segunda-feira, 15 de setembro de 2014

MAMERTINO VASARI DOC 2008



Vinho da Semana 32/2014 MAMERTINO VASARI DOC 2008 – o Mamertino (também chamado de “vinho do imperador”), pois era o preferido do imperador romano Júlio César, é um vinho muito antigo, produzido na Sicília. Precisamos voltar ao século VIII AC se quisermos falar das origens do vinho na ilha da Sicília, pátria do vinho Mamertino. Foi nessa época que os primeiros colonos gregos se instalaram em sua costa, trazendo consigo suas vinhas. Junto a outras espécies nativas de vitis, essas vinhas floresceram de forma exuberante na ilha, graças às suas condições microclimáticas extremamente favoráveis, e com seus frutos começaram a produzir o vinho na região. Da Antiguidade clássica até nossos dias, a ilha foi um verdadeiro caldeirão de culturas, tendo sido invadida por fenícios, gregos, cartagineses, vândalos, árabes normandos e espanhóis, que deixaram sua marca nos monumentos e na cultura siciliana. Durante todo este tempo, o vinho sempre esteve presente de forma marcante, atingindo seu ápice no século XVIII, quando os ingleses criaram o vinho Marsala.
            No último século o vinho siciliano foi eclipsado pela indiscutível supremacia qualitativa dos vinhos italianos das regiões centrais e do norte. Os vinhos toscanos, piemonteses e mesmo vênetos se tornaram a grande referência dos vinho italiano de qualidade. A revolução qualitativa finalmente chegou com a modernização das vinícolas sicilianas, o novo espírito empresarial e a vinda de investidores de outras regiões. O sensível aumento da qualidade de seus vinhos não impediu que a ilha continuasse a produzir de forma prodigiosa. A Sicília divide com a Puglia a posição de primeira região produtora da Itália.  
Sua casta tinta mais conhecida é a NERO D’AVOLA, também chamada Calabrese, muito comum em Ragusa e Siracusa, criando vinhos potentes e de muito caráter, com bom potencial de envelhecimento, alguns monovarietais outros cortados com as internacionais Syrah e Merlot. Outra uva tinta muito interessante é a FRAPATTO, que dá vinhos vigorosos e frutados, para serem bebidos jovens, além da NERELLO CAPUCCIO, e da NERELLO MASCALESE, muito plantada nas encostas do Etna e na província de Messina.
            O plantio de variedades internacionais é mais recente e podemos hoje encontrar as principais castas francesas sendo cultivadas (Chardonnay, Sauvignon Blanc, Syrah, Cabernet Sauvignon, Merlot, etc). Mas o que realmente predomina e dá o toque de originalidade à vitivinicultura local são os vinhos feitos com suas uvas regionais
            Os vinhos DOC compõem uma pequena parcela da produção e o número de  vinhos IGT vem crescendo. É preciso considerar a existência de muitos bons vinhos que não se enquadraram nas regras legais levando seus produtores vendê-los como Vini da Tavola, como de resto acontece em outras regiões italianas. São 19 os vinhos DOC da Sicília: ALCAMO, CERASUOLO DI VITTORIA, CONTEA DE SCLAFANI, CONTESSA ENTELLINA, DELIA NIVOLELLI, ELORO, ETNA, FARO, MALVASIA DELLE LIPARI, MAMERTINO DI MILLAZZO, MARSALA, MENFI, MONREALE, MOSCATO DI NOTO, MOSCATO DI PANTELLERIA (também Passito di Panteleria), MOSCATO DI SIRACUSA, RIESI, SAMBUCA DI SICILIA, SANTA MARGHERITA DI BELICE e SCIACCA.

● Notas de Degustação: Tinto rubi, bem escuro, corte das uvas Nero d’Avola 90% e Nocera 10%, com aromas de fruta madura, em especial a ameixa e cereja. No paladar mostra-se de corpo, amplo, harmônico, repetindo o perfil aromático e muito persistente. Álcool 13,5%.  
Notas de Harmonização: queijos maduros, salumeria, pratos com molho de carne vermelha, carnes grelhadas ou ensopadas, ragús, podendo ainda acompanhar uma bela pizza ou foccacia. Um vinho com grande perfil gastronômico.  Importado pela ITALY´S WINES – Chegará em breve em BH.

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