segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

CHAMPAGNE - PARTE 2



CHAMPAGNE - Parte 2  ” – Chegamos ao mês de dezembro, com início das Confraternizações de Final de Ano e os amigos leitores do VINOTICIAS perguntam qual o melhor espumante para as Festas, qual a diferença entre Champagne e  Espumante e resolvi escrever esta artigo para ajudar a explicar certas dúvidas.
O champagne é um dos vinhos franceses de maior prestígio internacional, e unanimidade entre os amantes da bebida, reinando sem rivais sobre os outros espumantes, mas “nem todo espumante é champagne”. Crémant, Blanquette ou Mousseux é o nome dos espumantes franceses feitos pelo método clássico, ou tradicional, nas demais regiões vinícolas do país.
No Velho Mundo há uma série de outros espumantes: italianos (Prosecco, Asti e Spumante), espanhóis (Cava), portugueses (Murganheira, Raposeira), alemães (Sekt). No Novo Mundo, são bem conhecidos os espumantes americanos e australianos (Sparkling Wines). Todos eles poderão compartilhar muito bem com as festividades.
E neste aspecto, com muito orgulho, há que ressaltar a boa qualidade do espumante brasileiro. As condições climáticas da Serra Gaúcha, nem sempre favoráveis aos tintos, são propícias para a produção de bons espumantes e assim, o mercado destes vinhos está sofrendo uma reviravolta. Os brasileiros, que finalmente aprenderam a diferenciar sidra de champanhe e prosecco, estão trocando as bebidas estrangeiras pelas nacionais. De janeiro a outubro de 2007 a venda de espumantes importados teve queda de 26%; enquanto a venda de espumantes nacionais teve aumento de 15%.
No Brasil, os espumantes são feitos com as uvas Riesling Itálico, Chardonnay, Pinot Noir, Moscato, Malvasia e Prosecco, entre outras, usnado-se tanto o método tradicional, como o charmat, no qual a segunda fermentação é feita dentro de cubas fechadas (autoclaves). Hoje a produção do espumante brasileiro ultrapassou as fronteiras dos pampas, sendo conhecidos os espumantes produzidos na Região do Vale do Rio São Francisco (Sertão Baiano e Pernambucano) e mais recentemente os espumantes mineiros produzidos em Andradas.
Para perceber o melhor que um espumante pode oferecer, seu serviço requer cuidado. Sirva gelado, em torno dos 4 a 6ºC, uma vez que ganha calor ao tocar na taça. Para espumantes mais estruturados e champagnes a temperatura poderá ser um pouco mais alta, em torno dos 6 a 8ºC. Para obter esta temperatura, mantenha os vinhos refrescados em balde de gelo e água. Na hora de abrir, nada de grandes solavancos e estouros como na Fórmula 1, pois o choque da saída abrupta do gás pode afetar os aromas e sabores do vinho. O ideal e segurar a rolha firme com um guardanapo e girar a garrafa, deixando que o gás ajude o processo de expulsão da rolha de forma lenta.
Sirva em taças do tipo “flute”, que permitem uma perlage (frisas de bolhinhas) mais persistente. Nunca sirva mais que 2/3 da taça, assim o vinho ficará sempre fresco. O ideal é segurar o copo pelo pé ou pela base, afastando o calor da mão do seu bojo.
As sugestões para quem quer bons vinhos para as festividades e que poderão ser consumidos durante o verão, ou quando seu time ganhar, ou quando seu time perder, pois como dizia Napoleão: - Nas vitórias é merecido. Nas derrotas é meu consolo !”
Espumantes Nacionais: Cave do Amadeu, Dal Pizzol Brut, Miolo Brut, Salton Volpi, Espumante Miolo Rosé, Don Giovanni Brut, Casa Geraldo Brut ou Prosecco.  Diferenciados (TOPS): Casa Valduga 130 Anos, Chandon Excellence, Salton Evidence, Miolo Millésime, Cave Geisse Nature, Don Giovanni Ouro (24 ou 30 meses). Importados: Espumante Íris Rose, Prosecco Terre Casonato, Prosecco Nino Franco di Valdobbiadene DOC, Veuve Paul Bur,  Cava Codorniú Rose, Cava Codorniú. Diferenciados: Vouvray Vigneau-Chevreau Brut, Espumante Miru-Miru, Champagne Drappier, Champagne Taittinger, Champagne Gosset Brut, Champagne Michel Gonet Rosé, Cava Anna de Codorniu. E para quem gosta de TOPS: Champagne Gosset Brut Grand Réserve, Champagne Drappier Cart d´Or, Champagne Brut Blanc de Noirs Grand Cru Barnaut e Champagne Michel Gonet Cuvée Speciale Prestige Blanc des Blancs Grand Cru 1998 (considerado por Jancis Robinson um dos 3 melhores que ela degustou na safra), Bollinger, Paul Roger, e os Espumante Ferrari.
Nesta relação, os conceitos acabam sendo relativos (melhor/pior, caro/barato, estruturado/leve), pois dependerão dos valores individuais de quem bebe os vinhos, levando em conta também que, a bagagem e vivência de cada um determina os diferentes graus de exigência nas quais ele será provado.
Como apontar o melhor vinho espumante do mundo? Não tenha estas preocupações, o melhor vinho do mundo é aquele que lhe dá prazer; o que nem sempre quer dizer que seja o mais caro !
Ou então, como nos ensina Mario Quintana; - “Por mais raro que seja, ou mais antigo, Só um vinho é deveras excelente. Aquele que tu bebes, docemente, Com teu mais velho e silencioso amigo”.

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