A Viña
Almaviva nasceu oficialmente em 1996, através da união de dois nomes
tradicionais no mundo do vinho, Baron Philippe de Rothschild e Concha y Toro,
com o espírito de criar um vinho num projeto paralelo e independente, numa
propriedade que segue o conceito do vinho de Château, no qual o que se busca é
fazer o melhor vinho possível com seus vinhedos, ano após ano, entendendo as
sutilezas de cada safra, se adaptando a elas, para tentar manter um estilo, uma
identidade, o que é um pouco diferente da idéia de criar um ícone. Entretanto, safra
após safra o vinho mostra uma consistência de qualidade fora do comum o que o
qualifica entre os grandes vinhos chilenos. A origem nobre do Almaviva representa
o seu próprio estilo. Um vinho digno de ser representante da linhagem
bordalesa, mas com inegável acento mapuche (índios dominantes antigamente na
região dos vinhedos), chileno, novo-mundista.
Desde as suas
primeiras safras o Almaviva é um blend de Cabernet Sauvingon, com uma média de
70 a 75% do vinho, que lhe dá imponência; Carménère, como uva segundária,
respondendo por cerca de 20% da mistura, incorporando o caráter indígena, erbáceo
e selvagem; e um acabamento com predominância de Cabernet Franc, que lhe
empresta a elegância e a feminilidade; com Merlot e Petit Verdot aparecendo com
pequenas parcelas (apenas 1%) nos últimos anos, indicando suave mudança no
estilo, buscando arredondar-lhe o corpo, dando textura mais aveludada, aparando
arestas.
A Cabernet Sauvignon
impõe o caráter bordalês, fidalgo enquanto a Carménère, representa o puro
sangue chileno no mundo enológico. Na safra 2000, o tinto foi elaborado com um
corte de 86% Cabernet Sauvignon e 14% Carménère, com estágio de 16 meses em
barricas novas de carvalho francês. Importante dizer que o tempo de
amadurecimento em barricas novas de carvalho francês e o descansando na
garrafa, o vinho leva aproximadamente três anos antes de chegar ao mercado. O
Almaviva é um vinho comercializado em leilões como os grandes de Bordeaux, um feito
alcançado, é claro, com a influência da família Rothschild.
● Reconhecimentos: WS91 na safra 2000. Maior pontuação: 95RP
nas safras 2003 e 2005.
● Notas
de Degustação:
cor rubi de reflexos acastanhados ainda sem granmde reflexo do tempo de guarda.
No nariz aparecem os aromas complexos de frutas vermelhas maduras como morangos
e cerejas em compota, depois vem as notas florais, terrosas e de ervas secas,
além de toques de especiarias como a baunilha, e por fim as notas de chocolate,
de café e de caixa de charuto e cedro. Na boca o vinho estava pronto, com
taninos macios e finos, equilibrado, bem estruturado, boa acidez e longo e
prazeroso final, quente e muito persistente. Apesar dos 14 anos de guarda,
mostra muita elegância e classe, sem sinais de evolução negativa, lembrando Bordeaux
de Pauillac. Afinal, nada como a tradição da Mouton Rothschild agregada ao
conjunto. Estimativa de Guarda: creio
que ainda agüenta mais 3 a 4 anos.
● Notas de Harmonização: Carnes
de caça, paleta de cordeiro com frutas secas. Onde comprar CASA DO PORTO – Em BH: CASA DO PORTO – Novo Endereço
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