. Entre 1946 e 1951 não foram lançadas safras de
Romanée-Conti. Em 1952 a colheita foi reiniciada e os primeiros resultados foram
decepcionantes.
De lá para cá, na medida em que o as garrafas se tornaram
disputadas por amantes de vinhos finos, brigas entre as famílias proprietárias
foram constantes, até que Aubert de Villaine tornou-se, a partir de 1992, o
principal responsável pelos vinhos da Domaine, quando a parceria com outro mito
da Borgonha, Lalou Bize-Leroy, foi encerrada.
Aubert de Villaine tem a dimensão do que seus vinhos
representam para a França e para o mundo. Ele é adepto da prática orgânica
desde 1986 e mais recentemente da biodinâmica, aquela que rejeita o uso de
defensivos químicos e acredita na influência dos astros sobre as vinhas. Uma
equipe permanente de 25 funcionários trabalha no vinhedo usando tração animal
no tratamento do solo. Para ele, num terroir perfeito como a Domaine de la
Romanée-Conti o melhor é a menor
interferência possível.
Para quem participar do Roteiro Enogastronômico
pela Borgonha, Alsácia e com uma pitada do Jura, no dia 5 de junho estaremos
visitando este vinhedo, de onde nasce um vinho mítico.

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