“ BACO EM RÍTMO DE CARNAVAL ” – As origens do carnaval têm sido buscadas nas mais antigas celebrações da humanidade, tais como as Festas Egípcias que homenageavam a deusa Isis e o Touro Apis. Há quem diga que as primeiras manifestações ocorreram na Roma dos Césares, as saturnálias, de caráter orgíaco. Contudo, Momo é uma das formas de Dionísio — o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo, e isto recua a origem do carnaval para a Grécia arcaica. Os gregos festejavam com grandiosidade nas Festas Lupercais e Saturnais a celebração da volta da primavera, que simbolizava o Renascer da Natureza.
Sempre
uma forma de comemorar, com muita alegria e desenvoltura, os atos de
alimentar-se e beber, elementos indispensáveis à vida.
Com
o nome de Carnaval, a festa surgiu, no século XI, com a implantação da Semana
Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma.
Esse período de privações acabaria por incentivar a realização de festas nos
dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas. A palavra "carnaval"
estaria relacionada com a idéia de "afastamento" dos prazeres da
carne marcado pela expressão "carne vale", que, acabou por formar a
palavra "carnaval".
Em
contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, os dias de Carnaval
são chamados "gordos", em especial a terça-feira (Terça-feira gorda,
em francês: Mardi Gras).
No
período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval
incorporaram os bailes de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros
alegóricos e progressivamente a festa foi tomando o formato atual.
O
Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade
vitoriana do século XIX. Paris foi o principal modelo exportador da festa
carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de
Janeiro se inspirariam no Carnaval parisiense para criar suas festas
carnavalescas.
No
Brasil, o entrudo, importado dos Açores, Ilha da Madeira e Cabo Verde, foi o
precursor do carnaval. Grosseiro, violento, imundo, constituiu a forma mais
generalizada de brincar no período colonial e monárquico, e também a mais
popular. Consistia em lançar, sobre os outros foliões, baldes de água,
esguichos de bisnagas e limões-de-cheiro (feitos de cera), pó de cal (que podia
cegar as pessoas atingidas), vinagre, groselha ou vinho e até outros líquidos
que estragavam roupas e sujavam ou tornavam mal-cheirosas as vítimas. Foi livre
até o aparecimento do lança-perfume, já no século XX, assim como do confete e
da serpentina, trazidos da Europa.
Atualmente,
o prestígio alcançado pelos desfiles de carnaval, no Rio de Janeiro e em São
Paulo, e a disseminação das chamadas micaretas trouxeram novas formas ao
evento. Alguns críticos dizem que o sentido popular da festa perdeu lugar.
Não
sou Mangueira, mas minha dica é brindar o Carnaval em Verde e Rosa. Ambos bem
gelados e refrescantes, farão o papel de abre-alas, ainda mais que parece que o
Cranaval de BH voltou a aparecer, qual “fênix” revivido !!!
Saboreie
por exemplo: o Quinta da Aveleda Colheita Selecionada, Portal do Fidalgo,
Quinta de Linhares Azal, entre os verdes. E para os rosados: Viñas del Vero
Rosado, Quinta da Lagoalva, Paço do Teixeiró Rosado, Cote-du-Rhône Parallele 45
Rosé, Kankura, Rose Malbec Finca La Linda, Rose Crescendo Altas Quintas, Rose
Terra Amata Domaine Sorin, Rose Tempranillo Artero, e Valdelosfrailles, entre
tantos rótulos à disposição.
E
quem disse que vinho não rima com alegria, confete e serpentina ?

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