● Vinho da Semana 32/2014 – ● MAMERTINO VASARI DOC 2008
– o Mamertino (também chamado de “vinho
do imperador”), pois era o preferido do imperador romano Júlio César, é um
vinho muito antigo, produzido na Sicília. Precisamos voltar ao século VIII
AC se quisermos falar das origens do vinho na ilha da Sicília, pátria do vinho
Mamertino. Foi nessa época que os primeiros colonos gregos se instalaram em sua
costa, trazendo consigo suas vinhas. Junto a outras espécies nativas de vitis,
essas vinhas floresceram de forma exuberante na ilha, graças às suas condições
microclimáticas extremamente favoráveis, e com seus frutos começaram a produzir
o vinho na região. Da Antiguidade clássica até nossos dias, a ilha foi um
verdadeiro caldeirão de culturas, tendo sido invadida por fenícios, gregos,
cartagineses, vândalos, árabes normandos e espanhóis, que deixaram sua marca
nos monumentos e na cultura siciliana. Durante todo este tempo, o vinho sempre
esteve presente de forma marcante, atingindo seu ápice no século XVIII, quando
os ingleses criaram o vinho Marsala.
No
último século o vinho siciliano foi eclipsado pela indiscutível supremacia
qualitativa dos vinhos italianos das regiões centrais e do norte. Os vinhos
toscanos, piemonteses e mesmo vênetos se tornaram a grande referência dos vinho
italiano de qualidade. A revolução qualitativa finalmente chegou com a
modernização das vinícolas sicilianas, o novo espírito empresarial e a vinda de
investidores de outras regiões. O sensível aumento da qualidade de seus vinhos
não impediu que a ilha continuasse a produzir de forma prodigiosa. A Sicília
divide com a Puglia a posição de primeira região produtora da Itália.
Sua casta tinta mais
conhecida é a NERO D’AVOLA, também
chamada Calabrese, muito comum em Ragusa e Siracusa, criando vinhos potentes e
de muito caráter, com bom potencial de envelhecimento, alguns monovarietais
outros cortados com as internacionais Syrah e Merlot. Outra uva tinta muito
interessante é a FRAPATTO, que dá vinhos vigorosos e frutados, para serem
bebidos jovens, além da NERELLO CAPUCCIO, e da NERELLO MASCALESE, muito
plantada nas encostas do Etna e na província de Messina.
O
plantio de variedades internacionais é mais recente e podemos hoje encontrar as
principais castas francesas sendo cultivadas (Chardonnay, Sauvignon Blanc,
Syrah, Cabernet Sauvignon, Merlot, etc). Mas o que realmente predomina e dá o
toque de originalidade à vitivinicultura local são os vinhos feitos com suas
uvas regionais
Os
vinhos DOC compõem uma pequena parcela da produção e o número de vinhos IGT vem crescendo. É preciso
considerar a existência de muitos bons vinhos que não se enquadraram nas regras
legais levando seus produtores vendê-los como Vini da Tavola, como de resto
acontece em outras regiões italianas. São 19 os vinhos DOC da Sicília: ALCAMO,
CERASUOLO DI VITTORIA, CONTEA DE SCLAFANI, CONTESSA ENTELLINA, DELIA NIVOLELLI,
ELORO, ETNA, FARO, MALVASIA DELLE LIPARI, MAMERTINO
DI MILLAZZO, MARSALA, MENFI, MONREALE, MOSCATO DI NOTO, MOSCATO DI
PANTELLERIA (também Passito di Panteleria), MOSCATO DI SIRACUSA, RIESI, SAMBUCA
DI SICILIA, SANTA MARGHERITA DI BELICE e SCIACCA.
● Notas de Degustação: Tinto rubi, bem
escuro, corte das uvas Nero d’Avola 90% e Nocera 10%, com aromas de fruta
madura, em especial a ameixa e cereja. No paladar mostra-se de corpo, amplo,
harmônico, repetindo o perfil aromático e muito persistente. Álcool 13,5%.
● Notas de Harmonização: queijos maduros,
salumeria, pratos com molho de carne vermelha, carnes grelhadas ou ensopadas,
ragús, podendo ainda acompanhar uma bela pizza ou foccacia. Um vinho com grande
perfil gastronômico. Importado pela ITALY´S WINES – Chegará em breve em BH.
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