Vinho da Semana 41/2014 – ● GRAND VIN DU BARON DE BRANE
MARGAUX 2005 – Corte de Uvas com 58% Cabernet Sauvignon e 42% Merlot, muito
bem equilibrado e uma grande compra para os amantes Margaux, pois é o segundo
vinho da Brane-Cantenac, reconhecido por sua elegância, finesse e charme. O
Brane-Cantenac é um 2emme Grand Cru Classé de propriedade da família Lurton
desde 1925. Henri Lurton assumiu a gestão da vinícola em 1992. Seu terroir é de
excelente qualidade que combinado com o grande perfeccionismo de seu
proprietário, é garantia de sucesso.
Para os franceses,
terroir é algo sagrado. É uma entidade, quase divindade. Quando se fala de um
vinho, logo se fala das características singulares do solo onde aquelas uvas
que o compõem cresceram, assim como também do clima que propiciou o
desenvolvimento da planta em perfeitas condições, enfim, de todos os
micro-fatores que, juntos, resultaram em uma bebida única.
Cada
palmo de chão tem sua particularidade que vai resultar em um vinho diferente,
com o gosto do terroir. Essa crença é tão arraigada – e tão verdadeira – que um
dos principais motivos da fama do Château Brane-Cantenac é sua localização
privilegiada. São 45 hectares na colina de Brane, no planalto de Cantenac, com
um solo profundo (que chega a 12 metros) de cascalho, mas que possui uma
porcentagem importante de argila, que garante uma reserva hídrica suficiente
durante o ano. O lençol freático também é profundo (5 a 6 metros), o que
permite que as raízes se desenvolvam em profundidade. A drenagem é tão boa,
devido à topografia, que ele sofre menos com as tempestades de verão e as chuvas
de setembro do que outros terroirs clássicos em cujos solos predomina o
cascalho.
É do vinhedo
localizado nesse local que Brane- -Cantenac faz seu principal vinho. O Château
ainda possui outros terroirs – que completam 90 hectares e servem para cultivar
uvas de seus vinhos secundários –, mas é esse terreno que o notabilizou e fez
com que seu vinho fosse cultuado, dando-lhe a honraria de entrar na histórica
classificação de 1855 como um Deuxième Grand Cru.
O potencial do
terroir é decantado há muito tempo, tanto que, em 1833, o barão Hector de Brane
vendeu o Château Brane-Mouton (que se tornaria Mouton-Rothschild futuramente)
para financiar a compra do Brane-Cantenac, que, na época, chamava-se Château
Gorce. Estima-se que a família Gorce era proprietária do local desde o início
do século XVIII, comprando-o por volta de 1735.
Nesse
momento, o vinho do Château já era famoso, sendo citado pelos especialistas
como um dos grandes vinhos de seu tempo, com preços elevados. Não à toa foi chamado, durante anos, de o
“Primeiro dos Segundos” depois da classificação de 1855.
Seu
proprietário, o Barão de Brane era um homem importante e de grande reputação na
França e especialmente em Bordeaux. Ele foi o responsável por tornar a Cabernet
Sauvignon a uva número um de Médoc e, com isso, recebeu a alcunha de “Napoleão
das vinhas”. A Cabernet Sauvignon, não por acaso, é a uva que melhor se
desenvolve no terroir do Château, que foi rebatizado pelo barão em 1838 como
Brane- -Cantenac.
Sob a batuta de
Henri, o Chateau Brane-Cantenac tenta voltar a merecer a fama de “Primeiro dos
Segundos”. Seus vinhedos são plantados com cerca de 65% de Cabernet Sauvignon,
30% de Merlot e 5% de Cabernet Franc. O rendimento é de 45 hl/ha, com vinhas de
35 anos de idade em média. A colheita é totalmente manual.
● Notas
de Degustação:
Cor rubi profundo com reflexos violeta apesar de já estar há 9 anos em garrafa.
Dominado por intensos aromas de frutas vermelhas (ameixa, cassis e amora),
notas de mentol, defumado, flores secas e alcaçuz. Leve toque de tabaco e baunilha
mostra a qualidade do estágio em barricas, pois o carvalho aparece sem
predominar sobre a fruta. Em boca se mostra equilibrado com notas picantes e
encorpado, com abundância de frutas escuras e taninos ricos. Ataque potente com
frescor e concentrado retrogosto. Bem balanceado, com longo e generoso final
que, definitivamente, envelhece bem. Estimativa
de Guarda: pelo menos mais 5 anos (ou seja 2019).
●
Notas de Harmonização: Pratos de
sabores complexos como confit de pato e costela, ricos em molhos, especiarias e
condimentos. Carnes de caça, como galinha d´angola, cordeiro assado ao molho de
hortelã, coxa de pato confitada, servida com a pele crocante sob redução
agridoce de cassis; Queijos de leite de ovelha, massa dura curada. Importado pela CASA
DO VINHO – End.: Loja Barro Preto - Av. Bias Fortes, 1543 – Barro
Preto – Belo Horizonte (MG) - Tel: (31) 3337-7177 - Loja Mangabeiras – Av. Bandeirantes, 504 – Mangabeiras – Belo
Horizonte (MG) – Tel: (31) 3286-7891
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