segunda-feira, 17 de novembro de 2014

GRAND VIN DU BARON DE BRANE MARGAUX 2005



Vinho da Semana 41/2014 GRAND VIN DU BARON DE BRANE MARGAUX 2005 – Corte de Uvas com 58% Cabernet Sauvignon e 42% Merlot, muito bem equilibrado e uma grande compra para os amantes Margaux, pois é o segundo vinho da Brane-Cantenac, reconhecido por sua elegância, finesse e charme. O Brane-Cantenac é um 2emme Grand Cru Classé de propriedade da família Lurton desde 1925. Henri Lurton assumiu a gestão da vinícola em 1992. Seu terroir é de excelente qualidade que combinado com o grande perfeccionismo de seu proprietário, é garantia de sucesso.
Para os franceses, terroir é algo sagrado. É uma entidade, quase divindade. Quando se fala de um vinho, logo se fala das características singulares do solo onde aquelas uvas que o compõem cresceram, assim como também do clima que propiciou o desenvolvimento da planta em perfeitas condições, enfim, de todos os micro-fatores que, juntos, resultaram em uma bebida única.
            Cada palmo de chão tem sua particularidade que vai resultar em um vinho diferente, com o gosto do terroir. Essa crença é tão arraigada – e tão verdadeira – que um dos principais motivos da fama do Château Brane-Cantenac é sua localização privilegiada. São 45 hectares na colina de Brane, no planalto de Cantenac, com um solo profundo (que chega a 12 metros) de cascalho, mas que possui uma porcentagem importante de argila, que garante uma reserva hídrica suficiente durante o ano. O lençol freático também é profundo (5 a 6 metros), o que permite que as raízes se desenvolvam em profundidade. A drenagem é tão boa, devido à topografia, que ele sofre menos com as tempestades de verão e as chuvas de setembro do que outros terroirs clássicos em cujos solos predomina o cascalho.
 É do vinhedo localizado nesse local que Brane- -Cantenac faz seu principal vinho. O Château ainda possui outros terroirs – que completam 90 hectares e servem para cultivar uvas de seus vinhos secundários –, mas é esse terreno que o notabilizou e fez com que seu vinho fosse cultuado, dando-lhe a honraria de entrar na histórica classificação de 1855 como um Deuxième Grand Cru.
O potencial do terroir é decantado há muito tempo, tanto que, em 1833, o barão Hector de Brane vendeu o Château Brane-Mouton (que se tornaria Mouton-Rothschild futuramente) para financiar a compra do Brane-Cantenac, que, na época, chamava-se Château Gorce. Estima-se que a família Gorce era proprietária do local desde o início do século XVIII, comprando-o por volta de 1735.
            Nesse momento, o vinho do Château já era famoso, sendo citado pelos especialistas como um dos grandes vinhos de seu tempo, com preços elevados. Não à toa foi chamado, durante anos, de o “Primeiro dos Segundos” depois da classificação de 1855.
            Seu proprietário, o Barão de Brane era um homem importante e de grande reputação na França e especialmente em Bordeaux. Ele foi o responsável por tornar a Cabernet Sauvignon a uva número um de Médoc e, com isso, recebeu a alcunha de “Napoleão das vinhas”. A Cabernet Sauvignon, não por acaso, é a uva que melhor se desenvolve no terroir do Château, que foi rebatizado pelo barão em 1838 como Brane- -Cantenac.
Sob a batuta de Henri, o Chateau Brane-Cantenac tenta voltar a merecer a fama de “Primeiro dos Segundos”. Seus vinhedos são plantados com cerca de 65% de Cabernet Sauvignon, 30% de Merlot e 5% de Cabernet Franc. O rendimento é de 45 hl/ha, com vinhas de 35 anos de idade em média. A colheita é totalmente manual.
● Notas de Degustação: Cor rubi profundo com reflexos violeta apesar de já estar há 9 anos em garrafa. Dominado por intensos aromas de frutas vermelhas (ameixa, cassis e amora), notas de mentol, defumado, flores secas e alcaçuz. Leve toque de tabaco e baunilha mostra a qualidade do estágio em barricas, pois o carvalho aparece sem predominar sobre a fruta. Em boca se mostra equilibrado com notas picantes e encorpado, com abundância de frutas escuras e taninos ricos. Ataque potente com frescor e concentrado retrogosto. Bem balanceado, com longo e generoso final que, definitivamente, envelhece bem. Estimativa de Guarda: pelo menos mais 5 anos (ou seja 2019).
Notas de Harmonização: Pratos de sabores complexos como confit de pato e costela, ricos em molhos, especiarias e condimentos. Carnes de caça, como galinha d´angola, cordeiro assado ao molho de hortelã, coxa de pato confitada, servida com a pele crocante sob redução agridoce de cassis; Queijos de leite de ovelha, massa dura curada. Importado pela CASA DO VINHO – End.: Loja Barro Preto - Av. Bias Fortes, 1543 – Barro Preto – Belo Horizonte (MG) - Tel: (31) 3337-7177 - Loja Mangabeiras – Av. Bandeirantes, 504 – Mangabeiras – Belo Horizonte (MG) – Tel: (31) 3286-7891

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