segunda-feira, 10 de novembro de 2014

PASSA 2011 – QUINTA DO PASSADOURO



Vinho da Semana 40/2014 PASSA 2011 – QUINTA DO PASSADOURO – Situada em pleno vale do rio Pinhão perto de Vale de Mendiz, a origem da Quinta do Passadouro remonta ao Séc XVIII, surgindo referenciada no célebre mapa do Douro elaborado pelo Barão de Forrester. Em 1991, Dieter Bohrmann decidiu comprá-la. Ele acreditava que com as uvas de alta qualidade do Douro, era possível não só produzir Porto, mas também vinhos de mesa de alta gama. A sua idéia consistia em reservar alguns dos melhores lotes da produção com o objectivo de criar um vinho tinto de qualidade premium, como expressão máxima do que este terroir é capaz de oferecer. Para o conseguir, só lhe faltava o enólogo certo. Por isso, convidou Jorge Serôdio Borges para assumir a responsabilidade total da Quinta.
Jorge Serôdio Borges, juntamente com sua esposa Sandra Tavares Silva produzem grandes vinhos na Wine & Soul, juntando experiência, paixão e sobretudo compromisso com a qualidade. Seu primeiro grande sucesso foi o “Pintas” (homenagem ao seu cachorro) e seguiram-se o Guru, o Pintas Character, o Manoella e Quinta da Manoella Vinhas Velhas.
Não é a toa que Jorge Serôdia foi eleito enólogo do Ano pela Revista Wine de Portugal em 2008 e 2011.  Seus vinhos têm notas de compota combinando com terra molhada, pode-se encontrar aromas de ameixas e amoras combinadas com um elegante toque de carvalho francês e uma personalidade única para as variedades nativas as quais privilegiam a despeito da pressão para se conformar aos sabores mais internacionais.          
 Há 40 ha de vinha e 5 ha de olival. As tradições dos processos agrícolas foram mantidas, com vista a manter a boa qualidade e reputação dos nossos vinhos. As vinhas têm idades entre os 2  e 70 anos, compreendendo castas tradicionais do Douro, tais como: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca, Sousão.  As vinhas velhas compreendem uma mistura de várias castas. Durante a Vindima, é feita uma rigorosa seleção das uvas: primeiro no momento do corte e depois antes da entrada na adega, de forma a assegurar que só as melhoras uvas entrem nos lagares para serem pisadas.
A pisa das uvas é feita dentro de lagares, de forma tradicional, feita por movimentos ritmados de flexão das pernas humanas que através de muito trabalho, esforço e amor, permitem que este processo de extracção seja ao mesmo tempo delicado e intenso. Para o envelhecimento e estabilização dos vinhos são usados dois tipos de barricas: para os vinhos do Porto são usadas barricas de madeira de castanheiro português e para os vinhos Tintos barricas de madeira de carvalho francês, ambas envelhecidas.
            A combinação dos métodos tradicionais com técnicas modernas, permitem que os vinhos "exprimam" todo o seu caráter duriense, sendo o produto final de elevada qualidade, muitos deles premiados.
A Quinta do Passadouro, como ponto de enoturismo, oferece uma combinação de tradição, tranquilidade e simplicidade, aliadas à qualidade dos serviços, proporcionando assim momentos inesquecíveis a apenas cerca de duas horas do Porto, sendo a viagem uma mudança progressiva entre o urbano e o rural, oferecendo momentos e recordações eternas de grande prazer. Uma vez lá, pode ficar alojado nas instalações do Turismo, em ambiente familiar e de grande descontração. Pode-se fazer caminhadas e explorar os recantos da Quinta, observando as magníficas paisagens que margeiam o lado esquerdo do Rio Pinhão. Durante as Vindimas, pode assistir aos processos de corte e pisa das uvas e, se preferir, experimentar. Quem se habilita ?
  ● Notas de Degustação: Cor vermelha rubi intensa, num corte de 50% Touriga Franca, 40% de Tinta Roriz e 10% de Touriga Nacional. 30% do vinho estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês, conferindo um nariz elegante com notas de frutas vermelhas e escuras (ameixa e cereja preta), característica da Touriga Franca. No fundo aparecem toques florais. Na boca é suave e equilibrado, com uma acidez agradável. Um vinho prazeroso para beber. Reconhecimento: 87RP. Estimativa de Guarda: já pode ser bebido, mas vai melhorar na garrafa durante os próximos 4 a 6 anos.
Notas de Harmonização: vai bem com carnes grelhadas e em molhos suculentos. Importado pela ADEGA ALENTEJANA – Em BH – Adega Alentejana – EdIson Vieira –  (31) 9903- 1474 / E-mail: edinhovsantos@ig.com.br

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